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quinta-feira, 15 de março de 2012

Grasnada de Rio – À conversa com o Presidente

Grasnada (diálogo) entre dois ilustres patos tomarenses, Simões Pato (SP) e Costa Pato (CP), em que esta semana o Presidente da CM Tomar, Carlos Carrão (CC) responde a algumas questões.

SP – Bom dia Sr. Presidente Carrão. Seja bem-vindo a estas águas do Nabão, que também são suas.

CC – Bom dia caros ilustres patos. Antes de qualquer questão, informo-os que lhes posso fechar o rio, entendido?

CP – Calma Sr. Presidente. As perguntas serão inofensivas e apenas esclarecimentos quer para a nossa comunidade de patos quer para alguns nabantinos que mantém as mesmas dúvidas.

SP – Isso mesmo, caro Sr. Presidente. Começo até por felicitá-lo devido à sua “entrada” pela primeira vez numa manifestação contra a reorganização CHMT, unido à população que decorreu nas comemorações dos 852 anos da fundação de Tomar, a 1 de Março. Foi de facto louvável da sua parte, sabendo todos nós que não existia “comes e bebes” à espera e que a “passeata” seria a pé desde a inaugurada Praceta Mário Nunes até ao Hospital.

CC – Sim, todos sabem que eu estou do lado dos tomarenses, que luto pelos seus interesses em prol do seu bem-estar e do concelho. Neste caso do Hospital de Tomar, estou também com o povo tomarense, embora saiba que não haverá volta a dar a esta situação. Fui porque saberia ficar bem-visto junto do Povo. Como sabem, estou há catorze anos nas Câmara, tenho experiência nestas andanças.

CP – Sr. Presidente Carrão, quer então dizer que tudo não passou de uma espécie de campanha para as eleições internas do seu partido e até já a pensar nas próximas eleições em Tomar?

CC – Não! Ou melhor, em parte sim. Como disse, estou com os tomarenses, porque também sou tomarense. Estaria a mentir se dissesse que não tento tirar daqui algum aproveitamento político.

SP – Está confiante numa vitória no dia 16 de Março, aquando das eleições da Comissão Política do PSD?

CC – Claro! Apesar de existirem duas listas, o que revela o funcionamento de democracia partidária a funcionar, estou convencido que ficarei à frente do Partido. Mas independentemente deste resultado, garanto que serei candidato à Câmara Municipal nas Autárquicas de 2013.

CP – A oposição tem criticado as suas ações à frente da Câmara, onde falam em demissão…

CC – Não me demito! Irei até ao fim do mandato, quer queiram quer não! Estou há catorze anos na Câmara, agora que sou finalmente o Presidente não me tiram daqui às primeiras!

SP – Ora aí está um bom lema, firmeza, mas que até mesmo nós patos, achamos que essa atitude deveria ser usada para defender os tomarenses, não o seu lugar de presidente.

CC – Caros patos, eu defendo os tomarenses, mas se continuam com essa conversa vou ter que vos fechar o rio.

CP – Uma última questão Sr. Presidente: Porque a autarquia não abdica dos Boletins Municipais em papel?

CC – Em primeiro lugar por ser do contra, isso era dar vitória à oposição e como compreendem isso á algo que não pode acontecer. Em segundo lugar, estou sensibilizado com a população rural do concelho que ainda não possui Internet e obviamente os Boletins em Papel são ainda o único meio em que me podem ver bem na fotografia.

SP – Era para ser a última questão, mas como abordou o tema “Internet”, qual a razão de não se instalar uma rede de Wireless nalgumas zonas da cidade e do concelho?

CC – Isso fazia parte do programa eleitoral de um outro partido. Não quero que digam que roubamos ideias, por isso a não colocação dessa tal rede.

CP – Agradecemos a sua vinda até ao nosso recanto. Desejo que consiga levar Tomar a avante.

SP – Quac! Costa, sabes bem que não vai ser fácil, mas pronto, fica o teu desejo. Quac!
Até para a semana!

Publicado no jornal "Cidade de Tomar" edição nº 4006 de 16 Março 2012

quinta-feira, 8 de março de 2012

Grasnada de Rio – Especial Dia da Cidade

Grasnada (diálogo) entre dois ilustres patos tomarenses, Simões Pato (SP) e Costa Pato (CP), que esta semana conta com um convidado muito especial, D. Gualdim Pais (GP), primeiro Grão-Mestre da Ordem do Templo em Portugal e fundador de Tomar e seu Castelo.

SP – Bons olhos o vejam D. Gualdim Pais! É a primeira vez que o vejo por estas bandas!

