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sábado, 6 de dezembro de 2014

Tomar - 1934

Quem se recorda da Várzea Grande em Tomar antes da construção do Edifício do Tribunal? Recorda-se? Então delicie-se com esta imagem histórica que marcou uma época.

Através dos Bombeiros de Tomar a cidade ganhou mais importância e viu esse empenho reconhecido com a realização do IV Congresso dos Bombeiros Portugueses na urbe nabantina, a 27 de Julho de 1934.


Parada de Bombeiros na Várzea Grande Tomar, 1934 
 s/d – Colecção Antiga do Município 
 Arquivo Fotográfico Silva Magalhães

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Bombeiros Municipais de Tomar - Breve História (V)

A 3 de Outubro de 1971, foi inaugurado o actual quartel localizado na rua de Santa Iria. O Terreno foi cedido pelo Sr. Alfredo Fernandes e a construção deve-se, em particular, a dois construtores civis de Tomar, Manuel Ribeiro e Fernando Graça. No actual quartel está também instalado um moderno Centro de Coordenação Operacional Distrital, bem como sediados os serviços da inspecção distrital de Bombeiros de Santarém.
No início da década de 80 por iniciativa do jornal “Cidade de Tomar” e de J. Gonçalves Venâncio, efectuou-se uma homenagem aos bombeiros através de uma subscrição pública, à qual aderiram centenas de tomarenses. Consistiu na colocação em frente do quartel duma Estátua ao Bombeiro da autoria do Mestre Gustavo Teles de Faria. A estátua representa um Bombeiro na atitude de entregar uma criança salva num sinistro, usando o mesmo, um uniforme de “luta” onde se inclui um capacete com viseira.
Em 2002 o Corpo de Bombeiros (Tomar, 2002) contava com um total de 87 homens distribuídos por 4 secções, um Núcleo de Mergulho e um Grupo de Dadores de Sangue.


Bombeiros Municipais de Tomar - Breve História (IV)

Estes elementos foram instruídos por Amadeu Vieira da Silva, chefe da secção dos Bombeiros Municipais do Porto e tiveram o seu baptismo de fogo num incêndio que deflagrou nuns edifícios situados num gaveto da rua de S. João.
Em 14 de Abril de 1924, a Câmara exarou em acta, por proposta do vereador Gonçalves Ribeiro, um voto de louvor e agradecimento a D. Emília Neves Torres Pinheiro e Felicidade Gomes Madureira, pela iniciativa que tomaram de promover uma subscrição para angariar donativos para a compra duma bandeira para o Corpo de Bombeiros Municipais.
Só passados sete anos, mais precisamente em 1929, é que a Câmara Municipal, então sob a presidência de Luís António Aparício, adquire duas moto-bombas Magirus, uma Danumbia e outra Liliput, uma maca rodada e outro material, onde se incluíam umas escadas italianas, acabando com algumas dificuldades então existentes, que passava por puxar os carros de incêndio pelas ruelas de empedrado irregular.
A importância de Tomar, levou a que em 27 de Julho de 1934, se realizasse nesta cidade o IV Congresso dos Bombeiros Portugueses, estando nessa altura, Manuel de Jesus Ferreira, À frente dos destinos da autarquia. Também nesse ano foi adquirido o primeiro Auto Pronto-Socorro. Só passados dez anos se adquiriu uma outra viatura, esta por subscrição pública, que foi transformada em ambulância.
A Câmara, de 1956 a 1957, sob a presidência de Fernando Marques de Oliveira, adquiriu uma viatura Jeep e um Pronto-socorro. De 1960 a 1971, estando o Dr. Aurélio Ribeiro como presidente de autarquia foram adquiridas diversas viaturas para fazer face ao aumento da sinistralidade; um Pronto-socorro, um carro nevoeiro e uma Ambulância comparticipada pelos Serviços de Assistência. Em 1970, a Fundação Calouste Gulbenkian ofereceu uma ambulância e foi adquirido um Land-Rover, que foi comparticipado pelo Conselho Nacional Dos Serviços de Incêndios.
Relativamente às instalações, só em Janeiro de 1932 é que o quartel, situado nas traseiras da Câmara Municipal, foi transferido para a rua Sacadura Cabral, junto à Várzea Pequena. Em Julho de 1934 o quartel mudou para a então rua da Graça, hoje, hoje AV. Cândido Madureira e onde se situa o actual edifício da Misericórdia.

