Domingo, 29 de Janeiro de 2012

Utentes rejeitam plano de reestruturação do CHMT

A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo (CUSMT) rejeitou hoje o plano de reorganização anunciado para o centro hospitalar daquela região e defendeu que esse programa vem dificultar o acesso das populações aos cuidados de saúde.
Num balanço hoje apresentado sobre as reuniões públicas realizadas nos últimos dias em Tomar, Abrantes e Torres Novas, cidades onde estão instaladas as três unidades hospitalares que compõem o Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), o porta voz da CUSMT, Manuel José Soares, afirmou que só com a coordenação e a melhoria de centros de saúde, hospitais e cuidados continuados é possível responder às necessidades das populações.
Defendeu ainda a “utilização de toda a capacidade instalada”.

A 29 de Janeiro...

...de 2006, o concelho de Tomar ficou vestido de branco. Nevou em Tomar, um acontecimento raro por estas bandas.

Sp Tomar mantém perseguição

O SC Tomar, que recebeu e venceu o GD Sesimbra por 8 - 4, mantém a perseguição ao líder SC Portugal que também venceu por um concludente 7 - 1 o CA Campo de Ourique. Já a equipa de Santa Cita, jogando com a Biblioteca IR, perdeu por 5 - 3.

Assim, o SC Portugal mantém-se na frente com 31 pontos, seguido de SC Tomar com 28 e Turquel, 27. ACR Santa Cita ocupa a 13ª posição com 7 pontos.

Sábado, 28 de Janeiro de 2012

Torre Sineira do Castelo

A 28 de Janeiro...

... de 1922 era criado o Corpo de Salvação Pública em Tomar, através da Câmara Municipal de Tomar, sob a presidência de João Torres Pinheiro, após o trabalho desenvolvido pelo vereador do pelouro dos Incêndios, José Gonçalves Ribeiro.

As instalações onde os Bombeiros de Tomar estiveram presentes

Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012

Tomar - "O elo mais fraco"

Apesar do Hospital Nossa senhora da Graça de Tomar ser a unidade hospitalar que mais população serve, o concelho de Tomar parece ser definitivamente o "elo mais fraco". Senão vejamos: Segundo os resultados preliminares dos Censos 2011, divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística, o hospital de Tomar serve mais de noventa e quatro mil pessoas residentes e mais de trinta e sete mil famílias, isto abrangendo os concelhos de Tomar, Ourém e Ferreira do Zêzere. O hospital de Torres Novas, abrangendo os concelhos de Torres Novas, Alcanena, Entroncamento e Vila Nova da Barquinha, serve menos de oitenta mil pessoas e pouco mais de trinta e uma mil famílias. Quanto ao hospital de Abrantes, servindo os concelhos de Abrantes, Constância e Sardoal, serve menos de cinquenta mil pessoas e menos de vinte mil famílias!

Obviamente como a estruturação está elaborada, devido às valências estarem distribuídas pelos três hospitais, esta estatística não demonstra a realidade, já que por exemplo, no caso de gravidez, todas as utentes são "enviadas" para Abrantes. Mas no entanto serve-nos para ilustrar a realidade das famílias e pessoas residentes nas áreas que são abrangidas pelo Centro Hospitalar Médio Tejo distribuído por três Unidades, Tomar, Abrantes e Torres Novas.

Ora como se constata, apesar do hospital de Tomar ser o que mais pessoas serve, para os administradores do CHMT esta unidade é de facto o "elo mais fraco". 

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Castelo de Tomar

Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012

Centenas na Praça da República em defesa do hospital de Tomar

Era com muita expectativa que se esperava a reunião da Assembleia Municipal, dia 25 de Janeiro, marcada extraordinariamente, que tinha como tema principal a reestruturação do Centro Hospitalar Médio Tejo e a retirada de algumas valências para Abrantes e Torres Novas. Depois dos últimos desenvolvimentos em torno deste caso era esperada uma grande afluência da população tomarense, onde inclusive todos os partidos e movimentos políticos com assento na Assembleia Municipal de Tomar apelaram à sua presença.

