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domingo, 1 de novembro de 2015

Avifauna de Tomar

Foto: Luís Ribeiro
A passagem do rio Nabão pelo centro da cidade e a existência de grandes manchas verdes (Mouchão, Jardim da Várzea Pequena e Mata Nacional dos Sete Montes principalmente) são razões importantes para um bom e interessante número de observações de aves.
Fora da cidade encontram-se também alguns locais de uma grande beleza onde a observação de aves é também a ter em conta. A Albufeira de Castelo do Bode, o Agroal, a Barragem do Carril, alguns açudes pelo leito do Nabão, entre muitos outros, é um exemplo disso.

Número total de espécies observadas até 31/10/2015: 123

Lista de aves observadas no concelho de Tomar

Abelharuco (Merops apiaster)
Açor (Accipiter gentilis)
Águia-calçada (Aquila pennata)
Águia-cobreira (Circaetus gallicus)
Alvéola-amarela (Motacilla flava)
Alvéola-branca (Motacilla alba)
Alvéola-cinzenta (Motacilla cinerea)
Andorinha-das-barreiras (Riparia riparia)
Andorinha-das-chaminés (Hirundo rustica)
Andorinha-das-rochas (Ptyonoprogne rupestris)
Andorinha-dáurica (Cecropis daurica)
Andorinha-dos-beirais (Delichon urbica)
Andorinhão-pálido (Apus pallidus)
Andorinhão-preto (Apus apus)
Bico-de-lacre (Estrilda astrild)
Bico-grossudo (Coccothraustes coccothraustes)
Borrelho-pequeno-de-coleira (Charadrius dubius)
Bútio-comum (Buteo búteo)
Carriça (Troglodytes troglodytes)
Cartaxo-comum (Saxicola rubicola)
Cartaxo-nortenho (Saxicola rubetra)
Caturra (Nymphicus hollandicus)
Cegonha-branca (Ciconia ciconia)
Chamariz (Serinus serinus)
Chapim-azul (Cyanistes caeruleus)
Chapim-carvoeiro (Periparus ater)
Chapim-de-poupa (Parus cristatus)
Chapim-rabilongo (Aegithalos caudatus)
Chapim-real (Parus major)
Chasco-cinzento (Oenanthe oenanthe)
Cia (Emberiza cia)
Codorniz (Coturnix coturnix)
Coruja-das-torres (Tyto alba)
Coruja-do-mato (Strix aluco)
Corvo-marinho-de-faces-brancas (Phalacrocorax carbo)
Cotovia-dos-bosques (Lullula arborea)
Dom-fafe (Pyrrhula pyrrhula)
Escrevedeira-de-garganta-preta (Emberiza cirlus)
Estorninho-malhado (Sturnus vulgaris)
Estorninho-preto (Sturnus unicolor)
Estrelinha-de-cabeça-listada (Regulus ignicapilla)
Estrelinha-de-poupa (Regulus regulus)
Faisão (Phasianus colchicus)
Falcão-peregrino (Falco peregrinus)
Felosa-bilistada (Phylloscopus inornatus)
Felosa-comum (Phylloscopus collybita)
Felosa-dos-juncos (Acrocephalus schoenobaenus)
Felosa-ibérica (Phylloscopus ibericus)
Felosa-musical (Phylloscopus trochilus)
Felosa-poliglota (Hippolais polyglotta)
Fuinha-dos-juncos (Cisticola juncidis)
Gaio (Garrulus glandarius)
Gaivota-de-asa-escura (Larus fuscus)
Gaivota-de-patas-amarelas (Larus michaellis)
Galinha-d’água (Gallinula chloropus)
Garça-boieira (Bubulcus ibis)
Garça-branca (Ardea alba)
Garça-branca-pequena (Egretta garzetta)
Garça-real (Ardea cinerea)
Gavião (Accipiter nisus)
Goraz (Nycticorax nycticorax)
Gralha-preta (Corvus corone)
Grifo-comum (Gyps fulvus)
Guarda-rios (Alcedo atthis)
Laverca (Alauda arvensis)
Lugre (Carduelis spinus)
Maçarico-bique-bique (Tringa ochropus)
Maçarico-das-rochas (Actitis hypoleucos)
Melro-azul (Monticola solitarius)
Melro-preto (Turdus merula)
Mergulhão-pequeno (Tachybaptus ruficollis)
Milhafre-preto (Milvus migrans)
Mocho-galego (Athene noctua)
Narceja (Gallinago gallinago)
Noitibó-cinzento (Caprimulgus europaeus)
Noitibó-de-nuca-vermelha (Caprimulgus ruficollis)
Ógea (Falco subbuteo)
Papa-amoras (Sylvia communis)
Papa-figos (Oriolus oriolus)
Papa-moscas-cinzento (Musciapa striata)
Papa-moscas-preto (Ficedula hypoleuca)
Pardal-comum (Passer domesticus)
Pardal-francês (Petronia petronia)
Pardal-montês (Passer montanus)
Pato-real (Anas platyrhynchos)
Pega-rabuda (Pica pica)
Peneireiro-cinzento (Elanus caeruleus)
Peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus)
Perdiz-comum (Alectoris rufa)
Pernilongo (Himantopus himantopus)
Petinha-das-árvores (Anthus trivialis)
Petinha-dos-prados (Anthus pratensis)
Picanço-real (Lanius meridionalis)
Pica-pau-malhado-grande (Dendrocopos major)
Pica-pau-galego (Dendrocopos minor)
Pica-pau-verde (Picus viridis)
Pintarroxo (Carduelis cannabina)
Pintassilgo (Carduelis carduelis)
Pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula)
Pombo-doméstico (Columba livia)
Pombo-torcaz (Columba palumbus)
Poupa (Upupa epops)
Rabirruivo-de-testa-branca (Phoenicurus phoenicurus)
Rabirruivo-preto (Phoenicurus ochruros)
Rola-brava (Streptopelia turtur)
Rola-turca (Streptopelia decaocto)
Rouxinol (Luscinia megarhynchos)
Rouxinol-bravo (Cettia cetti)
Rouxinol-pequeno-dos-caniços (Acrocephalus scirpaceus)
Tarambola-dourada (Pluvialis apricaria)
Tentilhão (Fringilla coelebs)
Tentilhão-montês (Fringilla montifringilla)
Torcicolo (Jynx torquilla)
Tordo-pinto (Turdus philomelos)
Tordo-ruivo (Turdus iliacus)
Tordoveia (Turdus viscivorus)
Toutinegra-das-figueiras (Sylvia borin)
Toutinegra-de-barrete-preto (Sylvia atricapilla)
Toutinegra-de-cabeça-preta (Sylvia melanocephala)
Trepadeira-azul (Sitta europaea)
Trepadeira-comum (Certhia brachydactyla)
Trigueirão (Miliaria calandra)
Verdilhão (Carduelis chloris)

