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domingo, 14 de dezembro de 2014

Há 17 anos António Paiva ganhava a Câmara de Tomar

Foi a 14 de dezembro de 1997 que se realizaram as autárquicas, onde António Paiva foi o eleito pelos tomarenses para liderar a Câmara Municipal de Tomar.

Imagem ilustrativa

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Faturas escondidas em Tomar

Assim que chegou à Câmara de Tomar, Anabela Freitas, do PS, encontrou um conjunto de faturas que não estavam declaradas nos serviços financeiros da autarquia, no valor de cerca de 172 mil euros. Enviou queixa para a Inspeção Geral de Finanças (IGF). Mas as surpresas estavam só a começar. Depois de encontrar os primeiros documentos não registados, decidiu fazer uma auditoria a todos os departamentos. Resultado: 3,8 milhões de euros em faturas escondidas.

“Ficavam lá [nos departamentos da câmara] durante anos ou meses”, contou ao Observador. As primeiras facturas não registadas que encontrou, e que na queixa que enviou à IGF diz que podem constituir fraude, ilustram três casos diferentes: a primeira fatura, emitida pela Universidade de Coimbra, referente a prestação de serviços de estudo de uma rede ciclável na cidade de Tomar, a segunda pela empresa Modelstand, referente a serviços prestados em 2012 e apresentada em 9 de Outubro de 2013, e, por último, ao escritório de advogados PLMJ, por vários serviços.

No segundo lote de documentos, respeitantes a mandatos anteriores (desde 2008) – do presidente da câmara Fernando de Sousa, do PSD – , os montantes das faturas variavam e diziam respeito aos mais variados serviços, desde pagamentos de gás a eletricidade ou a reparações de carros. “Não há um padrão”, responde Anabela Freitas.

“Não tenho liquidez para pagar 3,8 milhões de euros”, queixa-se a autarca. Para as faturas registadas, Anabela Freitas fez acordos de pagamentos com os fornecedores. Para as outras, espera pela resposta da IGF para decidir uma solução. O pesadelo das contas em Tomar pode ficar ainda mais grave. Há vários processos em tribunal contra o município. O maior diz respeito a uma dívida que ronda os 750 mil euros, incluindo juros, à Águas do Centro, do grupo Águas de Portugal. Além deste processo, a câmara recebeu já este ano uma injunção para pagamento de 200 mil euros, da qual vai recorrer.

A câmara não pediu para entrar no Programa de Apoio à Economia Local (PAEL), que foi lançado pelo Governo para resgatar as câmaras com dívidas avultadas a fornecedores. Como tal, a presidente espera que o Fundo de Apoio Municipal (FAM) entre em vigor, para poder pedir ajuda para pagar a fornecedores as dívidas que tem em atraso. Neste momento, de acordo com as contas que enviou para a Direcção-Geral das Autarquias Locais, a Câmara de Tomar não cumpre a lei e paga a 367 dias, quando o limite, por lei, são 90 dias. O caso está agora nas mãos da IGF.

O Observador tentou contatar o ex-presidente da câmara, Carlos Carrão, mas até ao momento não foi possível. À data a que se reportam as faturas, Miguel Relvas era o presidente da Assembleia Municipal (cessou o mandato em 2012, já como ministro dos Assuntos Parlamentares). Ao Observador, o ex-ministro-adjunto de Passos Coelho adiantou “não ter conhecimento” de futuras escondidas. “Não tenho nada a ver com isso”, disse.

Copiado na íntegra pelo "Observador"

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Falam falam mas...

É mais do mesmo!

Há muito que este blogue tem andado calado, mas hoje, devido à realização da segunda sessão Ordinária da Assembleia Municipal de Tomar, volta a manifestar-se. Isto porque nesta sessão da Assembleia, segundo noticia a Rádio Hertz, um senhor de um partido ironiza a governação atual, mas esquece-se da governação do seu partido dos últimos anos. Pois o "Tomar, a Cidade" relembra-o: "Presidente da Câmara de Tomar reconhece que a autarquia não tem capacidade de resposta para fazer face a um problema que se arrasta há 40 anos." Edição de 2012-04-05 de "O Mirante". Acredito, sendo o mais provável, que este caso se arraste por muitos mais anos, mas não queiram que resolvam em 10 dias o que outros em vários mandatos não conseguiram.
Mais: Foi fácil dinamizar a zona industrial apenas mudando o nome, mas porque não o fizeram eles?
Quanto ao mercado: segundo Corvêlo de Sousa, Presidente da Câmara de Tomar em julho de 2010, "dentro de um mês, mês e meio a Câmara vai arranjar um espaço provisório alternativo para o funcionamento do mercado diário". Mas como anuncia " O Mirante" Quase cinco meses depois do edifício do mercado de Tomar ser sido encerrado pela Autoridade de Saúde e Alimentar e Económica (ASAE), abriu ao público na quinta-feira, 11 de Novembro.

