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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Emprego precisa-se


Era mais um passeio igual a tantos outros pelas ruas da cidade de Tomar não fosse um papel informativo, escrito à mão, que me captou toda a atenção na porta de uma das lojas na Rua Infantaria 15. Assim estava escrito, como demostra a imagem: “Precisa-se empregada”. Mas porque um papel numa porta de uma loja me chamou tanta atenção? Simplesmente porque ver um anúncio destes atualmente em Tomar é uma raridade! 

Nesse mesmo dia coloquei a referida imagem num grupo do Facebook relacionado a Tomar, logo o impacto causado foi enorme e instantâneo: várias pessoas mostraram interesse, e embora não o confirmasse, sei que no dia seguinte a loja com o referido anúncio na porta viu-se com imensa gente lá dentro, não para adquirir fosse o que fosse, mas sim para se candidatar ao emprego. 
Todos sabem, ou pelo menos aqueles que passam ou passeiam pela cidade, que muitos espaços comerciais estão encerrados quer para vender, alugar ou trespassar. Mas a que se deve tal fenómeno negativo? Ora toda a gente sabe que em tempos idos a procura de produtos/serviços eram muito superior à oferta. No entanto, com a aparição da industrialização massiva este fato reverteu-se revelando que a oferta passou a ser superior à procura. Hoje ainda mais, comprova-se que a oferta é excessiva e está saturada. Logo questiona-se o que se vai fabricar se não existe escoamento do que quer que seja. Como não existe escoamento, óbvio que os espaços comerciais são obrigados a encerrar. 
Então o que poderá ser feito para mudar esta grave situação para todos nós? Primeiro que tudo penso que se deveria apostar mais nos bens de primeira necessidade nos locais que ainda é possível fazê-lo. Em segundo, há que inovar e apostar no que de melhor que cada um tem e saber fazer e no que de melhor local/concelho tem, aproveitando assim todo e qualquer potencial. E sabe-se que em Tomar potencial não falta! Com cooperação, união, vontade e organização entre todos já se sabe que funciona, basta ver o exemplo da Festa dos Tabuleiros e agora mais recente a Festa Templária. 

Penso ser importante pensar nisto. Não só para que se veja com maior frequência anúncios de emprego nas portas das lojas, mas acima de tudo para que exista sustentabilidade para Tomar e para os Tomarenses. 
Um bem-haja a todos!

Publicado no jornal "Cidade de Tomar" edição nº4072 de 21 junho 2013

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Insatisfação Política – Opinião

É geral o sentimento de insatisfação pela política e pelos políticos quer em Tomar, quer em Portugal actualmente. De salientar que não é para menos devido à forma como os eleitos nos governam, prometendo meios e fundos primeiro, mentindo-nos descaradamente depois. Mas há algo que muitos de nós ainda não viu. É que nós somos também responsáveis pela nossa insatisfação. Estamos fartos do sistema actual político, fartos dos nossos governantes, mas daí não passamos. Criticamos, dizemos que está mal e ofendemos mas daí não saímos. 
Há que começarmos a ter uma postura de atitude, pró-activa e após criticarmos, encontrarmos uma solução/resolução daquilo que acabámos de criticar. Por vezes, por mais descabida que nos pareça essa solução dizendo-a abertamente, poderá, junto de outros intervenientes, tornar-se na SOLUÇÃO para ultrapassar este grave problema, que de certa forma foi também criado por nós. 
Há que intervir, fazer! Criticar só pelo gozo de criticar não chega, sendo este um dos nossos principais defeitos/problemas. Há que ouvir e saber ouvir, há que tentar perceber o próximos e tentar dar-nos a perceber, há também que existir união/cooperação, mesmo que nossos ideais sejam divergentes. Há então que existir um mínimo de empatia e de tolerância. 

Tomar está mal, são sempre os mesmos a governarem-nos, mudando apenas algumas faces. Todos são criticados, ofendidos e os “maus da fita”, mas a responsabilidade de serem eles os nossos governantes é nossa! Nossa porque votámos neles ou nossa porque nos abstivemos não indo às urnas votar. Ora assim está claro que serão sempre os mesmos, logo não existem mudanças. É imprescindível que a maioria vote, que se dirija às urnas exercer o seu direito de voto que tanto custou a ser conquistado num passado recente. Mas votamos porquê? É mais do mesmo! Não, se a nossa mentalidade mudar não é mais do mesmo. Existem outros candidatos a governarem-nos, são é “abafados”, por isso apenas conhecemos os do costume devido à carga que a comunicação social nos dá e até dos próprios partidos. Penso que nos deveríamos, e aqui sim, abstermo-nos da propaganda em massa dos famosos “mais do mesmo” e informarmo-nos e conhecermos outros candidatos e os seus programas, pois alguns deles não nos mostram aquela lengalenga habitual de promessas falsas. Mas ainda assim, mesmo que não queiramos votar em nenhum deles por alguma razão, temos a opção de votar em branco, que aí sim, demonstra muito mais insatisfação e tem muito mais impacto do que a abstenção, onde esta última nos leva exactamente para onde estamos. 

Para finalizar esta minha insatisfação, deixo aqui uma modesta opinião que poderá, ou não, ser útil no futuro. Porque não criar pequenos grupos por zona, por família ou por amigos, existindo um porta-voz/representante da nossa maior confiança para se debater o que está mal e consequentemente encontrar soluções? Partindo daqui, o nosso representante seguiria para uma associação/junta de freguesia onde se sentaria à mesa conjuntamente com outros representantes de zona e comitiva da associação/junta, apresentado e debatendo as ideias uns dos outros. Daí resultaria uma ida dos representantes das associações/juntas à autarquia onde apresentaria o resultado do debate de todos os grupos criados inicialmente. Esta ideia até poderá ser meio descabida, mas debatida, bem fundamentada e bem organizada será que não resultaria? 