As diversas instalações dos Bombeiros de Tomar

Bombeiros Municipais de Tomar - Breve História (III)

Em 1902, na sessão de 30 de Maio, o vereador Silvério, afirmando que ficava por aplicar a verba destinada à “Procissão do Corpo de Deus”, que esse ano se tinha realizado e carecendo-se de novo material para o Serviço de Incêndios e de alguns reparos no existente, propunha que para isso fosse transferida aquela verba para aqueles serviços, o que foi aprovado. Só em 30 de Abril de 1917 se voltou a sentir a necessidade de um corpo de Bombeiros, com a criação de uma Corporação de Bombeiros Voluntários, que solicitou uma sede e diverso material. A autarquia resolveu colocar à sua disposição, após a sua organização, todo o material de incêndios que possuía, casa, fardamentos, além de efectuar um seguro. Passados dois anos, os vereadores Pereira e Raimundo propuseram que fosse criada uma Corporação de Bombeiros, um indício que a anterior tentativa não tinha vingado. Em 1920, o então Presidente da Comissão Executiva propôs a aquisição duma bomba de incêndios, uma escada Magirus e mangueiras, que foi apoiada por unanimidade.
No ano de 1921, foi então apresentado pelo Vereador Gonçalves Ribeiro, o regulamento do Corpo de Salvação Pública, o qual foi estudado e aprovado na sessão de 7 de Dezembro, devendo ser submetido à apreciação da Câmara Municipal, o que ocorreu em 24 de Fevereiro de 1922.
O material existente era na sua maioria antigo.


Consistia em três bombas manuais, uma do tipo Flaut de 1865, uma outra francesa, do tipo Jardim de 1850, ambas com mais de 50 anos, salvando-se uma bomba de caldeira manual de 1921, tipo Guilherme Gomes Fernando, um grande bombeiro português, que conquistou em Paris, no ano de 1900, o primeiro prémio internacional de bombeiros. Para terminar o inventário de material, contavam-se ainda dois carros para transporte de material, um deles com escadas portuenses. Estes carros eram de tracção humana de forma a não perder tempo a aparelhar animais, em caso de incêndio, cujo alarme estava instalado na torre sineira da Igreja de S. João e que alertava os dezoito abnegados bombeiros, fundadores do corpo, em caso de sinistro.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Bombeiros Municipais de Tomar - Breve História (II)

Em 10 de Janeiro de 1843, ventilando-se a questão das Posturas e Regulamentos para o estabelecimento de uma bomba e Companhia de Socorros para acudir aos incêndios, a autarquia deliberou, tendo em consideração que a Companhia de Seguros Fidelidade tinha na vila muitos prédios seguros e de boa monta, que a mesma fosse convidada a colaborar para esta providência. Em Fevereiro, a referida Companhia declarou-se disposta a colaborar desde que outras também colaborassem, tendo então a autarquia oficiado também a Companhia de Seguros Bonança e Lezírias. Em 1858, foi então ponderada a aquisição de duas bombas para acudir a incêndios com a comparticipação das Companhias já citadas, ficando as bombas sob a inspecção e guarda da Câmara.
No ano de 1880 aparece a primeira referência expressa ao pelouro das “Obras Públicas e Incêndios”, a cargo de António Augusto Macedo.

Bombeiros Municipais de Tomar - Breve História (I)

A 28 de Janeiro de 1923 a Câmara Municipal de Tomar, sob a presidência de João Torres Pinheiro, após o trabalho desenvolvido pelo vereador do pelouro dos Incêndios, José Gonçalves Ribeiro, criou o Corpo de Salvação Pública. O Regulamento foi aprovado em Sessão de Câmara em 24 de Fevereiro de 1922.
Para colmatar a inexistência de um local adequado para quartel, foram adaptadas as traseiras do edifício dos Paços do Concelho, onde se localiza a Câmara Municipal de Tomar.

Recorda-se que em 1842, a rainha D. Maria, após um enorme fogo que ocorreu na vizinha cidade de Torres Novas, ordenou que todas as câmaras tomassem providências para o combate aos incêndios. A Câmara de Tomar tomando conhecimento dessa portaria real, solicitou à sua congénere de Lamego esclarecimentos sobre o modo como se encontrava constituída naquela cidade a Companhia de Socorros de Incêndios.


Primeiros Bombeiros de Tomar

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

COMEMORAÇÃO DOS 87 ANOS DA CORPORAÇÃO DOS BOMBEIROS DE TOMAR


Hoje, Quarta-Feira, 28 de Janeiro, comemora-se o 87º aniversário da Corporação dos Bombeiros de Tomar. A cerimónia comemorativa desta Corporação será em Fevereiro, à qual, brevemente será feita uma referência.
Também hoje, e, em relação aos Bombeiros de Tomar e às recentes agressões aos mesmos, Ivo Santos, em declarações à Rádio Cidade de Tomar, deu a conhecer uma proposta, a ser apresentada em reunião, em defesa dos mesmos.
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