“Não julgueis para não serdes julgados. Pois com o julgamento com que julgais sereis julgados, e com a medida com que medis sereis medidos.”
(Mateus, VII: 1-2)

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Futuros empossados no Cine-Teatro Paraíso


A tomada de posse dos elementos da Câmara de Tomar e da Assembleia Municipal eleitos a 29 de setembro está marcada para dia 17 de outubro às 21:00 no Cine-Teatro Paraíso de Tomar.

Em 2009 assistiram ao juramento uma centena de pessoas, esperando-se este ano uma forte adesão da população tomarense para ver ao vivo a primeira senhora a ser Presidente de Câmara em Tomar.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Elas fazem história


Nas eleições autárquicas de ontem em Tomar, 29 de setembro, marcadas por algumas surpresas, destacando o jovem Flávio Nunes, que concorreu à Câmara pelo MPT, alcançando mais votos do que Ivo Santos do CDS e Rui Coutinho do BE juntos, destaca-se a vitória por parte de 3 mulheres presidindo juntas de freguesia e Câmara. Anabela Freitas é assim a primeira mulher a assumir a presidência da Câmara de Tomar, tal como Lurdes Ferromau que fica à frente da junta de São Pedro e Maria Serra na liderança da junta de Carregueiros. 


terça-feira, 24 de setembro de 2013

Eu voto!

Dia 29 de setembro é dia de eleições autárquicas, dia de decisão de quem nos "conduzirá".

EU VOTO! Apesar de brincar, eu voto com consciência.

EU VOTO! Não posso deixar que outros decidam o futuro da minha Terra por mim.

EU VOTO! Porque me dá o legítimo direito de elogiar e criticar os eleitos e suas medidas.

EU VOTO! Porque é um direito adquirido com muito sacrifício pelos nossos familiares.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Criatividade e originalidade

O mais certo é não vencer as eleições autárquicas de Tomar, mas o seu desempenho como candidato merece ser destacado pela sua forma de ser, pela sua criatividade e originalidade. Sem fundos para gastar dinheiro na campanha, Flávio Nunes, de apenas 18 anos, candidato à Câmara de Tomar pelo MPT está a dar que falar!


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Eleições – A festividade de eleição dos portugueses

Tal como qualquer português, adoro as eleições. Melhor que o natal e até do que a passagem de ano. É só presentes, confraternização e fogo-de-artifício! 

 Para não ir mais longe, falarei do exemplo desta grande festividade em Tomar, que acontece precisamente nesta época, com realização de quatro em quatro anos, tal a grandiosa (mas não tanto como as eleições) Festa dos Tabuleiros, que diga-se, serem ambas merecedoras de realização em menor curto espaço de tempo, de dois em dois anos por exemplo. Mas adiante. Nestas enormes festividades, que são as eleições autárquicas, temos sempre os melhores presentes: ora são estradas restauradas, ora são relvados sintéticos novos para a prática de futebol, há ainda telhados novos para mercados, obras de reabilitação de edifícios devolutos, empreendimentos surpresa e principalmente casas de banho públicas abertas ao público! É também nesta festividade que se vislumbra maior confraternização, principalmente entre candidatos e eleitores, fazendo lembrar aquelas famílias que se encontram (lá está) só em festividades como esta, onde é só sorrisos, abraços, beijos e umas palmadinhas nas costas. À noite, numa festa qualquer é deveras sentimental vê-los sentados numa mesa retangular em confraternização, com inúmeras gargalhadas pelo meio, não comendo o tradicional bacalhau ou peru, mas sim o famoso frango assado acompanhado de um bom tinto. 

