Artigo que relata as Festas de Tomar, na comemoração da conquista de Tomar por Gualdim Pais aos Sarracenos em 1190.
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quinta-feira, 17 de junho de 2010
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
HISTÓRIAS DE MADONNA
Pipas de Massa, Madonna - 2004Este livro foi o único ilustrado por um Português, de seu nome, Rui Paes.
Conta a história do homem mais rico e mais infeliz do mundo. Apesar dos castelos de Pipas serem enormes, de seus cavaleiros serem os mais rápidos, da sua comida ser a melhor, ele é melancólico e mal-humorado. Até que embarca numa fantástica aventura que o leva a descobrir o maior tesouro da vida.
Nesta aventura o Pipas será assaltado e acabará por perder tudo o que com ele trazia, aí, ele irá conhecer uma pessoa que o irá fazer perceber que o dinheiro todo do mundo nem sempre lhe traz a felicidade.
Durante toda a história deparam-se vários factos, os quais todos devem pensar sobre os mesmos, pois fala sobre o verdadeiro sentido da amizade.
Em Tomar, na Biblioteca, podem encontrar 3 destes 5 livros. "Rosas Inglesas" , "As Maçãs do Sr. Peabody" e este último, "Pipas de Massa".
Vão até lá e façam boas leituras.
Conta a história do homem mais rico e mais infeliz do mundo. Apesar dos castelos de Pipas serem enormes, de seus cavaleiros serem os mais rápidos, da sua comida ser a melhor, ele é melancólico e mal-humorado. Até que embarca numa fantástica aventura que o leva a descobrir o maior tesouro da vida.
Nesta aventura o Pipas será assaltado e acabará por perder tudo o que com ele trazia, aí, ele irá conhecer uma pessoa que o irá fazer perceber que o dinheiro todo do mundo nem sempre lhe traz a felicidade.
Durante toda a história deparam-se vários factos, os quais todos devem pensar sobre os mesmos, pois fala sobre o verdadeiro sentido da amizade.
Em Tomar, na Biblioteca, podem encontrar 3 destes 5 livros. "Rosas Inglesas" , "As Maçãs do Sr. Peabody" e este último, "Pipas de Massa".
Vão até lá e façam boas leituras.
domingo, 25 de janeiro de 2009
HISTÓRIAS DE MADONNA
As aventuras de Abdi, Madonna - 2004O livro apresenta a história de um menino a quem foi dado um grande desafio: entregar à rainha o colar mais precioso do mundo. No caminho, é assaltado no deserto, colocado numa masmorra e roubam-lhe o colar e colocam uma cobra no lugar deste. Mas não importa quais sejam os obstáculos que ele tenha que enfrentar, Abdi é guiado pelas palavras de seu mestre Eli: "Tudo o que vem é para o bem" e, assim, nunca abre mão da esperança. Abdi é preso quando a Realeza descobre a troca. Mas com a ajuda de um guarda que revela as coisas que não foram vistas, a rainha recebe o colar e os dois ladrões recebem a sua devida recompensa.
sábado, 24 de janeiro de 2009
HISTÓRIAS DE MADONNA
Yakov e os Sete Ladrões, Madonna - 2004"Uma história sobre como todos nós temos a habilidade de destrancar os portões do céu, não importa o quanto pensamos não merecer."
Uma narrativa sensível e delicada em que a bondade e o perdão são chaves-mestras que abrem as portas do céu, mesmo quando parecem inacessíveis para os desafortunados.
A história de Yakov acontece durante o século XVIII, na Europa Oriental, numa pequena cidade entre duas montanhas. Um humilde sapateiro, Yakov, desesperado com a doença do filho, recorre a um velho sábio que tem o dom de falar com os anjos. Para ajudá-lo, o sábio reúne os piores ladrões da cidade. Só eles seriam capazes de abrir o inviolável cadeado do céu e salvar o menino doente. O sábio prova que milagres podem ocorrer se renunciarmos aos nossos modos rígidos e adoptarmos boas acções.
Quando agimos contra a nossa natureza egoísta, fazemos com que milagres aconteçam nas nossas vidas e nas daqueles que estão à nossa volta.
Uma narrativa sensível e delicada em que a bondade e o perdão são chaves-mestras que abrem as portas do céu, mesmo quando parecem inacessíveis para os desafortunados.