Mas algo insólito aconteceu. A população não apareceu em massa como era esperado, sendo visível apenas cerca de duas dezenas de pessoas dispersas pela Praça da República. Quem marcou forte presença na Praça da República para ouvir a reunião extraordinária da Assembleia Municipal foi a grande comunidade de pombos tomarenses, onde mais de duas centenas tomaram conta do lugar onde se encontra o fundador de Tomar, D. Gualdim Pais. É certo que esta comunidade apenas compareceu porque foram “comprados” por um cidadão, oferecendo-lhes quilos de milho, mas estiveram lá.

À conversa com Pombo Correia, cidadão desta comunidade de pombos que mais fez ouvir a sua voz, este defende que “esta reestruturação não tem fundamentos e que o que se passa em Tomar, não só o problema do hospital, se deve à fraca liderança camarária”. Questionado sobre a fraca aderência dos tomarenses diz: -“é de lamentar, pois está em causa quer a questão da saúde quer a questão económica, mas aplaudo a presença desta grande nossa comunidade de pombos, onde todos nós ainda temos raízes de “pombos bravos”. Por fim, confrontado com a questão de que existiu corrupção para que comparecessem em massa, Pombo Correia afirma que está a utilizar os mesmos meios que todos em Portugal. Vai ainda mais longe e diz: -“Como é do domínio público, comportamento gera comportamento, como é do mesmo domínio, Portugal é um país rico em corrupção, como ainda é também deste modelo, os portugueses, maioritariamente, só fazem algo por alguma coisa em troca, já não existe cidadania e o respeito cada vez é menor”.

A comunidade de pombos tomarenses reunidos na Praça
Uma das formas de protesto da comunidade de pombos tomarenses

Pombo Correia - A voz mais activa desta comunidade

Carta aberta ao Sr. Presidente da Câmara de Tomar, Srs. Vereadores e todos os membros da governação de Tomar nos últimos 20 anos

Carta enviada à Presidência da Câmara Municipal de Tomar e alguns órgãos de comunicação regional, onde somente o jornal "Cidade de Tomar" na sua edição Nº 3999 de 27 Janeiro 2012 publicou.

"Exmos. Senhores

Sou autóctone de Tomar, designadamente na freguesia de Santa Maria dos Olivais.
Até 2007 nunca fui uma pessoa muito dedicada aos interesses do concelho nem à política. Vivia como muitos tomarenses ainda hoje vivem, numa espécie de “mundo à parte”, talvez por duas razões, primeira pelo descrédito que a maioria dos políticos transmitem e segundo porque são vossas excelências que estão no poder, então que sejam vossas excelências a trabalhar em prol do município. Estava errado, pois cabe a todos nós, munícipes, lutar pelos interesses comuns do nosso concelho. Actualmente acompanho o dia-a-dia de Tomar, mantenho-me informado e tento participar activamente, bem como ainda tento incentivar à participação de outros tomarenses para bem de todos nós.