Lembrem-se: Nós somos o POVO. Unidos temos o poder de mudar Tomar e Portugal. Reparem bem: Porque será que a Festa dos Tabuleiros resulta tão bem? Porque existe união entre todos os tomarenses por uma causa. Simples, não é? Então porque não se unirem por uma causa maior? Tal como o nosso bem-estar, a nossa saúde, a nossa educação, cultura, etc… 
Já pensou para pensar que poderão ser “os do costume” que não nos querem unidos? Penso que vale a pena pensar nisto para acabarmos com a nossa insatisfação. 
Um bem-haja a todos!

Publicado no Jornal "Cidade de Tomar" edição nº4071 de 14 julho 2013

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Grupos sobre Tomar no Facebook aumentam

Ninguém pode dizer que pouco se faz por Tomar. Quase diariamente nasce um grupo, página ou perfil no Facebook relacionado a Tomar. 

Mas aqui se colocam diversas questões: Será por paixão à cidade e ao concelho de Tomar? Será devido ao elevado número de desemprego? Será que cada tomarense decidiu fazer algo pela sua terra? Será que procuram um "tacho"?
O que é certo é que se trata de um real fenómeno com tendência a aumentar, aumentando também as críticas nos mesmos grupos. 
Tomar está em mudança, tal como Portugal e o mundo inteiro. Definitivamente que o Facebook veio mudar e aumentar a velocidade de tal mudança, que se espera melhor, mas que certamente irá causar transtornos a muitos cidadãos. 
Tomar está no topo do mundo, precisa de todos os conterrâneos que defendam e elogiam o seu concelho, não que o humilhem. Tomar necessita de muita coisa, nem tudo está bem, tal como já o referi imensas vezes aqui neste mesmo blogue, mas por esse Portugal fora, por esse mundo fora, será tudo perfeito? Certamente que não! Mas o que nos interessa aqui é mesmo Tomar. Vamos criticar, mas de uma forma construtiva, não dizer que este ou aquele fez algo mal, que por isso deveria ir imediatamente para a "forca". Vamos antes criticar e deixar a nossa opinião de uma forma construtiva e dizer como deveria ser feito na nossa opinião. Vamos aceitar a opinião do nosso vizinho, dizendo a nossa sem ofensas. É disto que Tomar precisa, de comunicação, não de monólogos nem de individualismo. O Concelho é nosso, não de só uma pessoa, há que escutar todos e há que dar voz a todos, porquê tantas "guerrilhas"? Todos já se aperceberam que quando o município, entidades privadas, associações, empresários, cidadãos se unem Tomar resulta! Porquê então estas "guerrilhas"?



sexta-feira, 24 de maio de 2013

Festa Templária em Tomar - Opinião

Foto: Carlos Piedade Silva
Já decorre a Festa Templária, que terminará domingo, 26 de Maio.

Há muito que não manifestava aqui a minha opinião, mas este evento merece especial destaque. Destaque este de todo positivo. Há muito que Tomar precisava e merecia um evento do género devido à sua história, gente e cultura. 

Tomar é CAPITAL TEMPLÁRIA, não capital jardim, nem capital de eventos, como já ouvi alguém dizer, designadamente o atual presidente de câmara Carlos Carrão. Esperemos que além de todas as iniciativas, Congresso da Sopa, Estátuas Vivas, Festas dos Tabuleiros, entre muitas mais, e agora a Festa Templária, não "subam à cabeça" de quem gere a cidade e deitem tudo por "água abaixo".
Tomar está no bom caminho e assim deverá continuar, mesmo dependendo do futuro presidente de câmara nas próximas autárquicas. 
Lembro: A responsabilidade do que acontece em Tomar é de todos! Não só do que for eleito. Se a gestão de Tomar não é a melhor, cabe a nós tal responsabilidade. TOMAR não é do Presidente de Câmara, nem dos seus efetivos, TOMAR é de todos nós NABANTINOS!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Mal habituados

E assim recomeço a escrever no "Tomar, a Cidade". Mal habituados os tomarenses, as organizações tomarenses sempre à espera de um apoio da câmara. Neste caso específico refiro-me à organização habitual do Carnaval de Tomar, que contava com um apoio camarário para a realização de mais um Carnaval na cidade. Mas não lhe foi concedido, por isso pergunto: Será que não é possível organizar e levar a avante um Carnaval em Tomar sem os apoios da Câmara? Deduzo que sim, mas todos nós estamos mal habituados. Estamos sempre convictos que nos irá cair um apoio do Estado, do Município, Troika ou outra instituição qualquer. 
Já era tempo de organizar o Carnaval, Páscoa, Natal, Fim de Ano sem termos em conta o quase sempre certo apoio destas instituições. 
Estou certo que com a boa vontade de todos, empresas, particulares, Juntas de Freguesia, Associações, ilustres e desconhecidos, o Carnaval de Tomar realizar-se-ia, e certamente, seria um sucesso!
É tempo de repensar, de mudar nossa mentalidade e nossas atitudes e deixar de esperar que o próximo resolva, apoie em tudo.

sexta-feira, 23 de março de 2012

O Agroal... de Tomar e de Ourém

Recentemente, a CM Tomar, no seu boletim municipal (Fevereiro 2012), publicou na sua rubrica sobre as freguesias, a apresentação da Sabacheira, onde se inclui o Agroal.