GP – Salvé Pato! Reparo que o mundo está mais evoluído do que imaginava! Até patos já falam…Quanto à vossa observação, é verdade, nunca me viram por aqui. Primeiro porque quando fundei este local e este castelo, vós ainda não eram nascidos, e segundo, porque me tenho limitado a observar ali da Praça da República tudo o se passa serenamente, mas como até vós sabeis, a paciência tem limites e ver o que fundei a afundar-se leva-me a reagir e atacar tudo e todos os responsáveis. Esta minha saída deve-se a recrutar possíveis cavaleiros para comigo defender e enfrentar estes perigosos inimigos.

CP – É um prazer enorme ver o nosso “Mestre” no nosso humilde rio e uma grande alegria vê-lo tomar tal atitude! Grande Mestre, desde que foi colocado na Praça da República esteve sempre de costas voltadas para a Câmara, pode dizer-nos qual a razão?

GP – Primeiramente fui colocado nesta posição porque acreditava que todos me seguiriam, mas com o decorrer do tempo, fui-me apercebendo de traições, tramas e outras maldades por estar de costas. Houve uma época em que pensei virar-me e enfrentá-los de frente com minha espada, mas estava muito sozinho, nunca conseguiria vencer essa batalha. Então mantive-me assim, aguardando pela altura certa para atacar. Altura essa que começa hoje, comemorações da fundação de Tomar, precisamente há 852 anos atrás.
A comunidade de pombos tomarenses tem-me apoiado desde sempre, são os meus aliados, companheiros, informadores e conselheiros. Tudo o que se passava nas minhas costas, me era transmitido. Posso desde já garantir que a comunidade de pombos de Tomar são uns autênticos cavaleiros e estão prontos a atacar do ar, sei que não vai ser fácil, pois como vos disse, os inimigos são poderosíssimos.

SP – D. Gualdim, por mim e pelo camarada Costa alistávamo-nos já, mas como sabe teremos de conferenciar com toda a nossa comunidade de patos, no entanto estou crente que pode contar connosco.

CP – Grande Mestre! 852 anos se passaram após a fundação de Tomar, na sua opinião o que mudou?

GP – Muita coisa caro amigo, muita coisa! Os inimigos possuem armas muito mais mortíferas, não nos enfrentam frontalmente, preferindo atacar-nos pelas costas. A sua cobardia sem escrúpulos é fatal.

SP – Acredita que pode mudar Tomar?

GP – Claro que sim! Esta é uma guerra que poderá durar anos, mas nunca desistirei de lutar. Com os tomarenses, aqueles tomarenses que amam a sua terra, todos unidos, juntos venceremos e Tomar voltará finalmente a ser uma Terra próspera.

CP – Grande Mestre, é um dos meus ídolos, será uma grande honra lutar a seu a seu lado em prol da nossa Terra. Tudo farei para que a nossa comunidade o siga também.

SP – Eu idem caro Gualdim Pais! "Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao Vosso nome dai a glória"! Quac!

GP – Salvé Patos! Até breve!

CP – Grande Homem este Gualdim camarada Simões!

SP – Sem dúvida Costa!

Publicado no Jornal "Cidade de Tomar" edição nº 4005 de 9 Março 2012

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Grasnada de Rio – Especial Carnaval

Grasnada (diálogo) entre dois ilustres patos tomarenses, Simões Pato (SP) e Costa Pato (CP), que esta semana tem com convidada especial, Cátia Palhinha, Rainha do Carnaval de Tomar.

SP – Olá Cátia! Então o que achou do Carnaval de Tomar?

CÁTIA – Oh Voz, és tu ou este pato a falar?

CP – Cátia, é o nosso ilustre Simões Pato e eu que aqui fazemos questões. Diga lá o que achou do nosso Carnaval.

CÁTIA – Tem muita gente aqui em Tomar do Geru. Sempre imaginei que para vir ao Brasil iria andar de avião, não sabia que ficava tão perto, nem que nesta terra falavam tão bem o Português.

SP – Oh Diabo! Cátia, você está em Tomar, Portugal, Terra dos Templários, onde antigamente Tomar se escrevia “Thomar” com “H”. Já que falo nisto, Cátia, diga-me lá: Antigamente Tomar levava um “H” e hoje?

CÁTIA – Oh Voz, preciso de ajuda… Mas vou arriscar. Se Tomar dantes levava um “H”, hoje não.

CP –Quac! Oh Cátia, repare: Hoje, a palavra “HOJE” também leva um “H”, o camarada Simões está a testá-la. Quac!

CÁTIA – Oh Voz, estes patos estão a gozar comigo!

SP – Não estamos nada Cátia. Continuando, o que diz em relação ao concelho de Tomar ter dois corsos de Carnaval?