 Estas belíssimas festividades fazem lembrar também um pouco a passagem de ano, que diga-se ser algo muito menor em relação às eleições. Digo isto porque como todos sabemos se assiste diariamente a um espetáculo grandioso de promessas vindas de todas as direções, com as mais belas e diversificadas cores e com conteúdos loucos e inimagináveis deixando-os completamente pasmados, o que é sem dúvida algo muito mais fascinante do que qualquer festival pirotécnico. Por estas razões, defendo a realização desta abismal festividade com um menor tempo de intervalo, é que esperar quatro anos para novas eleições quase se morre de tédio! 
Um bem-haja a todos e boas eleições!

Publicado no Jornal "Cidade de Tomar" edição nº4085 de 20 setembro 2013

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Tu queres é festa em honra a Carlos Carrão

É moda um candidato nestas eleições autárquicas ter uma música como hino à sua campanha. Como tal, aqui fica a de Carlos Carrão, candidato à Câmara de Tomar pelo PSD.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Flávio Nunes - um exemplo de que é preciso agir

Flávio Nunes,natural de Asseiceira, concelho de Tomar, atualmente é locutor da Rádio Cidade de Tomar e estudante do 2.º ano de Comunicação Social da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes, é o mais novo candidato às eleições autárquicas 2013, e é por assim dizer, o exemplo de que não é sentado, de braços cruzados, criticando, dizendo que tudo está mal se vai melhorar o que quer que seja.

Ao Jornal Expresso, Flávio afirma: "Mais que um direito, a minha candidatura é um dever! Quero ser um exemplo a seguir pelos jovens da minha geração. Acredito que só podemos mudar alguma coisa se agirmos de forma proactiva. (...) Infelizmente, no presente, faz-se pouco pelos jovens por isso decidi arregaçar as mangas e fazer algo de construtivo"  

segunda-feira, 15 de julho de 2013

APRESENTAÇÃO DE MOVIMENTO DE CIDADÃOS ÍMPAR - UNIÃO DE FREG. ALÉM DA RIBEIRA E PEDREIRA - Tomar‏

O Movimento Ímpar, é um movimento de cidadãos, oriundos dos vários pontos das até aqui freguesias de
Além da Ribeira e Pedreira, que irá concorrer nas próximas eleições autárquicas à União das duas freguesias.
 Nesse sentido, o Movimento Ímpar irá proceder à apresentação no próximo dia 30, pelas 17h15, no salão da ACR da Póvoa (Além da Ribeira).

Caso pretendam obter mais algumas informações a respeito deste Movimento, poderão consultar o site em: www.movimentoimpar.pt, no facebook em www.facebook.com/movimentoimpar ou enviando um mail para: sugestoes.impar@iol.pt.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Para quem não acha nada...eis quem acha tudo

Imagem: Rádio Hertz
Na rubrica da Rádio Hertz "Especial Autárquicas" desta quarta-feira, que teve como convidado o candidato pelo BE, Rui Coutinho em entrevista entre as 18 e 20 horas, de realçar que o mesmo acha tudo. 

Foi interessante seguir a entrevista, quais as ideias do candidato pelo Bloco de Esquerda à Câmara de Tomar, apenas penso que ele "acha" muita coisa. 
Será que finalmente apareceu alguém que "achou" a galinha dos ovos de ouro de Tomar?

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Insatisfação Política – Opinião

É geral o sentimento de insatisfação pela política e pelos políticos quer em Tomar, quer em Portugal actualmente. De salientar que não é para menos devido à forma como os eleitos nos governam, prometendo meios e fundos primeiro, mentindo-nos descaradamente depois. Mas há algo que muitos de nós ainda não viu. É que nós somos também responsáveis pela nossa insatisfação. Estamos fartos do sistema actual político, fartos dos nossos governantes, mas daí não passamos. Criticamos, dizemos que está mal e ofendemos mas daí não saímos. 
Há que começarmos a ter uma postura de atitude, pró-activa e após criticarmos, encontrarmos uma solução/resolução daquilo que acabámos de criticar. Por vezes, por mais descabida que nos pareça essa solução dizendo-a abertamente, poderá, junto de outros intervenientes, tornar-se na SOLUÇÃO para ultrapassar este grave problema, que de certa forma foi também criado por nós. 
Há que intervir, fazer! Criticar só pelo gozo de criticar não chega, sendo este um dos nossos principais defeitos/problemas. Há que ouvir e saber ouvir, há que tentar perceber o próximos e tentar dar-nos a perceber, há também que existir união/cooperação, mesmo que nossos ideais sejam divergentes. Há então que existir um mínimo de empatia e de tolerância. 