Como título colocou "Chão de pedra onde a água cura a alma" numa imagem do Agroal, precisamente vendo-se a paisagem de Tomar. Não sei como a câmara de Tomar ainda tem o desplante de publicar quer o que seja relativo ao Agroal, sem mencionar o excelente trabalho do concelho vizinho, Ourém. Quem conhece, sabe que foi desenvolvido um magnífico trabalho profundo para melhorar aquele local, onde Tomar nunca nada fez, nem nunca se pareceu interessar por tal local, que agora, promove no seu boletim tal destino.

Agroal (Imagem Boletim Municipal de Tomar)
Agroal e o trabalho desenvolvido por Ourém

quinta-feira, 22 de março de 2012

Estrada da Serra restaurada

Seria bom demais a ser verdade, não era?


Como constata a imagem, a estrada foi de facto restaurada, mas apenas aqui e ali. Tapam-se buracos. Assim faz o governo português, assim faz a câmara de Tomar.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Grasnada de Rio – À conversa com o Presidente

Grasnada (diálogo) entre dois ilustres patos tomarenses, Simões Pato (SP) e Costa Pato (CP), em que esta semana o Presidente da CM Tomar, Carlos Carrão (CC) responde a algumas questões.

SP – Bom dia Sr. Presidente Carrão. Seja bem-vindo a estas águas do Nabão, que também são suas.

CC – Bom dia caros ilustres patos. Antes de qualquer questão, informo-os que lhes posso fechar o rio, entendido?

CP – Calma Sr. Presidente. As perguntas serão inofensivas e apenas esclarecimentos quer para a nossa comunidade de patos quer para alguns nabantinos que mantém as mesmas dúvidas.

SP – Isso mesmo, caro Sr. Presidente. Começo até por felicitá-lo devido à sua “entrada” pela primeira vez numa manifestação contra a reorganização CHMT, unido à população que decorreu nas comemorações dos 852 anos da fundação de Tomar, a 1 de Março. Foi de facto louvável da sua parte, sabendo todos nós que não existia “comes e bebes” à espera e que a “passeata” seria a pé desde a inaugurada Praceta Mário Nunes até ao Hospital.

CC – Sim, todos sabem que eu estou do lado dos tomarenses, que luto pelos seus interesses em prol do seu bem-estar e do concelho. Neste caso do Hospital de Tomar, estou também com o povo tomarense, embora saiba que não haverá volta a dar a esta situação. Fui porque saberia ficar bem-visto junto do Povo. Como sabem, estou há catorze anos nas Câmara, tenho experiência nestas andanças.

CP – Sr. Presidente Carrão, quer então dizer que tudo não passou de uma espécie de campanha para as eleições internas do seu partido e até já a pensar nas próximas eleições em Tomar?

CC – Não! Ou melhor, em parte sim. Como disse, estou com os tomarenses, porque também sou tomarense. Estaria a mentir se dissesse que não tento tirar daqui algum aproveitamento político.

SP – Está confiante numa vitória no dia 16 de Março, aquando das eleições da Comissão Política do PSD?

CC – Claro! Apesar de existirem duas listas, o que revela o funcionamento de democracia partidária a funcionar, estou convencido que ficarei à frente do Partido. Mas independentemente deste resultado, garanto que serei candidato à Câmara Municipal nas Autárquicas de 2013.

CP – A oposição tem criticado as suas ações à frente da Câmara, onde falam em demissão…

CC – Não me demito! Irei até ao fim do mandato, quer queiram quer não! Estou há catorze anos na Câmara, agora que sou finalmente o Presidente não me tiram daqui às primeiras!

SP – Ora aí está um bom lema, firmeza, mas que até mesmo nós patos, achamos que essa atitude deveria ser usada para defender os tomarenses, não o seu lugar de presidente.

CC – Caros patos, eu defendo os tomarenses, mas se continuam com essa conversa vou ter que vos fechar o rio.

CP – Uma última questão Sr. Presidente: Porque a autarquia não abdica dos Boletins Municipais em papel?

CC – Em primeiro lugar por ser do contra, isso era dar vitória à oposição e como compreendem isso á algo que não pode acontecer. Em segundo lugar, estou sensibilizado com a população rural do concelho que ainda não possui Internet e obviamente os Boletins em Papel são ainda o único meio em que me podem ver bem na fotografia.

SP – Era para ser a última questão, mas como abordou o tema “Internet”, qual a razão de não se instalar uma rede de Wireless nalgumas zonas da cidade e do concelho?

CC – Isso fazia parte do programa eleitoral de um outro partido. Não quero que digam que roubamos ideias, por isso a não colocação dessa tal rede.

CP – Agradecemos a sua vinda até ao nosso recanto. Desejo que consiga levar Tomar a avante.

SP – Quac! Costa, sabes bem que não vai ser fácil, mas pronto, fica o teu desejo. Quac!
Até para a semana!

Publicado no jornal "Cidade de Tomar" edição nº 4006 de 16 Março 2012

Extinção do Boletim Municipal

Número exorbitante de
Boletins Municipais expostos
Atualmente com todo o progresso e todas as novas tecnologias, a CM Tomar continua a insistir em manter gastos com o Boletim Municipal apesar de propostas contra e de vários cidadãos se manifestarem a favor da extinção do mesmo.

Como pode ser visto no próprio boletim,  são impressos na DL Publicidade, em Benedita, 6500 exemplares, onde a maior parte destes Boletins Municipais nem para usar no WC servem, são jogados quase instantaneamente ao lixo.
Na imagem, pode-se constatar o número de Boletins Municipais expostos no Centro de Emprego de Tomar. Assim, como naquela instituição, é-o em mais estabelecimentos do concelho. 