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Fauna de Tomar

Rã-verde (Pelophylax perez)
Foto: Luís Ribeiro
partilhada no grupo
Tomar, pela sua localização, pelo seu ecossistema, e muitas outras razões, possui uma rica biodiversidade em todo o seu concelho.

Para quem gosta de animais e da "vida selvagem", foi criado muito recentemente um grupo sobre a Fauna de Tomar, onde todos podem participar, mas que terão que seguir algumas regras. Neste grupo, o principal intuito é dar a conhecer a beleza da vasta fauna tomarense e mais para a frente os seus hábitos. 

Para aceder ao grupo basta aceder a Fauna de Tomar e solicitar adesão.





O Esquilo vermelho em Tomar

Extinto em Portugal desde o século XVI, voltou a colonizar o norte do país a partir de populações espanholas. Foram tentadas algumas introduções no centro do país na década de 90, existindo actualmente uma população um pouco por todo o país, onde Tomar não é excepção e que tem vindo a aumentar e a distribuir-se por várias freguesias.

O Esquilo-vermelho (Sciurus vulgaris) já foi avistado na Mata dos Sete Montes (União de freguesias de Tomar), freguesia de Carregueiros, na União de Freguesias Serra/Junceira, União de freguesias de Madalena/Beselga e União de freguesias Além da Ribeira/Pedreira. Estes "encontros" com este pequeno mamífero que é o único roedor arborícola com hábitos diurnos na nossa fauna foram todos no decorrer do ano de 2015.

 Este esquilo possui uma agilidade incrível, que lhe permite dar grandes saltos nas copas das árvores, e a sua cauda felpuda torna-o inconfundível. Trata-se de um mamífero de pequeno porte, da ordem Rodentia e da família Sciuridae. O comprimento do corpo é de 18-24 cm e a cauda mede cerca de 17 cm. Os juvenis pesam 100-150 g, podendo os adultos atingir as 450 g.

Esta espécie tem uma dieta generalista, essencialmente baseada em matéria vegetal. Os seus alimentos preferidos são as sementes de coníferas e caducifólias. Quando estas escasseiam, consomem cogumelos e outros fungos, raízes e flores, insectos, minhocas e ovos retirados do ninho de aves. As cascas de certas árvores fornecem-lhes um suplemento de minerais. Têm o hábito de armazenar alimentos, escondendo-os em buracos nas árvores ou, mais frequentemente, enterrando-os no solo. Um sentido olfactivo desenvolvido permite-lhes recuperar posteriormente os alimentos, que conseguem detectar até 30 cm de profundidade.

A espécie está incluída no Anexo III da Convenção de Berna. Em Portugal tem o estatuto de Rara.


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