quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

As mentiras continuam

Tomar - Capital Europeia da Treta
e seus dinamizadores
Ao longo das duas últimas décadas os tomarenses têm vindo a ser alvo de promessas e melhorias para o concelho, mas que não passam de mentiras por parte dos eleitos por nós. Campos de golfe, docas, fóruns, Capital Europeia da Cultura 2012, etc, etc… Mas o que temos vindo a assistir sistematicamente é à destruição rápida e massiva do concelho de Tomar.

Na ordem da actualidade, está o hospital de Tomar, inserido do CHMT. Três manifestações se realizaram, duas em frente ao hospital e outra em frente aos Paços do Concelho. Estive presente em duas, na de sábado, dia 14 em frente ao hospital (que uniu mais número de munícipes) e na de segunda, dia 16 em frente aos Paços do Concelho. Assisti ainda à parte final da reunião dos líderes municipais (a primeira vez que tal aconteceu), agendada de urgência, face às medidas anunciadas para o CHMT. No final da reunião houve consenso entre os autarcas dando alguma esperança aos tomarenses, mas no dia seguinte, os administradores do CHMT, que se reuniram com todos os trabalhadores, deram uma conferência de imprensa, afirmaram ter tido duas reuniões com as autarquias envolvidas e que estas entenderam as alterações a implementar e que não compreendem agora a atitude da autarquia tomarense. Pois bem. Eu entendo. Carlos Carrão, Presidente de Câmara em funções, conhecedor desta reestruturação, apenas concordou com as medidas que exigiam a suspensão imediata do processo da chamada reestruturação do Centro Hospitalar do Médio Tejo porque foi pressionado pelos vereadores da oposição e munícipes tomarenses. Para o presidente, o caso encontrava-se encerrado, ocultando e mentindo descaradamente ao Povo que elegeu o seu partido para governar Tomar.

Como tomarense, sinto uma tristeza profunda por ver a minha Terra cada vez mais no fundo. Esta é uma responsabilidade de todos nós, é certo, mas também é de quem elegemos para nos liderar, defender e proteger nos últimos anos, que para além de nos virem a mentir descaradamente e constantemente, vêm a destruir e a afundar cada vez mais Tomar. Nós, tomarenses, merecíamos muito mais por parte daqueles em quem confiámos no acto eleitoral.

Publicado no jornal "Cidade de Tomar" edição nº 3998 de 20 Janeiro 2012

Recolha de alimentos e outros bens a reverter para a APAT

No fim de semana 28 e 29 de Janeiro, durante todo o dia, vai decorrer uma recolha de alimentos e outros bens no Intermarché de Tomar a reverter para a APAT (Associação Protectora dos Animais de Tomar).

O objectivo é angariar comida e outros mantimentos que sejam necessários para em seguida entregar na Associação Protectora dos Animais em Tomar (situada no Flecheiro) assim como no canil.

Abaixo, fica a lista do que pode doar:
- ração para adulto (cão e gato) e cachorro
- latas de comer
- arroz
- tigelas para o comer
- mantas
- algodão, álcool, betadine, pomadas bepanthen e halibut, água oxigenada
- pó, spray, pipetas para pulgas e carraças
- comprimidos para desparasitar
- shampoo para cão
- areia para gato
- produtos de limpeza (lixívia)

Obras na envolvente ao Convento de Cristo retomam em Fevereiro

Segundo o jornal "O Mirante" as obras de requalificação urbanística da envolvente ao Convento de Cristo, em Tomar, paradas há dois meses devido ao facto do empreiteiro, a empresa Aurélio Martins Sobreiro & Filhos, S.A. ter pedido a insolvência, num processo que corre no Tribunal de Viana do Castelo, deverão ser retomadas em Fevereiro. A intervenção vai prosseguir já sob a alçada de um consórcio constituído pelas firmas Construções JJR e Filhos, S.A., Tecnorém, Engenharia e Construções, S.A. e Cunha Bastos Sociedade de Construções Eléctricas, Civis e Obras Públicas. A obra foi adjudicada em 21 Outubro de 2010 por cerca de 2 milhões e 225 mil euros, estando prevista a sua conclusão para Janeiro deste ano.

O cenário foi confirmado pelo presidente da Câmara de Tomar, Carlos Carrão (PSD), referindo que foi o próprio empreiteiro que propôs esta transferência de responsabilidades à autarquia. “Só não resolvemos a questão antes porque pretendiam que a câmara assumisse a obra e libertasse as garantias bancárias da parte que já tinha sido construída, condição com a qual não concordámos. Quem assegurar a obra, terá que assumir os trabalhos desde o seu início”, explicou o autarca, assegurando que o impasse ficou resolvido e que os trabalhos deverão ser retomados no próximo mês.
O autarca assegurou ainda que o município não vai sofrer qualquer penalização pelo facto de não ter terminado a obra, comparticipada por fundos europeus do QREN - Quadro de Referência Estratégico Nacional, dentro dos prazos estipulados.