Mas nem tudo é mau. Posso asseverar, que desde que me inscrevi para receber o Boletim Municipal por mail, todos os meses, no início do mês lá chega ele. Nisto, a CMT está para já de parabéns.

Publicado no jornal "Cidade de Tomar" edição nº 4006 de 16 Março 2012

sexta-feira, 9 de março de 2012

Busto escondido

Esta semana, o jornal "Cidade de Tomar", faz uma observação, e bem, sobre o local onde se encontra o busto em homenagem ao General Fernando Oliveira, que esteve onze anos na Presidência da Câmara Municipal de Tomar (1946-57), onde procurou sempre dar um incremento grande ao concelho, surgindo, nessa altura, várias obras como a construção do Mercado, Parque de Jogos, bairro para famílias necessitadas, Palácio da Justiça e muito mais.

Já em Setembro de 2011 tinha aqui feito um reparo ao comentário de uma leitora sobre o local do busto em homenagem a este ilustre tomarense, onde de facto se encontra escondido perto do Coreto no jardim da Várzea Pequena e tal como o semanário tomarense, deveria ser dado um local de maior destaque a quem merece.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Grasnada de Rio – Especial Dia da Cidade

Grasnada (diálogo) entre dois ilustres patos tomarenses, Simões Pato (SP) e Costa Pato (CP), que esta semana conta com um convidado muito especial, D. Gualdim Pais (GP), primeiro Grão-Mestre da Ordem do Templo em Portugal e fundador de Tomar e seu Castelo.

SP – Bons olhos o vejam D. Gualdim Pais! É a primeira vez que o vejo por estas bandas!

GP – Salvé Pato! Reparo que o mundo está mais evoluído do que imaginava! Até patos já falam…Quanto à vossa observação, é verdade, nunca me viram por aqui. Primeiro porque quando fundei este local e este castelo, vós ainda não eram nascidos, e segundo, porque me tenho limitado a observar ali da Praça da República tudo o se passa serenamente, mas como até vós sabeis, a paciência tem limites e ver o que fundei a afundar-se leva-me a reagir e atacar tudo e todos os responsáveis. Esta minha saída deve-se a recrutar possíveis cavaleiros para comigo defender e enfrentar estes perigosos inimigos.

CP – É um prazer enorme ver o nosso “Mestre” no nosso humilde rio e uma grande alegria vê-lo tomar tal atitude! Grande Mestre, desde que foi colocado na Praça da República esteve sempre de costas voltadas para a Câmara, pode dizer-nos qual a razão?

GP – Primeiramente fui colocado nesta posição porque acreditava que todos me seguiriam, mas com o decorrer do tempo, fui-me apercebendo de traições, tramas e outras maldades por estar de costas. Houve uma época em que pensei virar-me e enfrentá-los de frente com minha espada, mas estava muito sozinho, nunca conseguiria vencer essa batalha. Então mantive-me assim, aguardando pela altura certa para atacar. Altura essa que começa hoje, comemorações da fundação de Tomar, precisamente há 852 anos atrás.
A comunidade de pombos tomarenses tem-me apoiado desde sempre, são os meus aliados, companheiros, informadores e conselheiros. Tudo o que se passava nas minhas costas, me era transmitido. Posso desde já garantir que a comunidade de pombos de Tomar são uns autênticos cavaleiros e estão prontos a atacar do ar, sei que não vai ser fácil, pois como vos disse, os inimigos são poderosíssimos.

SP – D. Gualdim, por mim e pelo camarada Costa alistávamo-nos já, mas como sabe teremos de conferenciar com toda a nossa comunidade de patos, no entanto estou crente que pode contar connosco.

CP – Grande Mestre! 852 anos se passaram após a fundação de Tomar, na sua opinião o que mudou?

GP – Muita coisa caro amigo, muita coisa! Os inimigos possuem armas muito mais mortíferas, não nos enfrentam frontalmente, preferindo atacar-nos pelas costas. A sua cobardia sem escrúpulos é fatal.

SP – Acredita que pode mudar Tomar?

GP – Claro que sim! Esta é uma guerra que poderá durar anos, mas nunca desistirei de lutar. Com os tomarenses, aqueles tomarenses que amam a sua terra, todos unidos, juntos venceremos e Tomar voltará finalmente a ser uma Terra próspera.

CP – Grande Mestre, é um dos meus ídolos, será uma grande honra lutar a seu a seu lado em prol da nossa Terra. Tudo farei para que a nossa comunidade o siga também.

SP – Eu idem caro Gualdim Pais! "Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao Vosso nome dai a glória"! Quac!

GP – Salvé Patos! Até breve!

CP – Grande Homem este Gualdim camarada Simões!

SP – Sem dúvida Costa!

Publicado no Jornal "Cidade de Tomar" edição nº 4005 de 9 Março 2012

Interdição de investir em Tomar

Desde a algum tempo que investir em Tomar é praticamente proibido. As razões são as mais diversas, burocracia, impedimento de construir num determinado local, custos das licenças demasiados altos, até má vontade por parte de alguns responsáveis autárquicos.

O jornal "O Templário" desta semana dá-nos mais um exemplo, em que a razão apresentada deve-se ao Plano Diretor Municipal (PDM) que não permite ali a construção.

Seja por que razão for, atualmente é interdito investir em Tomar.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Grasnada de Rio – Especial Carnaval

Grasnada (diálogo) entre dois ilustres patos tomarenses, Simões Pato (SP) e Costa Pato (CP), que esta semana tem com convidada especial, Cátia Palhinha, Rainha do Carnaval de Tomar.

SP – Olá Cátia! Então o que achou do Carnaval de Tomar?

