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domingo, 1 de março de 2015

A Dom Gualdim Pais

Por ocasião da publicação desta imagem de D. Gualdim Pais na página do facebook do "Tomar, a Cidade" referenciando a comemoração dos 855 anos da fundação do Castelo e de Tomar, Fábio Ferreira, enviou-nos este belo poema dedicado ao fundador do Castelo e de Tomar:

A Dom Gualdim Pais,
Mestre da ordem do templo de Salomão,
Em costas do velho continente,

Em Portugal,
Terra de seu coração.


A Ele, Homem,
Que mais que Homem 
Talvez mesmo fora,
Sempre humilde lhe dedico
Estas palavras que recito,
Um poema,

Uma exortação, 
Que por mais belo, 
Por mais sincero
Que ele seja,
Nunca será tão, 
Como esse tão maior
Que pelejou lá por lados
Para além do mar,
Que respirou ares de oriente
Sempre de sua terra consciente,
De seu lugar.

Eternamente,
Rodeado de ilustres seres
De aura tão grande 
Assim como sua ou mais 
(Aura já por si deveras resplandecente),
Ele pelejou
Pelas terras de Nosso Senhor Seu lugar,
Como de Cristo Seu cavaleiro forjado,
Como Homem às armas de quinas tomado.

Homem, tio fundador desta bela nação,
Tio fundador
Pois a seu Pai
Fora mais que irmão,
Viria também a ser Pai
E quiçá mesmo mãe,
Pois as dores
A ele lhe devemos,
A ele, ser grande
De alma e de honra,
Os lugares de Thomar,
Assim como o gigante de pedra
Sobre o Rio que beja faces de Lisboa,
E outros não de menos referencia
Ou maior silencia;

Mas nós,
Os de Nabância,
Somos os que mais te devemos,
Devemos alma, o cerne e o corpo,
Te devemos a vida,
Te devemos o nome.
E se um dia
Coragem nos foi dada,
Foi essa que derramaste
Pelo ano de 1190 de Cristo redentor,
Sobre estes terrenos á Riba Tejo,
Vossa coragem e sangue almóada,
Vossa e de vossos Irmãos
Do templo de nosso Senhor.
Ainda hoje descansais sobre terras
De nossa Mãe da casa dos Olivais,
Ainda hoje lá descansais
Mestre Dom Gualdim Pais.

Assim termino
Os humildes versos
Que te recito
De glória e em oração,
Para que já mais em tempo algum
Abandones de teus filhos
Tua alma
E nosso coração.


Fábio Ferreira

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Apresentação do livro "O lado de dentro do lado de dentro"

Irá decorrer na próxima Quinta-feira, 19 de Fevereiro, pelas 21:00 a apresentação do livro "O lado de dentro do lado de dentro" do projeto "A poesia não tem grades" na Biblioteca Municipal de Tomar Dr. António Cartaxo Da Fonseca.

"O lado de dentro do lado de dentro" é um livro que inclui textos originais de Afonso Cruz, Alice Vieira, André Gago, Catarina Fonseca, Cristina Silveira de Carvalho, Delmar Gonçalves, Filipa Leal, Frederico Fezas Vital, Helder Moura Pereira, Inês Fonseca Santos, Joaquim Cardoso Dias, José Carlos Barros, José Mário Silva, Nuno Garcia Lopes, Pedro Paulo Camara, Richard Zimler, Samuel Pimenta e fotos de Rowan Schelten e Duarte Belo. 
O valor das suas vendas reverte inteiramente a favor do projecto "A Poesia não tem grades" e terá venda exclusiva nas sessões de apresentação ou através da página www.apoesianaotemgrades.pt.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Exposição de Sofia Ribeiro

Miguel Gontijo, vencedor, em 2011, do Prémio Mário Pedrosa, atribuído pela Associação Brasileira de Críticos de Arte, recomenda vivamente os trabalhos da artista Sofia Ribeiro, que vão estar em exposição na Galeria Templários a partir do próximo Sábado, dia 6 de Agosto.

A inauguração da exposição "BRAINSTORM- -METÁFORAS POÉTICAS", tem lugar pelas 16 horas, e estará patente ao público até ao dia 4 de Setembro.

Miguel Gontijo no catálogo da exposição diz, desassombradamente:

"Nas gavetas enterram-se tesouros e quem enterra um tesouro enterra-se com ele. E Sofia é uma "gaveta" e traz consigo toda uma estética do escondido. Quem corrobora com esta minha dedução é Rimbaud que diz: " a gaveta está cheia de roupas limpas e há até raios de lua que se podem desdobrar". Na gaveta de Sofia-para mim e para Breton- abri-la é estender lençóis na tempestade (...)

(...) Sofia transforma em poesia os elementos mais banais da vida quotidiana.
Uma aficionada por jogos teatrais, por truques de mágica, pela música visceral, gerando com estes elementos monólogos de transformismo. O centro cabal de sua poesia são os objetos. É no encontro desses elementos que ela organiza o seu poema promovendo efeitos inesperados quando os descontextualiza. O objeto se torna poesia, pois a poesia é uma alma inaugurando uma forma, (alguém, no furdunço da minha gaveta já disse isto, e eu não sei mais de quem é. Fica, então, sendo meu, pelo menos por enquanto, até equilibrar nesse texto a "minha" poesia). Mesmo que os objetos que Sofia nos oferece sejam conhecidos, percebidos, talhados em "lugares comuns", eles se nos apresentam como um objeto para o espírito, imbuído de uma nova alma que vem instituir uma nova forma, habitá-la é deleitar-se com ela. Em um objeto poético é a alma que denuncia sua presença e não é preciso mais que um momento dela para que ela se manifeste como arte.
Nas gavetas de Sofia existem almas aprisionadas e estão cheias de coisas inesquecíveis. Coisas que se desdobram infinitamente e se transformam em imensidão (...)#.