Secretariado Distrital do Partido Socialista exige suspensão do processo

«O Conselho de Administração do CHMT-Centro Hospitalar do Médio Tejo decidiu promover a transferência das valências de Medicina Interna e Ortopedia do Hospital de Tomar para as outras unidades do CHMT e avançar com alterações no Serviço de Cirurgia, de tal modo pensadas, que irão impedir os médicos de poder acompanhar os seus pacientes num pós-operatório. Esta decisão entra em vigor a partir de 7 de Fevereiro.

Não foi garantido pelo Conselho de Administração, a manutenção dos postos de trabalho dos cerca de 46 trabalhadores que prestam serviço nas valências ora transferidas.

Esta decisão foi anunciada sem qualquer justificação aparente nem foram indicados os critérios técnicos que conduziram a tal.

Esta decisão foi igualmente anunciada sem que tenha havido o cuidado e a atenção de ouvir as Autarquias cujos habitantes vão ser vítimas deste processo.

É contra esta cultura da prepotência, do quero posso e mando, que nos insurgimos.

Esta forma de actuar, de costas viradas para o povo e para os seus legítimos representantes, merece o nosso mais veemente repúdio.

Esta cultura do silêncio e da ausência de explicações credíveis permite e sustenta um clima de suspeição que nos conduz inevitavelmente a questionar o que querem fazer do Hospital de Tomar e a quem apetecem a suas instalações. Será que o seu destino está traçado e uma clínica privada nascerá das suas cinzas? Se esta for a intenção de "quem manda", a nossa mais forte oposição está desde já decidida.

O PS reconhece que as organizações podem e devem ser reformadas, melhoradas e tornadas mais eficientes, mas o PS não aceita que tal se faça sem diálogo, sem bom senso, sem a atitude democrática própria de um estado de direito.

Assim, torna-se necessária e do mas elementar bom senso a suspensão imediata da decisão do CA do Centro Hospitalar do Médio Tejo, ao mesmo tempo que se apela ao mesmo Conselho de Administração que tome a iniciativa de reunir com a Junta da Comunidade Inter-Municipal do Médio Tejo e com todos os Presidentes de Câmara que dela fazem parte, uma vez que o que está verdadeiramente em causa é a reorganização dos Serviços de saúde do Médio Tejo e da qualidade de vida da sua população».

Através Rádio Hertz

Concelhia do Partido Social Democrata de Tomar quer contactar Ministro da Saúde

«A comissão politica do PSD de Tomar, no seguimento das ações manifestadas e dos comunicados de repúdio à reestruturação prevista e entretanto confirmadas pela administração CHMT na conferência de impressa de 17-01-2012, informa que mantem a posição entretanto manifestada de apoio aos interesses do concelho de Tomar e de manutenção das valências existentes, tendo em vista serviços de saúde de acordo com as necessidades do concelho, num sistema de proximidade e qualidade.

Reconhecemos que a gestão dos últimos anos foi desastrosa e que encaminhou a gestão do CHMT para uma situação extremamente gravosa que é necessário corrigir de imediato, no entanto, essa ação deve ser aferida e estruturada tendo em atenção as opiniões dos autarcas, instituições e população de TOMAR.

Sendo certo que a Administração do CHMT não mostrou qualquer sensibilidade ou flexibilidade para a suspensão da conferência de imprensa, de forma a ser possível uma discussão aberta e esclarecedora com as instituições do concelho de Tomar, em especial a Câmara Municipal de Tomar e forças políticas representadas na Assembleia Municipal de Tomar, espera-se que o Ministério da Saúde inverta essa ação e permita uma reestruturação justa, que não prejudique a população e utentes do concelho de Tomar e concelhos vizinhos.

Assim, iremos contactar de imediato o Ministério da Saúde, tendo em vista a suspensão urgente das medidas anunciadas e que em simultâneo, permita o desenvolvimento de um novo plano, que potencie uma reestruturação equilibrada, que corrija os défices dos últimos anos e defenda os interesses do concelho de Tomar, em termos dos serviços de saúde».

Através Rádio Hertz

Embalagens individuais de açúcar na Comissão Parlamentar de Saúde

A petição que "pretende que as embalagens individuais de açúcar passem a conter um máximo de seis gramas" inaugura hoje a ordem de trabalhos da Comissão Parlamentar de Saúde. A iniciativa destes quatro alunos de licenciatura em Gestão e Concepção de Políticas Hospitalares do Instituto Politécnico de Tomar, que reuniram 145 assinaturas, não obriga a que seja discutida em plenário (algo que só acontece acima das quatro mil assinaturas), mas "levantou o debate", diz o deputado socialista Manuel Pizarro, que foi incumbido de ser o relator desta petição.