CÁTIA – Oh Voz, és tu ou este pato a falar?

CP – Cátia, é o nosso ilustre Simões Pato e eu que aqui fazemos questões. Diga lá o que achou do nosso Carnaval.

CÁTIA – Tem muita gente aqui em Tomar do Geru. Sempre imaginei que para vir ao Brasil iria andar de avião, não sabia que ficava tão perto, nem que nesta terra falavam tão bem o Português.

SP – Oh Diabo! Cátia, você está em Tomar, Portugal, Terra dos Templários, onde antigamente Tomar se escrevia “Thomar” com “H”. Já que falo nisto, Cátia, diga-me lá: Antigamente Tomar levava um “H” e hoje?

CÁTIA – Oh Voz, preciso de ajuda… Mas vou arriscar. Se Tomar dantes levava um “H”, hoje não.

CP –Quac! Oh Cátia, repare: Hoje, a palavra “HOJE” também leva um “H”, o camarada Simões está a testá-la. Quac!

CÁTIA – Oh Voz, estes patos estão a gozar comigo!

SP – Não estamos nada Cátia. Continuando, o que diz em relação ao concelho de Tomar ter dois corsos de Carnaval?

CÁTIA – Tem? Oh, não sabia, senão teria ido aos dois.

CP – Tem sim Cátia. E ambos atraem milhares de pessoas, sendo um fenómeno por estas bandas!

CÁTIA – Oh Voz, porque não me avisaste. Assim teria ganho mais dois mil euros só para acenar aos meus fãs.

SP – Por dois mil euros, e após grasnar lá em casa com a minha “patita”, até eu a depenava toda e colocava-a a desfilar Nabão acima, Nabão abaixo.

CP – Cátia, obrigado pela sua presença. Desejamos-lhes boa sorte na sua carreira.

CÁTIA – Eu também agradeço pelos euros, pena desconhecer que aqui existiam dois corsos de Carnaval. Adeus patos! Adeus Voz!

SP – Esta Cátia é a simpatia em pessoa, não achas Costa?

CP – Sim, mas por dois mil euros até eu era! Quac!

SP – Então e por cá, soubeste do vídeo que o nosso conterrâneo Américo Costa, do Grupo Aqua, colocou a circular no Facebook?

CP – Sim, sim! Por causa disso lá vai mais um para o desemprego, e pior ainda, agora só nos dias de vento, teremos de novo sacos no Nabão para as nossas acrobacias. Aquilo é que era! Fazia com cada slalom com os sacos no rio! Vou ter saudades…

SP – Quac! Até eu! Mas pode ser que o próximo também nos atire uns saquitos se o conseguirmos subornar. Quac!

CP – Epá, então e aquela história daquele austríaco que queria investir em Tomar, soubeste alguma coisa?

SP – Sim, parece que se dirigiu à Câmara de Tomar para solicitar que lhe fosse indicada uma data para reunião que pretende ter com o Director de Departamento de Ordenamento e Gestão do Território, esperou pacientemente, e após mais de uma hora de espera, foi-lhe comunicado que o Director solicitava o seu número de telefone para que após uma semana, o informaria da data que teria disponível na sua agenda para o atender.

CP – Quac! Isso é grave! Muito grave mesmo! Então tratam assim uma pessoa que quer investir no concelho, dando probabilidades de emprego e possivelmente ajudando a dinamizar Tomar! É por estas atitudes que Tomar não desenvolve meu camarada Simões.

SP – Pois é Costa. Assim é difícil rever a nossa Terra na vanguarda do distrito. Caso as coisas por aqui se mantenham assim, serei obrigado a emigrar ali para o Zêzere ou Tejo. Esta Terra necessita urgentemente de uma mudança de mentalidade e atitude por parte dos seus responsáveis, porque assim qualquer dia só eles cá ficam.

CP – Olha Simões, vou dar uns mergulhos para refrescar as penas e relaxar um pouco.

SP – Eu vou fazer o mesmo, mas ali para aquelas bandas. Até para a semana! Quac!

Publicado no jornal "Cidade de Tomar" edição nº 4003 de 24 Fevereiro 2012

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Grasnada de Rio (II)

CP – Boas penas o vejam camarada Simões!

SP – É verdade Costa… Tenho andado atarefado na recolha de assinaturas para a petição pela suspensão imediata do processo de reorganização do Centro Hospitalar do Médio Tejo.

CP – Mas para já parece que nada faz recuar a administração, não é verdade?

SP – Infelizmente sim. Mas felizmente a população tomarense tem aderido razoavelmente bem às assinaturas, onde inclusive existem cidadãos anónimos que têm contribuído para a recolha de assinaturas.

CP – Resta-nos aguardar, não é?

SP – Pois. Para já nada mais poderemos fazer, eles até começaram a transferir os doentes da medicina interna um dia antes do previsto, agora se foi manobra ou não por parte da administração para fugir à manifestação de dia 14, não sei.

CP – Então e tiveste conhecimento sobre as medidas de austeridade anunciadas por parte da autarquia tomarense?

SP – Não, mas são graves?

CP – Não! Repara, o presidente Carrão suspendeu a actual administração do SMAS e passou ele próprio, juntamente com os outros dois vereadores do PSD, Rosário Simões e José Perfeito, a assumirem tais funções, e repara bem: sem renumeração!

SP – Ena! Mas que grande novidade e que grande medida!

CP – Já se fala por aí, entre alguns da nossa comunidade, que brevemente o presidente Carrão irá suspender os jardineiros, coveiros e varredores da Câmara e passará ele também a desempenhar tais cargos, sem renumeração!