A história de Yakov acontece durante o século XVIII, na Europa Oriental, numa pequena cidade entre duas montanhas. Um humilde sapateiro, Yakov, desesperado com a doença do filho, recorre a um velho sábio que tem o dom de falar com os anjos. Para ajudá-lo, o sábio reúne os piores ladrões da cidade. Só eles seriam capazes de abrir o inviolável cadeado do céu e salvar o menino doente. O sábio prova que milagres podem ocorrer se renunciarmos aos nossos modos rígidos e adoptarmos boas acções.
Quando agimos contra a nossa natureza egoísta, fazemos com que milagres aconteçam nas nossas vidas e nas daqueles que estão à nossa volta.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
HISTÓRIAS DE MADONNA
As maçãs do Sr. Peabody, Madonna - 2003"Uma história sobre o poder das palavras e a importância dos professores."
A história “As Maçãs do Sr. Peabody” remonta-nos ao ano de 1949, em Happville, EUA. Sr. Peabody é um amável professor e técnico de basebol e que um dia se encontra condenado ao ostracismo, quando alguns rumores se espalham naquela pequena cidade. O Sr. Peabody é vítima de uma falsa acusação de um dos seus alunos, que o denigre perante toda a comunidade. Contudo, Sr. Peabody silencia a bisbilhotice com uma inesquecível e comovente lição sobre como devemos ter cautela com o que dizemos para não ferirmos aos outros.
Madonna dedicou o livro a todos os professores. Ao mesmo tempo, é uma história de pessoas comuns, com que qualquer leitor poderá se identificar. E a mensagem para as crianças é clara: conhecer o poder das palavras, saber o quanto elas podem ser enganosas, se mal usadas.
HISTÓRIAS DE MADONNA
Rosas Inglesas - Livro de Madonna editado em 2003


Alguma vez ouviu falar de Rosas Inglesas? Bem, isto é o que elas não são: Uma caixa de chocolates. Uma equipa de Futebol. Flores que crescem no jardim.
Assim começa este conto cheio de cores, bonitas ilustrações e uma grande lição.
Os leitores são chamados a pensar sobre os pontos frágeis da natureza humana, como a inveja ou o julgamento antecipado.
As Rosas Inglesas em questão, são 4 raparigas da Inglaterra contemporânea, Nicole, Amy, Charlotte e Grace, que se afastam de uma colega de escola - Binah porque em segredo invejam sua beleza e presumem que ela seja convencida. Só que no decorrer da história, e graças ao empurrão de uma fada-madrinha, elas acabam por descobrir que há mais por detrás das aparências. As amigas percebem que a vida de Binah não é tão fácil como parecia.
As Rosas Inglesas mostram a importância da compaixão e da retribuição de uma amizade.
Assim começa este conto cheio de cores, bonitas ilustrações e uma grande lição.
Os leitores são chamados a pensar sobre os pontos frágeis da natureza humana, como a inveja ou o julgamento antecipado.
As Rosas Inglesas em questão, são 4 raparigas da Inglaterra contemporânea, Nicole, Amy, Charlotte e Grace, que se afastam de uma colega de escola - Binah porque em segredo invejam sua beleza e presumem que ela seja convencida. Só que no decorrer da história, e graças ao empurrão de uma fada-madrinha, elas acabam por descobrir que há mais por detrás das aparências. As amigas percebem que a vida de Binah não é tão fácil como parecia.
As Rosas Inglesas mostram a importância da compaixão e da retribuição de uma amizade.
HISTÓRIAS DA MADONNA
Madonna é cantora, compositora, dançarina, produtora musical, cinematográfica e escritora. Madonna adquiriu muitos prémios ao longo da sua carreira, sendo uma das cantoras mais premiadas no mundo da música. Madonna também é conhecida pelas polémicas que causa ao misturar temas políticos, sexuais e religiosos à sua obra.Mas sem medo do desconhecido, Madonna explorou e fez sucesso novamente, neste caso na área da escritura, em livros infantis, editando o seu primeiro livro em Setembro de 2003, fazendo imenso sucesso, todos eles dirigidos a leitores a partir dos 6 anos e onde todos os lucros revertem a favor de associações de apoio à criança.
Todos os livros de Madonna têm uma lição muito importante para as crianças (e não só). Madonna entrou num terreno desconhecido, usando a sua coragem, para nos ensinar mais uma vez que para vencer, é preciso arriscar. Ela arriscou e acertou.