Tomar está mal, são sempre os mesmos a governarem-nos, mudando apenas algumas faces. Todos são criticados, ofendidos e os “maus da fita”, mas a responsabilidade de serem eles os nossos governantes é nossa! Nossa porque votámos neles ou nossa porque nos abstivemos não indo às urnas votar. Ora assim está claro que serão sempre os mesmos, logo não existem mudanças. É imprescindível que a maioria vote, que se dirija às urnas exercer o seu direito de voto que tanto custou a ser conquistado num passado recente. Mas votamos porquê? É mais do mesmo! Não, se a nossa mentalidade mudar não é mais do mesmo. Existem outros candidatos a governarem-nos, são é “abafados”, por isso apenas conhecemos os do costume devido à carga que a comunicação social nos dá e até dos próprios partidos. Penso que nos deveríamos, e aqui sim, abstermo-nos da propaganda em massa dos famosos “mais do mesmo” e informarmo-nos e conhecermos outros candidatos e os seus programas, pois alguns deles não nos mostram aquela lengalenga habitual de promessas falsas. Mas ainda assim, mesmo que não queiramos votar em nenhum deles por alguma razão, temos a opção de votar em branco, que aí sim, demonstra muito mais insatisfação e tem muito mais impacto do que a abstenção, onde esta última nos leva exactamente para onde estamos. 

Para finalizar esta minha insatisfação, deixo aqui uma modesta opinião que poderá, ou não, ser útil no futuro. Porque não criar pequenos grupos por zona, por família ou por amigos, existindo um porta-voz/representante da nossa maior confiança para se debater o que está mal e consequentemente encontrar soluções? Partindo daqui, o nosso representante seguiria para uma associação/junta de freguesia onde se sentaria à mesa conjuntamente com outros representantes de zona e comitiva da associação/junta, apresentado e debatendo as ideias uns dos outros. Daí resultaria uma ida dos representantes das associações/juntas à autarquia onde apresentaria o resultado do debate de todos os grupos criados inicialmente. Esta ideia até poderá ser meio descabida, mas debatida, bem fundamentada e bem organizada será que não resultaria? 

Lembrem-se: Nós somos o POVO. Unidos temos o poder de mudar Tomar e Portugal. Reparem bem: Porque será que a Festa dos Tabuleiros resulta tão bem? Porque existe união entre todos os tomarenses por uma causa. Simples, não é? Então porque não se unirem por uma causa maior? Tal como o nosso bem-estar, a nossa saúde, a nossa educação, cultura, etc… 
Já pensou para pensar que poderão ser “os do costume” que não nos querem unidos? Penso que vale a pena pensar nisto para acabarmos com a nossa insatisfação. 
Um bem-haja a todos!

Publicado no Jornal "Cidade de Tomar" edição nº4071 de 14 julho 2013

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Presidente da câmara de Tomar renuncia ao mandato

Comemorações dia da Cidade 2011
O presidente da Câmara Municipal de Tomar, Corvêlo de Sousa, renunciou ontem, 22 Fevereiro, o mandato, depois de ter pedido suspensão de funções por motivos de saúde, disse à Agência Lusa o presidente em exercício.
Carlos Carrão (PSD) confirmou à Lusa o pedido de renúncia de Corvêlo de Sousa, passando a exercer o cargo, que havia assumido interinamente, em efetividade de funções. O período de suspensão do mandato de Corvêlo de Sousa terminava hoje.

O independente eleito pelo PSD nas autárquicas de 2009 deixou de comparecer às reuniões do executivo em novembro último, tendo entrado em baixa médica.

A coligação que o PSD mantinha com o PS rompeu-se alguns dias depois, após os socialistas terem inviabilizado uma alteração orçamental que previa a inclusão nas contas da autarquia da dívida de 6,5 milhões de euros resultante do acordo com a Parque T (que construiu o parque de estacionamento junto aos Paços do Concelho).