SP – Hummm… Dessa medida desconfio. Não estou a ver o nosso presidente a varrer, nem a abrir uma cova ou a regar uma flor, mas nos tempos que correm tudo é possível.

CP – Quac! E desta, sabes? Há um potencial investidor para Tomar. É austríaco e diz “Tomar podia ser uma cidade turística”.

SP – Quac! Quac! Mas os nossos governantes há muito que dizem que Tomar aposta fortemente no Turismo, mas muito sinceramente não se tem muito visto isso. Ora nem sequer a Câmara tem uma página no Facebook, algo que praticamente todos os municípios já têm, onde inclusive, aqui ao lado, Vila Nova da Barquinha tem, e muito bem dinamizada!

CP – Isso é que era! Mas eles não querem pois sabem que os comentários às suas mensagens provavelmente serão negativos. Quac!

SP – Que radical Costa! Também não era para tanto.

CP – Sabes que mais? Com este frio hoje ninguém atira pão. Vou até à ponte do Flecheiro ver como estão as coisas por lá e já volto.

SP – Vai lá vai. Eu vou recolher mais umas assinaturas ali para o Mouchão.

Publicado no Jornal "Cidade de Tomar" edição nº 4002 de 17 Fevereiro de 2012

Porque Carlos Carrão, Presidente da Câmara de Tomar não vai a manifestações?

Luís Ferreira, vereador pelo PS da Câmara Municipal de Tomar questionou o Presidente Carlos Carrão sobre a sua ausência na manifestação dinamizada pela Comissão de Saúde da Assembleia Municipal de Tomar, nesta terça-feira, dia 14. Não sei propriamente as razões, que pela segunda vez, levaram a ausência do actual presidente de Tomar a deslocar-se a uma manifestação, mas tenho algumas teorias, oram vejam:

Ao percorrermos os jornais da região ao longo dos últimos tempos, podemos constatar que Carlos Carrão, presidente da edilidade, aparece por diversas em vezes nos mais diversificados eventos. Eventos estes que se repararem bem, mete comidas e bebidas ou então passeios e viagens. Ora como a manifestação não tinha nem uma coisa nem outra, o nosso presidente achou por bem não ir, pois ali não não era a "sua praia". Se tivessem levado uns chouriços e feito um churrasco, certamente se veria lá Carlos Carrão.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Grasnada de Rio (I)

O "Tomar, a Cidade" dá hoje início a uma nova rubrica que tem como objectivo abordar alguns casos quentes que acontecem ao longo da semana relativos à urbe tomarense, onde para isso conta com o apoio de dois ilustres patos tomarenses, Simões Pato (SP) e Costa Pato (CP), sempre atentos à actualidade nabantina.

Simões Pato e Costa Pato
SP – Camarada Costa, grandes acontecimentos se têm assistido na nossa pacata terriola. Mas estranho uma coisa, ora veja, primeiro foram os nossos conterrâneos humanos que se manifestaram contra a reorganização do CHMT e consequentes retiradas de valências do nosso hospital, depois foi a nossa vez de mostrar o nosso apoio, depois ainda a da comunidade dos pombos tomarenses, mas quanto à comunidade de peixes nabantinos têm estado muito silenciosos.

CP – Amigo Simões, eles têm andado um pouco em baixo, meio adoentados, mas parece que foi descoberta a causa. Apareceram toneladas de lixo tóxico à beira do Nabão, na antiga fábrica de Porto Cavaleiros, o Grupo Áqua, liderado por Américo Costa, sempre em defesa dos nossos interesses já denunciou o caso às autoridades competentes e até a TVI veio cá!

SP – Oh Diabo! Isso não é nada bom, nem para nós! Já agendaram alguma manifestação para a retirada desse lixo tóxico?

CP – Ainda não ouvi nada a respeito disso, mas sei que está já agendada uma manifestação em frente ao hospital de Tomar para dia 14 de Fevereiro às oito da manhã, há pessoas que querem fechar as portas do hospital para não deixarem levar camas e tudo!

SP – Isso é que era! Também era interessante que no dia cidade se fizesse algo, tal como disse o nosso vereador Luís Ferreira na reunião de câmara. Poderíamos vestir-nos todos de preto, colocar uma faixa preta no nosso fundador, Gualdim Pais e fazer uma vigilância pelas ruas da cidade de velas acesas.

CP – Oh Simões, também estás maluquinho? Não ouviste o que o nosso presidente Carrão disse? Não se devem misturar esses assuntos com comemorações tão simbólicas de Tomar.

SP – Ora porque não? Seria uma forma de comemoração diferente, mas que acredito que iria unir todos os tomarenses em defesa de uma causa, a sobrevivência do nosso concelho. Poderiam juntar-se as associações, os ranchos e bandas do nosso concelho na Praça da República, também eles unidos pela mesma causa, actuando solidariamente por todas as comunidades tomarenses.

CP – Não sei… Se vierem até aqui ao rio e nos atirarem uns pãezitos, também sou capaz de fazer uma vigília pelo rio Nabão abaixo e acima.

SP – Epá, já pareces os pombos tomarenses! Só com alguma coisa em troca mexes as patas e as asas!

CP – Hoje em dia tudo tem um valor. Tenho aprendido com os humanos e até me tenho saído bem. Ora repara, aquela primeira manifestação no sábado à noite em frente ao hospital, foi a única em que de facto compareceram muitos humanos, porque nas outras ficou muito aquém das expectativas. Se os autarcas tomarenses atirassem algo de interesse das janelas do edifício dos Paços do Concelho para a Praça, irias ver a afluência de população!

Publicado no jornal "Cidade de Tomar" edição nº 4001 de 10 Fevereiro de 2012

SP – Será que uns rebuçaditos chegariam?