CÁTIA – Tem? Oh, não sabia, senão teria ido aos dois.

CP – Tem sim Cátia. E ambos atraem milhares de pessoas, sendo um fenómeno por estas bandas!

CÁTIA – Oh Voz, porque não me avisaste. Assim teria ganho mais dois mil euros só para acenar aos meus fãs.

SP – Por dois mil euros, e após grasnar lá em casa com a minha “patita”, até eu a depenava toda e colocava-a a desfilar Nabão acima, Nabão abaixo.

CP – Cátia, obrigado pela sua presença. Desejamos-lhes boa sorte na sua carreira.

CÁTIA – Eu também agradeço pelos euros, pena desconhecer que aqui existiam dois corsos de Carnaval. Adeus patos! Adeus Voz!

SP – Esta Cátia é a simpatia em pessoa, não achas Costa?

CP – Sim, mas por dois mil euros até eu era! Quac!

SP – Então e por cá, soubeste do vídeo que o nosso conterrâneo Américo Costa, do Grupo Aqua, colocou a circular no Facebook?

CP – Sim, sim! Por causa disso lá vai mais um para o desemprego, e pior ainda, agora só nos dias de vento, teremos de novo sacos no Nabão para as nossas acrobacias. Aquilo é que era! Fazia com cada slalom com os sacos no rio! Vou ter saudades…

SP – Quac! Até eu! Mas pode ser que o próximo também nos atire uns saquitos se o conseguirmos subornar. Quac!

CP – Epá, então e aquela história daquele austríaco que queria investir em Tomar, soubeste alguma coisa?

SP – Sim, parece que se dirigiu à Câmara de Tomar para solicitar que lhe fosse indicada uma data para reunião que pretende ter com o Director de Departamento de Ordenamento e Gestão do Território, esperou pacientemente, e após mais de uma hora de espera, foi-lhe comunicado que o Director solicitava o seu número de telefone para que após uma semana, o informaria da data que teria disponível na sua agenda para o atender.

CP – Quac! Isso é grave! Muito grave mesmo! Então tratam assim uma pessoa que quer investir no concelho, dando probabilidades de emprego e possivelmente ajudando a dinamizar Tomar! É por estas atitudes que Tomar não desenvolve meu camarada Simões.

SP – Pois é Costa. Assim é difícil rever a nossa Terra na vanguarda do distrito. Caso as coisas por aqui se mantenham assim, serei obrigado a emigrar ali para o Zêzere ou Tejo. Esta Terra necessita urgentemente de uma mudança de mentalidade e atitude por parte dos seus responsáveis, porque assim qualquer dia só eles cá ficam.

CP – Olha Simões, vou dar uns mergulhos para refrescar as penas e relaxar um pouco.

SP – Eu vou fazer o mesmo, mas ali para aquelas bandas. Até para a semana! Quac!

Publicado no jornal "Cidade de Tomar" edição nº 4003 de 24 Fevereiro 2012

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Grasnada de Rio (II)

CP – Boas penas o vejam camarada Simões!

SP – É verdade Costa… Tenho andado atarefado na recolha de assinaturas para a petição pela suspensão imediata do processo de reorganização do Centro Hospitalar do Médio Tejo.

CP – Mas para já parece que nada faz recuar a administração, não é verdade?

SP – Infelizmente sim. Mas felizmente a população tomarense tem aderido razoavelmente bem às assinaturas, onde inclusive existem cidadãos anónimos que têm contribuído para a recolha de assinaturas.

CP – Resta-nos aguardar, não é?

SP – Pois. Para já nada mais poderemos fazer, eles até começaram a transferir os doentes da medicina interna um dia antes do previsto, agora se foi manobra ou não por parte da administração para fugir à manifestação de dia 14, não sei.

CP – Então e tiveste conhecimento sobre as medidas de austeridade anunciadas por parte da autarquia tomarense?

SP – Não, mas são graves?

CP – Não! Repara, o presidente Carrão suspendeu a actual administração do SMAS e passou ele próprio, juntamente com os outros dois vereadores do PSD, Rosário Simões e José Perfeito, a assumirem tais funções, e repara bem: sem renumeração!

SP – Ena! Mas que grande novidade e que grande medida!

CP – Já se fala por aí, entre alguns da nossa comunidade, que brevemente o presidente Carrão irá suspender os jardineiros, coveiros e varredores da Câmara e passará ele também a desempenhar tais cargos, sem renumeração!

SP – Hummm… Dessa medida desconfio. Não estou a ver o nosso presidente a varrer, nem a abrir uma cova ou a regar uma flor, mas nos tempos que correm tudo é possível.

CP – Quac! E desta, sabes? Há um potencial investidor para Tomar. É austríaco e diz “Tomar podia ser uma cidade turística”.