Irei dar a conhecer um pouco sobre estes cinco livros de Madonna, pois penso que nem todos tenham conhecimento da versatilidade de Madonna, onde ela descobre o seu lado “materno”.
sábado, 20 de dezembro de 2008
CONTOS DE NATAL
Devido à indisponibilidade da Lena para nos contar contos e histórias, fica uma página onde contém os mais diversificados Contos de Natal e na qual está a história "O Suave Milagre" de Eça de Queirós.
Para quem gosta de poesia (como eu), eis um poema de Fernando Pessoa, intitulado "Chove.É dia de Natal"
Para quem gosta de poesia (como eu), eis um poema de Fernando Pessoa, intitulado "Chove.É dia de Natal"
"Chove. É dia de Natal.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz faz mal,
E o frio que ainda é pior.
E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.
Pois apesar de ser esse
O Nata da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho o frio e Natal não.
Deixo sentir a quem a quadra
E o Natal a quem o fez,Pois se escrevo ainda outra quadra
Fico gelado dos pés."
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
SÉRIES DE ANIMAÇÃO DA MINHA INFÂNCIA
Quem não se lembra do Beel e Sebastião, Marco, Tom Sawer, Picapau, Heidi, entre muitos outros.Foram muitas as horas a assistir a muitas destas séries, e agora, passado alguns anos, ao recordá-las, senti-me de novo uma criança. Uma criança sem preocupações, em que tinha todo o futuro pela minha frente. Não é que agora não o tenha, mas existem preocupações e outras responsabilidades, que quando criança não se tem.
Passe pelo "Momento Mágico" e recorde como era bom ser criança.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
O PRINCIPEZINHO
Considerado um dos grandes clássicos da literatura infantil, esta história foi traduzida em muitas línguas, é lida por milhares de pessoas pequenas e grandes, mas na minha opinião penso que deveria ser lido por todas as pessoas grandes, pois as crianças não precisam que lhes ensinem a ser crianças, mas já os adultos são poucos os que se lembram que já foram crianças.Esta história revela-nos um valor muito importante e muito simples: que as coisas mais importantes são muitas vezes invisíveis para os olhos – só com o coração é que podemos vê-las!
Breve resumo da história
Esta é a história do menino que vivia num asteróide em miniatura e a sua linda rosa vermelha.
Um dia resolveu viajar e visitou vários planetas onde conheceu: um rei, um bêbado, um homem de negócios, um geógrafo, um acendedor e um vaidoso. O último a visitar foi a Terra onde encontrou um grande amigo e aprendeu o significado de “cativar” com uma raposa. Depois da visita à Terra, o Principezinho volta ao seu asteróide, mas para trás deixou uma raposa e um piloto cativados. O próprio Principezinho também se cativou com estas duas personagens.
Continua...
O PRICIPEZINHO
Pequeno excerto
(…)
Andando, o Principezinho encontrou um jardim cheio de rosas. Contemplou-as... Eram todas iguais à sua flor.
E deitado na relva, ele chorou...
...E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o Principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? Perguntou o Principezinho. Tu és muito bonita...
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o Principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o Principezinho.
- Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."
- Criar laços?
- Exactamente, disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um menino igual a cem mil outros meninos. E eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativares, nós precisamos um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo... Se tu me cativares, a minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos fazem-me entrar debaixo da terra. O teu chamará-me-á para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... Cativa-me! Disse ela.
- Bem quisera, disse o Principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- Nós só conhecemos bem as coisas que cativámos, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm amigos. Se queres um amigo, cativa-me!
- O que é preciso fazer? Perguntou o Principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Sentas-te primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu olhar-te-ei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
No dia seguinte o Principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. E quanto mais perto for da hora, mais feliz me sentirei. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca saberei a que horas é que hei-de começar a arranjar o meu coração, a vesti-lo, a colocá-lo bonito... São precisos rituais.
- Que é um ritual? Perguntou o Principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. (...)
Assim o Principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ai! – Exclamou a raposa – Ai que me vou pôr a chorar...
- A culpa é tua, disse o Principezinho. Eu não te queria fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Pois quis.
- Mas agora vais-te pôr a chorar!
- Pois vou
- Então não ganhaste nada com isso!
- Ai isso é que ganhei! Disse a raposa. Por causa da cor do trigo… Anda, vai ver outra vez as rosas. Vais perceber que a tua é única no mundo. Quando vieres ter comigo, dou-te um presente de despedida: conto-te um segredo. (...)