CP – Sim, sim! Desde que oferecidos compareciam de certeza! Olha, está a chegar a senhora de chapéu com um saco de pão. Vou andando para tentar ficar na primeira fila. Quac! Quac!

SP – Quac! Mais devagar! Também quero! Quac!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Ocupação de escolas desactivadas em Abrantes

Em Tomar, as escolas desactivadas pelo concelho começam a ser um mau menor, melhor assim para autarquia que tem menos trabalho e menos uma dor de cabeça.
Tomar, como já aqui foi referido diversas vezes, está a encerrar. Instituições e empresas públicas e privadas em Tomar cada vez são mais uma coisa do passado. Entregámos o concelho às mãos de uma autêntica ausência de liderança, profissionalismo, estratégia, rumo, paixão, vontade e criatividade.

Quanto à ocupação de escolas primárias devolutas no concelho de Abrantes, esta tem vindo a ser feita de forma gradual na sequência da reorganização da rede escolar. Para que estes espaços ganhem nova vida, a autarquia tem vindo a estabelecer protocolos com várias entidades como, por exemplo, associações, clubes ou juntas de freguesia para uso social, cultural ou recreativo, colocando-os ao serviço das comunidades.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Tomar - "O elo mais fraco"

Apesar do Hospital Nossa senhora da Graça de Tomar ser a unidade hospitalar que mais população serve, o concelho de Tomar parece ser definitivamente o "elo mais fraco". Senão vejamos: Segundo os resultados preliminares dos Censos 2011, divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística, o hospital de Tomar serve mais de noventa e quatro mil pessoas residentes e mais de trinta e sete mil famílias, isto abrangendo os concelhos de Tomar, Ourém e Ferreira do Zêzere. O hospital de Torres Novas, abrangendo os concelhos de Torres Novas, Alcanena, Entroncamento e Vila Nova da Barquinha, serve menos de oitenta mil pessoas e pouco mais de trinta e uma mil famílias. Quanto ao hospital de Abrantes, servindo os concelhos de Abrantes, Constância e Sardoal, serve menos de cinquenta mil pessoas e menos de vinte mil famílias!

Obviamente como a estruturação está elaborada, devido às valências estarem distribuídas pelos três hospitais, esta estatística não demonstra a realidade, já que por exemplo, no caso de gravidez, todas as utentes são "enviadas" para Abrantes. Mas no entanto serve-nos para ilustrar a realidade das famílias e pessoas residentes nas áreas que são abrangidas pelo Centro Hospitalar Médio Tejo distribuído por três Unidades, Tomar, Abrantes e Torres Novas.

Ora como se constata, apesar do hospital de Tomar ser o que mais pessoas serve, para os administradores do CHMT esta unidade é de facto o "elo mais fraco". 

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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Centenas na Praça da República em defesa do hospital de Tomar

Era com muita expectativa que se esperava a reunião da Assembleia Municipal, dia 25 de Janeiro, marcada extraordinariamente, que tinha como tema principal a reestruturação do Centro Hospitalar Médio Tejo e a retirada de algumas valências para Abrantes e Torres Novas. Depois dos últimos desenvolvimentos em torno deste caso era esperada uma grande afluência da população tomarense, onde inclusive todos os partidos e movimentos políticos com assento na Assembleia Municipal de Tomar apelaram à sua presença.

Mas algo insólito aconteceu. A população não apareceu em massa como era esperado, sendo visível apenas cerca de duas dezenas de pessoas dispersas pela Praça da República. Quem marcou forte presença na Praça da República para ouvir a reunião extraordinária da Assembleia Municipal foi a grande comunidade de pombos tomarenses, onde mais de duas centenas tomaram conta do lugar onde se encontra o fundador de Tomar, D. Gualdim Pais. É certo que esta comunidade apenas compareceu porque foram “comprados” por um cidadão, oferecendo-lhes quilos de milho, mas estiveram lá.

À conversa com Pombo Correia, cidadão desta comunidade de pombos que mais fez ouvir a sua voz, este defende que “esta reestruturação não tem fundamentos e que o que se passa em Tomar, não só o problema do hospital, se deve à fraca liderança camarária”. Questionado sobre a fraca aderência dos tomarenses diz: -“é de lamentar, pois está em causa quer a questão da saúde quer a questão económica, mas aplaudo a presença desta grande nossa comunidade de pombos, onde todos nós ainda temos raízes de “pombos bravos”. Por fim, confrontado com a questão de que existiu corrupção para que comparecessem em massa, Pombo Correia afirma que está a utilizar os mesmos meios que todos em Portugal. Vai ainda mais longe e diz: -“Como é do domínio público, comportamento gera comportamento, como é do mesmo domínio, Portugal é um país rico em corrupção, como ainda é também deste modelo, os portugueses, maioritariamente, só fazem algo por alguma coisa em troca, já não existe cidadania e o respeito cada vez é menor”.

A comunidade de pombos tomarenses reunidos na Praça
Uma das formas de protesto da comunidade de pombos tomarenses

Pombo Correia - A voz mais activa desta comunidade
Publicado no jornal "Cidade de Tomar" edição nº 4000 de 3 Fevereiro de 2012

Carta aberta ao Sr. Presidente da Câmara de Tomar, Srs. Vereadores e todos os membros da governação de Tomar nos últimos 20 anos

Carta enviada à Presidência da Câmara Municipal de Tomar e alguns órgãos de comunicação regional, onde somente o jornal "Cidade de Tomar" na sua edição Nº 3999 de 27 Janeiro 2012 publicou.