Nas autárquicas de 2009, o PSD venceu com maioria simples (34,96%), ficando com três eleitos no executivo, tendo os restantes quatro sido conquistados pelo PS (com 20,89%, dois mandatos) e pelos Independentes por Tomar (outros dois, 19,99%).

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Resultado da Assembleia Municipal Extraordinária de Tomar.

Era com muita expectativa que se esperava a reunião da Assembleia Municipal, hoje, 25 de Janeiro, marcada extraordinariamente, que tinha como tema principal a reestruturação do Centro Hospitalar Médio Tejo e a retirada de algumas valências para Abrantes e Torres Novas. Depois dos últimos desenvolvimentos em torno deste caso era esperada uma grande afluência da população tomarense, onde inclusive todos os partidos e movimentos políticos com assento na Assembleia Municipal de Tomar apelaram à sua presença, mas que tal não veio a acontecer.

Entretanto os partidos e movimentos políticos representados na Assembleia Municipal de Tomar, após mais de três horas de reunião, com alguma controvérsia à mistura, por fim lá chegaram a um consenso ao que deliberaram a seguinte proposta:

A. Considerando que os partidos e movimentos políticos representados na Assembleia Municipal de Tomar em sessão suprapartidária de emergência no dia 16 de janeiro de 2012 emitiram um comunicado alertando a população de Tomar e zonas envolventes, em sinal de unidade na defesa dos interesses de Tomar;

B. Considerando que o processo de reorganização do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) passa, fundamental e inevitavelmente, no que ao Hospital de Tomar respeito, pela Câmara e Assembleia Municipal de Tomar, dada a competência orgânica que a Constituição da República Portuguesa lhes confere;
C. Considerando que todos os partidos e movimentos políticos actualmente representados na Assembleia Municipal de Tomar já assumiram um conjunto de compromissos relativos ao Hospital de Nossa Senhora da Graça de Tomar, visando defender intransigentemente os legítimos anseios das populações e as suas expetativas em 31 de março de 2006, os quais foram aprovados por unanimidade e aclamação;
D. Considerando que o Conselho Consultivo do CHMT não se encontra constituído como obriga o Decreto-Lei nº233/2005, de 29 de Dezembro, o que levanta dúvidas quanto à legitimidade do processo de reorganização do CHMT;
E. Considerando que, sendo inevitável o trilhar deste caminho, da defesa e promoção do Direito à protecção da saúde, Artigo 64.º da Constituição da República Portuguesa, e considerando que a saúde é um bem social e não um mero serviço económico-financeiro.

A Assembleia Municipal de Tomar, reunida extraordinariamente no dia 25 de Janeiro de 2012:
1. Decide rejeitar liminarmente a proposta de reestruturação do CHMT, que prejudica seriamente os interesses da populaçãp servida pelo Hospital de Tomar (cerca de 100.000 pessoas)

2. Exige a suspensão imediata do Processo de Reorganização do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), pelos graves prejuízos que provoca às populações de Tomar e concelhos envolventes, no seu direito ao acesso e aos cuidados de saúde a prestar por esta unidade hospitalar;
2. Exige que a Câmara Municipal de Tomar (CMT), averigue por todos os meios considerados necessários da legitimidade dos Órgão Sociais do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) E.P.E. ao não terem constituído o Conselho Consultivo que é um dos três órgãos exigidos pelos Decreto-Lei n~233/2005, de 29 de Dezembro;

3. Exige que a Câmara Municipal de Tomar (CMT) proceda à indicação do representante do município no Conselho Consultivo como forma de pressão à constituição deste Órgão;
3. Decide que a Comissão de Saúde da Assembleia Municipal de Tomar promova à elaboração de uma petição com vista a obter a revogação do Despacho n.º 5414/2008, de 28 de Fevereiro no que ao Hospital de Tomar do CHMT diz respeito.
Que esta decisão seja dada a conhecer à Assembleia da República, Presidência e Grupos Parlamentares, e Comissão Parlamentar de Saúde, e Comissão Parlamentar do Trabalho, ao Governo, Primeiro-Ministro e Ministro da Saúde, às Assembleias e Câmaras Municipais das CIMT, à ANMP, à ANAFRE, à ARS de LVT, ao Centro Hospitalar do Médio Tejo, à Comissão de Utentes do Médio Tejo, à Comunicação Social.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Apelo à participação dos tomarenses