Começo por questionar o Sr. Presidente actual qual a razão de Tomar não estar bem. Será por uma deficiente estratégia de gestão ao longo dos últimos anos? Certamente concordará comigo acenando com a cabeça. Mas se concorda comigo porquê continuar a gerir de forma deficiente?
Tomar foi a primeira cidade a sê-la no distrito, esteve sempre na vanguarda em todas as vertentes no distrito até há cerca de duas décadas atrás, porque parámos? Aliás, estamos é cada vez mais a caminhar a passos largos para a cauda do distrito! Será que por exemplo, as autoestradas influenciaram o desenvolvimento de outros concelhos no distrito? Sim, influenciaram, mas também porque os seus governantes souberam aproveitar esse potencial, dinamizando e renovando as suas estratégias. Tomar nesta época de reestruturação parou não sabendo acompanhar de forma correcta estes progressos actualmente naturais. Ora se o potencial de concelhos vizinhos era a autoestrada, Tomar tinha de recorrer a outros, os seus. O Sr. Presidente sabe melhor que eu que Tomar tem um potencial enorme, como sabe também que nenhum deles é aproveitado e rentabilizado devidamente. Se o Sr. Presidente sabe disto tudo porque não fazer algo para aproveitar todo o “nosso” potencial?
Tomar em vez de criar, expandir, melhorar, tem vindo a morrer, a ser destruído. Senão veja Sr. Presidente, destruíram o Estádio Municipal, o Parque de Campismo, o Convento de Santa Iria, o mercado, empresas e muito mais, entre elas, não conseguem ou não querem encontrar uma solução para as pessoas que vivem no Flecheiro. Faço questão de aqui referir empresas, porque foram vós, governantes, que não souberam gerir estrategicamente ao longo dos anos uma forma de inverter esta situação, onde inclusive, colocaram barreiras intransponíveis para sede de novas empresas. De referir ainda que está em causa o Hospital Nª Senhora da Graça, o Ramal de Tomar, o Instituto Politécnico de Tomar, entre outras.

Exmos. Srs., afirmam que Tomar é um concelho que aposta fortemente na área do Turismo. Na minha opinião, que sou um leigo e sempre o serei nesta matéria, existem pequenas coisas que ajudariam imenso a fazer prevalecer o que afirmam. Dou exemplos da criação de uma página na Internet numa plataforma gratuita, como por exemplo do Facebook, que tem milhares de usuários em todo o mundo e que seria uma mais-valia quer para a Câmara de Tomar, que para o concelho em termos de promoção e até de credibilidade. Provavelmente dir-me-á o Sr. Presidente que não existem verbas para tal, mas como referi, a plataforma seria gratuita e recorrendo a voluntários ou estagiários não existiriam custos e certamente não faltariam candidatos. Outro exemplo era a colocação de Wireless em algumas zonas da cidade e do concelho. Dizem que muitas zonas de Tomar estão mortas, um facto que o Sr. Presidente penso que concorda, logo a colocação de Wireless nalgumas zonas consideradas “mortas” atrairia quer mais munícipes quer mais turistas/visitantes. Ainda mais um exemplo, ao contrário de outros concelhos vizinhos, Tomar não toma a iniciativa de criar actividades que promovam o concelho, que podem ser os mais diversificados, entre eles, passatempos, como poesia, fotografia, entre outros. Se o faz, não o divulga correctamente. Afirmo, isto é como que pequenas gotas de água a menos no Oceano, mas que penso serem muito importantes para um concelho que aposta fortemente no turismo.
Afirma o Sr. Presidente da Câmara que está na câmara há catorze anos. Pois bem. Deve ser um conhecedor das carências de Tomar, deve também acompanhar o progresso de outros concelhos, logo deveria seguir alguns bons exemplos. Nunca deixar envelhecer Tomar, nunca deixar que Tomar seja um concelho ultrapassado, antiquado. Penso que se deveria aliar a cultura e os antepassados de Tomar ao progresso que actualmente sofre mutações velocíssimas.

Concluindo, recordo-vos que durante a minha infância/adolescência Tomar prosperava, respirava-se bem no concelho, era impensável que Tomar chegaria a este estado, como todos vós se devem recordar ainda melhor que eu.
Digo-vos também que na minha opinião o principal problema não está na cor do partido, mas sim na capacidade como Homem, na capacidade de liderança, na capacidade de trabalho em equipa, na capacidade de gestão, e nestes últimos anos, estas capacidades estiveram ausentes de Tomar.
Como tomarense e tendo ainda orgulho de ser, sonho ainda em voltar a ver Tomar na vanguarda do distrito. Adoraria que este meu sonho se realizasse, mas obviamente não depende apenas exclusivamente de mim.

Apesar de tudo, com o mais elevado grau de respeito e consideração por todos vós, dou por concluída esta carta em jeito de desabafo de um tomarense."

Luís Ribeiro

Gualdim Pais

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