"Exmos. Senhores

Sou autóctone de Tomar, designadamente na freguesia de Santa Maria dos Olivais.
Até 2007 nunca fui uma pessoa muito dedicada aos interesses do concelho nem à política. Vivia como muitos tomarenses ainda hoje vivem, numa espécie de “mundo à parte”, talvez por duas razões, primeira pelo descrédito que a maioria dos políticos transmitem e segundo porque são vossas excelências que estão no poder, então que sejam vossas excelências a trabalhar em prol do município. Estava errado, pois cabe a todos nós, munícipes, lutar pelos interesses comuns do nosso concelho. Actualmente acompanho o dia-a-dia de Tomar, mantenho-me informado e tento participar activamente, bem como ainda tento incentivar à participação de outros tomarenses para bem de todos nós.

Começo por questionar o Sr. Presidente actual qual a razão de Tomar não estar bem. Será por uma deficiente estratégia de gestão ao longo dos últimos anos? Certamente concordará comigo acenando com a cabeça. Mas se concorda comigo porquê continuar a gerir de forma deficiente?
Tomar foi a primeira cidade a sê-la no distrito, esteve sempre na vanguarda em todas as vertentes no distrito até há cerca de duas décadas atrás, porque parámos? Aliás, estamos é cada vez mais a caminhar a passos largos para a cauda do distrito! Será que por exemplo, as autoestradas influenciaram o desenvolvimento de outros concelhos no distrito? Sim, influenciaram, mas também porque os seus governantes souberam aproveitar esse potencial, dinamizando e renovando as suas estratégias. Tomar nesta época de reestruturação parou não sabendo acompanhar de forma correcta estes progressos actualmente naturais. Ora se o potencial de concelhos vizinhos era a autoestrada, Tomar tinha de recorrer a outros, os seus. O Sr. Presidente sabe melhor que eu que Tomar tem um potencial enorme, como sabe também que nenhum deles é aproveitado e rentabilizado devidamente. Se o Sr. Presidente sabe disto tudo porque não fazer algo para aproveitar todo o “nosso” potencial?
Tomar em vez de criar, expandir, melhorar, tem vindo a morrer, a ser destruído. Senão veja Sr. Presidente, destruíram o Estádio Municipal, o Parque de Campismo, o Convento de Santa Iria, o mercado, empresas e muito mais, entre elas, não conseguem ou não querem encontrar uma solução para as pessoas que vivem no Flecheiro. Faço questão de aqui referir empresas, porque foram vós, governantes, que não souberam gerir estrategicamente ao longo dos anos uma forma de inverter esta situação, onde inclusive, colocaram barreiras intransponíveis para sede de novas empresas. De referir ainda que está em causa o Hospital Nª Senhora da Graça, o Ramal de Tomar, o Instituto Politécnico de Tomar, entre outras.

Exmos. Srs., afirmam que Tomar é um concelho que aposta fortemente na área do Turismo. Na minha opinião, que sou um leigo e sempre o serei nesta matéria, existem pequenas coisas que ajudariam imenso a fazer prevalecer o que afirmam. Dou exemplos da criação de uma página na Internet numa plataforma gratuita, como por exemplo do Facebook, que tem milhares de usuários em todo o mundo e que seria uma mais-valia quer para a Câmara de Tomar, que para o concelho em termos de promoção e até de credibilidade. Provavelmente dir-me-á o Sr. Presidente que não existem verbas para tal, mas como referi, a plataforma seria gratuita e recorrendo a voluntários ou estagiários não existiriam custos e certamente não faltariam candidatos. Outro exemplo era a colocação de Wireless em algumas zonas da cidade e do concelho. Dizem que muitas zonas de Tomar estão mortas, um facto que o Sr. Presidente penso que concorda, logo a colocação de Wireless nalgumas zonas consideradas “mortas” atrairia quer mais munícipes quer mais turistas/visitantes. Ainda mais um exemplo, ao contrário de outros concelhos vizinhos, Tomar não toma a iniciativa de criar actividades que promovam o concelho, que podem ser os mais diversificados, entre eles, passatempos, como poesia, fotografia, entre outros. Se o faz, não o divulga correctamente. Afirmo, isto é como que pequenas gotas de água a menos no Oceano, mas que penso serem muito importantes para um concelho que aposta fortemente no turismo.
Afirma o Sr. Presidente da Câmara que está na câmara há catorze anos. Pois bem. Deve ser um conhecedor das carências de Tomar, deve também acompanhar o progresso de outros concelhos, logo deveria seguir alguns bons exemplos. Nunca deixar envelhecer Tomar, nunca deixar que Tomar seja um concelho ultrapassado, antiquado. Penso que se deveria aliar a cultura e os antepassados de Tomar ao progresso que actualmente sofre mutações velocíssimas.

Concluindo, recordo-vos que durante a minha infância/adolescência Tomar prosperava, respirava-se bem no concelho, era impensável que Tomar chegaria a este estado, como todos vós se devem recordar ainda melhor que eu.
Digo-vos também que na minha opinião o principal problema não está na cor do partido, mas sim na capacidade como Homem, na capacidade de liderança, na capacidade de trabalho em equipa, na capacidade de gestão, e nestes últimos anos, estas capacidades estiveram ausentes de Tomar.
Como tomarense e tendo ainda orgulho de ser, sonho ainda em voltar a ver Tomar na vanguarda do distrito. Adoraria que este meu sonho se realizasse, mas obviamente não depende apenas exclusivamente de mim.

Apesar de tudo, com o mais elevado grau de respeito e consideração por todos vós, dou por concluída esta carta em jeito de desabafo de um tomarense."

Luís Ribeiro
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