Na próxima quarta-feira, dia 25 de Janeiro, há Assembleia Municipal Extraordinária nos Paços do Concelho de Tomar, onde será debatido como tema principal a análise do processo de reestruturação do Centro Hospitalar do Médio Tejo, com especial incidência no Hospital de Tomar. Partidos e movimentos políticos com assento na Assembleia Municipal de Tomar ontem reunidos, apelam à participação da população na Assembleia marcada extraordinariamente.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Secretariado Distrital do Partido Socialista exige suspensão do processo

«O Conselho de Administração do CHMT-Centro Hospitalar do Médio Tejo decidiu promover a transferência das valências de Medicina Interna e Ortopedia do Hospital de Tomar para as outras unidades do CHMT e avançar com alterações no Serviço de Cirurgia, de tal modo pensadas, que irão impedir os médicos de poder acompanhar os seus pacientes num pós-operatório. Esta decisão entra em vigor a partir de 7 de Fevereiro.

Não foi garantido pelo Conselho de Administração, a manutenção dos postos de trabalho dos cerca de 46 trabalhadores que prestam serviço nas valências ora transferidas.

Esta decisão foi anunciada sem qualquer justificação aparente nem foram indicados os critérios técnicos que conduziram a tal.

Esta decisão foi igualmente anunciada sem que tenha havido o cuidado e a atenção de ouvir as Autarquias cujos habitantes vão ser vítimas deste processo.

É contra esta cultura da prepotência, do quero posso e mando, que nos insurgimos.

Esta forma de actuar, de costas viradas para o povo e para os seus legítimos representantes, merece o nosso mais veemente repúdio.

Esta cultura do silêncio e da ausência de explicações credíveis permite e sustenta um clima de suspeição que nos conduz inevitavelmente a questionar o que querem fazer do Hospital de Tomar e a quem apetecem a suas instalações. Será que o seu destino está traçado e uma clínica privada nascerá das suas cinzas? Se esta for a intenção de "quem manda", a nossa mais forte oposição está desde já decidida.

O PS reconhece que as organizações podem e devem ser reformadas, melhoradas e tornadas mais eficientes, mas o PS não aceita que tal se faça sem diálogo, sem bom senso, sem a atitude democrática própria de um estado de direito.

Assim, torna-se necessária e do mas elementar bom senso a suspensão imediata da decisão do CA do Centro Hospitalar do Médio Tejo, ao mesmo tempo que se apela ao mesmo Conselho de Administração que tome a iniciativa de reunir com a Junta da Comunidade Inter-Municipal do Médio Tejo e com todos os Presidentes de Câmara que dela fazem parte, uma vez que o que está verdadeiramente em causa é a reorganização dos Serviços de saúde do Médio Tejo e da qualidade de vida da sua população».

Através Rádio Hertz

Concelhia do Partido Social Democrata de Tomar quer contactar Ministro da Saúde

«A comissão politica do PSD de Tomar, no seguimento das ações manifestadas e dos comunicados de repúdio à reestruturação prevista e entretanto confirmadas pela administração CHMT na conferência de impressa de 17-01-2012, informa que mantem a posição entretanto manifestada de apoio aos interesses do concelho de Tomar e de manutenção das valências existentes, tendo em vista serviços de saúde de acordo com as necessidades do concelho, num sistema de proximidade e qualidade.

Reconhecemos que a gestão dos últimos anos foi desastrosa e que encaminhou a gestão do CHMT para uma situação extremamente gravosa que é necessário corrigir de imediato, no entanto, essa ação deve ser aferida e estruturada tendo em atenção as opiniões dos autarcas, instituições e população de TOMAR.

Sendo certo que a Administração do CHMT não mostrou qualquer sensibilidade ou flexibilidade para a suspensão da conferência de imprensa, de forma a ser possível uma discussão aberta e esclarecedora com as instituições do concelho de Tomar, em especial a Câmara Municipal de Tomar e forças políticas representadas na Assembleia Municipal de Tomar, espera-se que o Ministério da Saúde inverta essa ação e permita uma reestruturação justa, que não prejudique a população e utentes do concelho de Tomar e concelhos vizinhos.