Sofia Ribeiro nasceu em Lisboa, em 1965. Vive em Porto de Mós, onde em 2010 ganhou o 2º. Prémio do XX Concurso de Presépios promovido pelo Município local.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Porque hoje é dia dos avós


A Câmara Municipal de Ourém em parceria com as Juntas de Freguesia está a promover desde o dia 11 de Julho o Passeio Sénior 2011. À semelhança de anos anteriores esta iniciativa pretende proporcionar aos participantes um dia diferente e dar-lhes a oportunidade de conhecer um pouco mais o nosso País.
Este ano cerca de 2550 idosos tiveram a oportunidade de conhecer o Convento de Cristo, considerado património mundial pela UNESCO, o Museu dos Fósforos e uma oficina de olaria e azulejaria situados no Convento de São Francisco, em Tomar. No concelho da Batalha, visitaram a aldeia da Pia do Urso, onde percorreram o parque temático/sensorial adaptado para invisuais e apreciaram a paisagem natural envolvente.
O almoço (pic-nic) bem como o posterior baile popular aconteceram no Parque do Mouchão em Tomar
O programa do Passeio Sénior 2011 agradou à generalidade dos participantes como confirma Maria Emília, da freguesia do Olival, que ficou impressionada com a dimensão e beleza do Convento de Cristo que nunca tinha visitado. O casal de emigrantes em França, Maria de Jesus Trezentos e Joaquim Pereira Trezentos, da freguesia de Espite, partilham a admiração pelo Convento de Cristo e ficaram igualmente deslumbrados com a paisagem natural da aldeia da Pia do Urso. Indicam ainda este evento como um ponto de reencontro com amigos que não abdicam durante o período de férias em Portugal.
No final de cada dia de passeio o cansaço é grande mas a alegria reflectida na cara dos participantes é ainda maior. Só isto justifica a generosidade de Anita Sousa da freguesia de Nossa Senhora da Piedade que após o passeio brindou os presentes com a escrita de algumas quadras sobre o Passeio Sénior 2011.

“Estava curiosa que chegasse
Julho dia 15 era o dia
Ver quando no autocarro entrasse
Se só via sorrisos de alegria.

Porque mais um ano chegou
E os idosos não quiseram esquecer
Mas este ano mais perto nos levou
Em Tomar, muitas coisas pudemos ver.

Hoje era o dia da freguesia de Ourém
Sete autocarros, e daqui saímos,
Depressa chegámos a Tomar também
No Convento de Cristo coisas lindas vimos.

Linda história ouvimos contar
Dos nossos Reis de Portugal
Muitos como eu não puderam estudar
E ficámos a saber que eram homens sem igual.

No Museu dos Fósforos fiquei encantada
Parecia um sonho que estava a ter
Uma traineira de fósforos fabricada
Que minha mente não irá esquecer.

Aquiles Mota Lima coleccionador
Não é nome muito vulgar
Em tudo o que fez, nós vimos carinho e amor,
Tomar, em Portugal, está em primeiro lugar.

De Tomar à Pia do Urso
Em pouco tempo chegámos
AÍ terminava o percurso
Mas todos encantados ficámos.

Ar mais puro, noutro lado não havia
E o que nossos olhos viram também não
Aquelas casinhas só de pedra que alegria
Também o caminho para os que não têm visão.

Um urso preto dentro do café esperava
Para receber quem quisesse entrar
Mas a hora do lanche também chegava
E a nossa linda viagem estava a terminar.

Uma afirmação posso fazer
Tanto idoso junto neste dia
No Mouchão Tomar lindo parque de lazer
Tristeza não se viu, só alegria.

Mas para o ano quem cá estará?
Esperamos que todos ainda
De novo esta viagem se realizará?
Nova excursão é sempre bem vinda.

E minha mente diz, esquecer-me não
Duma encantadora jovem quero falar
Nossa carinhosa guia Maria João
Que para o ano, nos vá guiar.

Nós terceira idade obrigada estamos a dizer
Também à Graça e a todas sem excepção
E quando chegarem à nossa idade possam ter
Quem como vós desempenhe a profissão.

Este dia não vai ser esquecido
Como eu julgo que todos dirão
Um obrigado reconhecido
A quem permitiu esta excursão”.

Ourém, 16 de Julho de 2011

Desterrada

Com os olhos de criança é que te vejo
Minha terra, meu berço de embalar,
Minha infância feliz, minha esperança,
Meu desejo constante de voltar.

Meu convento de sonho, meu rio verde
Correndo, como eu no teu jardim,
Minha lembrança que jamais se perde,
Meus sonhos de menina sem ter fim.

No dia que eu morrer irei lembrar
Todos os que amei e já perdi
E aqueles que ainda cá estão.

E, se virem, no meu rosto correr água,
Não pensem que são lágrimas de mágoa
São salpicos da Roda do Mouchão.

Maria do "Alcatruzes da Roda"
13 de Outubro de 2007

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Saudades de Tomar

"Tomar, minha cidade
Com tua beleza refletida nos céus
É tao grande a saudade
Dos emigrantes filhos teus...

...Tens uma beleza tão pura
As margens do rio Nabão
E na Mata dos Mete Montes a frescura
Que invade nosso coração.

Tens uma festa sem igual
dos Tabuleiros falo com certeza
Noutra terra não há afinal
outra festa com tanta beleza.

Convento de Cristo
Que belo que ele é
Está bem lá no alto onde avisto
Tua beleza como ela é.

É dessas belezas só tuas
Que nós emigrantes temos saudade
De divagar por tuas ruas
E relembrar a mocidade."

Autoria: Xana Henriques, de Tomar a viver no Luxemburgo
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