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quarta-feira, 7 de março de 2012

CHMT - Transporte gratuito para utentes

O presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), Joaquim Esperancinha, diz estar consciente de que a distribuição do centro hospitalar por três unidades de saúde que distam de 30 quilómetros entre si pode ser um entrave para alguns utentes, o presidente do conselho de administração anunciou que o CHMT fez um protocolo com uma transportadora local.

«O serviço começou na segunda-feira. Os autocarros vão percorrer os três hospitais [Torres Novas, Tomar e Abrantes] três vezes por dia em cada sentido», disse. Segundo o responsável, há 20 lugares gratuitos para os utentes e para os restantes está a ser negociado um valor simbólico, adianta a Lusa.

Joaquim Esperancinha, admitiu ainda que a reestruturação em curso daquela unidade pode culminar em despedimentos de funcionários se as dificuldades financeiras se mantiverem.

«Se o conselho de administração tiver capacidade para inverter a tendência de resultados, seguramente não haverá despedimentos», disse o presidente. Logo de seguida, frisou que, «se esta situação se mantiver, nenhuma instituição pode continuar com esta trajetória de resultados».
Joaquim Esperancinha falava na comissão parlamentar de Saúde, onde esteve esta quarta feira a pedido do Bloco de Esquerda para discutir o plano de reorganização do CHMT, que agrupa os hospitais de Torres Novas, Abrantes e Tomar.
In: TVI 24

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Circulação aumenta em estradas secundárias do Médio Tejo

Imagem: SIC
O início da cobrança de portagens nas autoestradas sem custos para o utilizador (ex-SCUT), levou hoje a um aumento do tráfego nas estradas secundárias e no interior das cidades do Médio Tejo, nomeadamente Torres Novas, Tomar, Abrantes e Entroncamento.

O pagamento de portagens na A23 arrancou hoje sem que fossem percetíveis tendências de maior ou menor utilização da autoestrada por parte dos automobilistas, devido ao feriado, mas o mesmo não aconteceu nas localidades abrangidas pelos denominados circuitos alternativos, antigas estradas municipais e nacionais da região.

Pela hora do almoço, no restaurante onde trabalha Paula Vieira, o movimento não para. Situado em Videla, junto ao nó entre a A1 e a A23, a empregada de mesa afirmou ter a "certeza" de que "os camionistas e muitas outras pessoas" vão começar a fazer o percurso "por fora", ou seja, pelas estradas secundárias.

"Pode crer", assegurou, uma certeza assente na "experiência de vida" e no que diz "ouvir dizer" de camionistas e automobilistas que param em sua casa.

"Quem é que aguenta pagar mais com os ordenados sempre a descer?", atira-nos, assegurando que também ela vai começar a fazer o circuito "por fora", porque que o dinheiro que tem "não chega para isso".

O preço a pagar pela utilização da A23 entre Videla e Torres Novas, um percurso de sete quilómetros, é de 1,2 euros."Uma roubalheira", no entender de Paula Vieira.

Paulo Silva, camionista de longo curso, estacionou junto à A23, em Vila Nova da Barquinha, para uma pausa da longa viagem.

"Acabei de chegar de Espanha onde percorri mais de mil quilómetros sem pagar um cêntimo. Foi preciso entrar em Portugal para levar com todo o tipo de portagens", afirmou, tendo assegurado estar a percorrer a A23 por ser "obrigado" a isso.

"Enquanto a empresa não me der uma nova rota terá de ser assim, mas se houver alternativas vamos ter de sair (da autoestrada). Temos de cortar nas despesas ao máximo", observou.

Fazer toda a A23, que liga Torres Novas à Guarda, fica em 19,30 euros. Antes, ir de Lisboa à Guarda pelo mesmo caminho ficava em 5,65 euros a um veículo de classe 1, relativos à portagem da A1 entre Lisboa e Torres Novas. Agora vai passar a custar 24,95 euros.

No Entroncamento, depois do almoço, respirava-se um dia de feriado. Muita gente às compras ou a passear, nos hipermercados, algum trânsito circulava pela cidade dos comboios.

"Muito mais trânsito do que o habitual, mais a mais sendo um feriado", assegurou à Lusa António Ferreira, habitante na localidade e porta voz da Comissão de Utentes da A23 no Médio Tejo, movimento que contesta a introdução de portagens nas ex-SCUT.

"Hoje, pelo que vi, uma parte do trânsito já procura alternativas à A23 tendo-se registado um aumento de tráfego dentro das localidades. E há que ter em conta que a perceção não é a melhor por ser dia feriado e pelo facto das pessoas não se deslocarem para o trabalho, declarou.

"Segunda feira é que vai ver o caos que é".

Lusa
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