Assim, iremos contactar de imediato o Ministério da Saúde, tendo em vista a suspensão urgente das medidas anunciadas e que em simultâneo, permita o desenvolvimento de um novo plano, que potencie uma reestruturação equilibrada, que corrija os défices dos últimos anos e defenda os interesses do concelho de Tomar, em termos dos serviços de saúde».

Através Rádio Hertz

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Comunicado conjunto das diversas forças partidárias tomarenses

Tal como o "Tomar, a Cidade" avançou ao fim de tarde, relativamente ao consenso entre governantes tomarenses e forças partidárias, aqui fica o comunicado conjunto das diversas forças partidárias tomarenses:
Face à preocupante situação que presentemente se verifica em torno do Hospital de Tomar e das possíveis perdas de valências, os Partidos e Movimentos Políticos a seguir indicados (PSD, PS, IpT, CDU, BE e CDS/PP), reunidos em sessão suprapartidária de emergência, alertam a população para o seguinte:

1. Os Partidos e Movimentos Políticos (PSD, PS, IpT, CDU, BE e CDS/PP) repudiam o processo de reestruturação e a forma como decorreu sem acompanhamento pelos órgãos autárquicos de Tomar democraticamente eleitos

2. Exigem a suspensão imediata do processo da chamada reestruturação do Centro Hospitalar do Médio Tejo anunciada pelo Conselho de Administração, que a concretizar-se seria claramente prejudicial à vida das populações de Tomar e das zonas envolventes.

3. Para estes Partidos e Movimentos Políticos, mantêm-se válidas e actuais as orientações aprovadas unanimemente pela Assembleia Municipal de Tomar em Março de 2006.

4. A dita reestruturação, a consumar-se vai colocar em risco cerca de uma centena de postos de trabalho diretos com uma componente jovem e qualificada assinalável.

5. Os Partidos e Movimentos não aceitam atitudes de intransigência e sobranceria da Administração do Centro Hospitalar no tratamento deste assunto.

6. Solicitaram já ao Presidente da Assembleia Municipal de Tomar, com carácter de extrema urgência, uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal sobre esta matéria.

Tomar, 16 de Janeiro de 2012

Posições dos principais partidos sobre o hospital de Tomar

O Partido Socialista de Tomar, apresentou dia 12 de Janeiro (antes da manifestação de sábado) a sua posição em relação ao hospital de Tomar. O PS defende, apoia e disponibiliza-se para colaborar na divulgação para a recolha de assinaturas tendentes à criação de uma petição, para levar este assunto à discussão no plenário da Assembleia da Republica e apresentaram também umas perguntas ao Governo sobre o hospital, que aqui transcrevo:
1. Que critérios técnicos estão subjacentes ao encerramento destas valências na unidade deTomar?
2. Em que medida está assegurada a qualidade de prestação de cuidados de saúde nos Concelhos de Tomar, Ferreira do Zêzere e Ourém?
3. Que articulação foi feita, com a transferência destas valências com a rede de centros e extensões de saúde?
4. Estão ou não assegurados os postos de trabalho dos profissionais que prestam serviço nestas valências?

No que respeita ao Partido Social Democrata, como é do conhecimento geral, o não aparecimento de nenhum representante na manifestação de sábado, dia 14, elaborou dia 15 (um dia depois da manifestação) a sua posição face ao hospital de Tomar, onde diz estar a acompanhar com preocupação e muita atenção este caso. Expressa ainda a sua solidariedade com anseios e dúvidas da população no que respeita à manutenção dos serviços e valências, mas todavia, aborda a questão da gravidade da situação económica e financeira em que o País se encontra.
No mesmo comunicado, o PSD entende a importância da causa e as dúvidas provocadas à população, por isso e para não ser este o tempo de impor responsabilidade e culpas, e para que seja este o tempo de União dos Tomarenses na defesa dos seus legítimos interesses, convidam todas as forças políticas representadas na Assembleia Municipal de Tomar, para uma reunião, tendo em vista uma tomada de posição conjunta, que defenda os interesses de Tomar em termos dos serviços de saúde.
Para terminar, o PSD afirma que se não forem compreendidos os equilíbrios basilares enunciados, consideram efectivo e justificado o direito da População à Indignação, com a qual, estarão na primeira linha para defender os interesses de Tomar.

Mas pergunto, tal como certamente muitos tomarenses: Onde estavam no sábado às 20horas? Pois junto da população e na primeira linha de defesa não estavam!
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