- Adeus...
- Adeus, disse a raposa. Vou-te contar o tal segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos...
O essencial é invisível para os olhos – repetiu o Principezinho, para nunca mais se esquecer.
- Foi o tempo que tu perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... Repetiu o Principezinho, para nunca mais se esquecer.
- Os homens já se esqueceram desta verdade, disse a raposa. Mas tu não te deves esquecer dela. Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que cativas. Tu és responsável pela tua rosa...
(…)
Andando, o Principezinho encontrou um jardim cheio de rosas. Contemplou-as... Eram todas iguais à sua flor.
E deitado na relva, ele chorou...
...E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o Principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? Perguntou o Principezinho. Tu és muito bonita...
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o Principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o Principezinho.
- Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."
- Criar laços?
- Exactamente, disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um menino igual a cem mil outros meninos. E eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativares, nós precisamos um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo... Se tu me cativares, a minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos fazem-me entrar debaixo da terra. O teu chamará-me-á para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... Cativa-me! Disse ela.
- Bem quisera, disse o Principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- Nós só conhecemos bem as coisas que cativámos, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm amigos. Se queres um amigo, cativa-me!
- O que é preciso fazer? Perguntou o Principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Sentas-te primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu olhar-te-ei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
No dia seguinte o Principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. E quanto mais perto for da hora, mais feliz me sentirei. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca saberei a que horas é que hei-de começar a arranjar o meu coração, a vesti-lo, a colocá-lo bonito... São precisos rituais.
- Que é um ritual? Perguntou o Principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. (...)
Assim o Principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ai! – Exclamou a raposa – Ai que me vou pôr a chorar...
- A culpa é tua, disse o Principezinho. Eu não te queria fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Pois quis.
- Mas agora vais-te pôr a chorar!
- Pois vou
- Então não ganhaste nada com isso!
- Ai isso é que ganhei! Disse a raposa. Por causa da cor do trigo… Anda, vai ver outra vez as rosas. Vais perceber que a tua é única no mundo. Quando vieres ter comigo, dou-te um presente de despedida: conto-te um segredo. (...)
- Adeus...
- Adeus, disse a raposa. Vou-te contar o tal segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos...
O essencial é invisível para os olhos – repetiu o Principezinho, para nunca mais se esquecer.
- Foi o tempo que tu perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... Repetiu o Principezinho, para nunca mais se esquecer.
- Os homens já se esqueceram desta verdade, disse a raposa. Mas tu não te deves esquecer dela. Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que cativas. Tu és responsável pela tua rosa...
sábado, 6 de dezembro de 2008
A IMPORTÂNCIA DE CONTAR HISTÓRIAS
As histórias infantis contribuem para que a criança compreenda o que se passa à sua volta, permitindo, assim, a construção do real, através das histórias a criança forma o gosto pela leitura, enriquece o seu vocabulário, amplia o mundo de ideias e conhecimentos desenvolvendo a linguagem e o pensamento, estimulam a atenção, a memória e estimulam o imaginário da criança.
Na minha opinião todas as histórias, ou fábulas devem transmitir um valor às crianças, tentando dar a compreender a estas a importância desse valor.
Penso que infelizmente com a falta de tempo, cada vez mais os pais perdem a vontade e desperdiçam a oportunidade de poder contar uma história ao seu filho diariamente, pois poucas são as crianças que podem dizer que os pais lhe contam histórias quando estas estão para adormecer.
Portanto acho que nunca nos devemos esquecer: "O acto de imaginação é um acto mágico. É um sortilégio destinado a fazer surgir o objecto em que se pensa, a coisa que se deseja, de forma a dela se apossar."
Jean Paul Sartre
Na minha opinião todas as histórias, ou fábulas devem transmitir um valor às crianças, tentando dar a compreender a estas a importância desse valor.
Penso que infelizmente com a falta de tempo, cada vez mais os pais perdem a vontade e desperdiçam a oportunidade de poder contar uma história ao seu filho diariamente, pois poucas são as crianças que podem dizer que os pais lhe contam histórias quando estas estão para adormecer.
Portanto acho que nunca nos devemos esquecer: "O acto de imaginação é um acto mágico. É um sortilégio destinado a fazer surgir o objecto em que se pensa, a coisa que se deseja, de forma a dela se apossar."
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