SP – Quac! Quac! Mas os nossos governantes há muito que dizem que Tomar aposta fortemente no Turismo, mas muito sinceramente não se tem muito visto isso. Ora nem sequer a Câmara tem uma página no Facebook, algo que praticamente todos os municípios já têm, onde inclusive, aqui ao lado, Vila Nova da Barquinha tem, e muito bem dinamizada!

CP – Isso é que era! Mas eles não querem pois sabem que os comentários às suas mensagens provavelmente serão negativos. Quac!

SP – Que radical Costa! Também não era para tanto.

CP – Sabes que mais? Com este frio hoje ninguém atira pão. Vou até à ponte do Flecheiro ver como estão as coisas por lá e já volto.

SP – Vai lá vai. Eu vou recolher mais umas assinaturas ali para o Mouchão.

Publicado no Jornal "Cidade de Tomar" edição nº 4002 de 17 Fevereiro de 2012

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Grasnada de Rio (I)

O "Tomar, a Cidade" dá hoje início a uma nova rubrica que tem como objectivo abordar alguns casos quentes que acontecem ao longo da semana relativos à urbe tomarense, onde para isso conta com o apoio de dois ilustres patos tomarenses, Simões Pato (SP) e Costa Pato (CP), sempre atentos à actualidade nabantina.

Simões Pato e Costa Pato
SP – Camarada Costa, grandes acontecimentos se têm assistido na nossa pacata terriola. Mas estranho uma coisa, ora veja, primeiro foram os nossos conterrâneos humanos que se manifestaram contra a reorganização do CHMT e consequentes retiradas de valências do nosso hospital, depois foi a nossa vez de mostrar o nosso apoio, depois ainda a da comunidade dos pombos tomarenses, mas quanto à comunidade de peixes nabantinos têm estado muito silenciosos.

CP – Amigo Simões, eles têm andado um pouco em baixo, meio adoentados, mas parece que foi descoberta a causa. Apareceram toneladas de lixo tóxico à beira do Nabão, na antiga fábrica de Porto Cavaleiros, o Grupo Áqua, liderado por Américo Costa, sempre em defesa dos nossos interesses já denunciou o caso às autoridades competentes e até a TVI veio cá!

SP – Oh Diabo! Isso não é nada bom, nem para nós! Já agendaram alguma manifestação para a retirada desse lixo tóxico?

CP – Ainda não ouvi nada a respeito disso, mas sei que está já agendada uma manifestação em frente ao hospital de Tomar para dia 14 de Fevereiro às oito da manhã, há pessoas que querem fechar as portas do hospital para não deixarem levar camas e tudo!

SP – Isso é que era! Também era interessante que no dia cidade se fizesse algo, tal como disse o nosso vereador Luís Ferreira na reunião de câmara. Poderíamos vestir-nos todos de preto, colocar uma faixa preta no nosso fundador, Gualdim Pais e fazer uma vigilância pelas ruas da cidade de velas acesas.

CP – Oh Simões, também estás maluquinho? Não ouviste o que o nosso presidente Carrão disse? Não se devem misturar esses assuntos com comemorações tão simbólicas de Tomar.

SP – Ora porque não? Seria uma forma de comemoração diferente, mas que acredito que iria unir todos os tomarenses em defesa de uma causa, a sobrevivência do nosso concelho. Poderiam juntar-se as associações, os ranchos e bandas do nosso concelho na Praça da República, também eles unidos pela mesma causa, actuando solidariamente por todas as comunidades tomarenses.

CP – Não sei… Se vierem até aqui ao rio e nos atirarem uns pãezitos, também sou capaz de fazer uma vigília pelo rio Nabão abaixo e acima.

SP – Epá, já pareces os pombos tomarenses! Só com alguma coisa em troca mexes as patas e as asas!

CP – Hoje em dia tudo tem um valor. Tenho aprendido com os humanos e até me tenho saído bem. Ora repara, aquela primeira manifestação no sábado à noite em frente ao hospital, foi a única em que de facto compareceram muitos humanos, porque nas outras ficou muito aquém das expectativas. Se os autarcas tomarenses atirassem algo de interesse das janelas do edifício dos Paços do Concelho para a Praça, irias ver a afluência de população!

Publicado no jornal "Cidade de Tomar" edição nº 4001 de 10 Fevereiro de 2012

SP – Será que uns rebuçaditos chegariam?

CP – Sim, sim! Desde que oferecidos compareciam de certeza! Olha, está a chegar a senhora de chapéu com um saco de pão. Vou andando para tentar ficar na primeira fila. Quac! Quac!

SP – Quac! Mais devagar! Também quero! Quac!
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