O que os peticionantes pedem é que seja alterado um decreto-lei de 2003, introduzindo um limite máximo de seis gramas para os pacotes de açúcar, como "forma de combater alguns problemas de saúde, nomeadamente, a diabetes, a obesidade, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, cujos tratamentos têm um peso significativo para a saúde".

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Wireless em Tomar

Poderia até ser uma realidade, mas não o é. A placa na imagem é no lugar de Memória, uma aldeia localizada no concelho de Leiria a cerca de 23 quilómetros da urbe, pois como todos temos conhecimento, Tomar nem no seu centro tem.

Na campanha eleitoral para as eleições autárquicas de 2009, foi proferida uma promessa de um dos candidatos à Câmara o planeamento de colocação de uma rede de Wireless, mas infelizmente não passou da campanha, nem foi este o candidato eleito.
Já que falamos no candidato eleito em 2009, por vezes parece viver um pouco nos meados do Séc. XX, estagnado no tempo, não é dado a progresso e inovação, como tal, uma rede nalguns pontos de Tomar nem sequer é tema abordado em quaisquer reuniões autárquicas.

Talvez seja por Tomar ser uma cidade velha, ultrapassada, e que actualmente, apenas existem duas opções para aqueles que realmente gostariam de ver Tomar novamente na vanguarda da inovação, sempre aliada aos seus antepassados e à sua cultura. Essas opções passam por “abandonar” Tomar, rumo a uma melhor qualidade de vida, ou então ficarem por cá lutando na tentativa de mudar o “mal” deste concelho, que diga-se ser imenso.

Obviamente que Tomar não necessita apenas de uma rede de Wireless, esta carência é apenas uma simples gota de água no Oceano, mas certamente ajudaria a captar mais pessoas a certas zonas da cidade e até fora dela.

Galeria Templários no caminho da sustentabilidade

O Posto de Informação Turística da Delegação de Tomar do Turismo de Lisboa e Vale do Tejo teve ao longo dos últimos dois anos um acentuado acréscimo no número de visitantes e nas receitas da Galeria Templários.
Como se pode ver através da tabela abaixo, o número de visitantes ao longo dos últimos seis anos quase que quintuplicou.
O volume de vendas dos produtos regionais e temáticos da Galeria Templários (criada no último trimestre de 2009) também não tem parado de crescer. Comparando 2011 com 2010, verificamos que as vendas mais do que duplicaram.


No que respeita à origem dos visitantes, temos claramente um Top 6.
• Portugueses (6308 – 40%)
• Franceses (1944 – 12%)
• Espanhóis (1612 – 10%)
• Ingleses (1067 – 7%)
• Italianos (761 – 5%)
• Holandeses (708 – 4%).

Quanto aos produtos mais vendidos, a Galeria Templários tem um TOP 3:
• Livros temáticos (Templários e Gastronomia)
• Vinhos regionais
• Fado e música tradicional portuguesa

Reestruturação Centro Hospitalar Médio Tejo

O presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) apresentou esta manhã, na unidade de Torres Novas, o plano de reorganização das unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas. Recusando falar em perdas e ganhos ou em hospitais desta ou daquela cidade, Joaquim Esperancinha, apresentou este plano como fundamental para o início da recuperação do défice acumulado de 160 milhões de euros. Joaquim Esperancinha revelou que o CHMT está em falência técnica.
Nas alterações apresentadas e que vão avançar já em Janeiro e Fevereiro conta-se a concentração do serviço de Otorrinolaringologia em Tomar, a Pediatria em Torres Novas e a Ortopedia em Abrantes. Por outro lado o bloco operatório de Torres Novas fecha, passando 80% das cirurgias programadas para a unidade de Tomar. Neste contexto o bloco operatório da maternidade de Abrantes vai ser reactivado.
Quanto à urgência, as unidades de Tomar e Torres Novas ficam com serviço de urgência básica com viaturas SIV, ambulâncias pré-hospitalares. A urgência diferenciada e unidade de cuidados intensivos ficará em Abrantes.
O CHMT deverá ser encarado como um hospital com três unidades “com corredores de 30 quilómetros em vez de 30 metros”.
Já Paulo Vasco, director clínico do CHMT revelou que com esta reorganização os utentes ganham na qualidade dos serviços prestados.
Também ao nível dos serviços, a administração do CHMT revelou que o conselho de administração baixou de 19 para dez elementos e os directores de departamentos e serviços baixou dos 41 elementos para 19.

Como estava e como será futuramente


Igreja Santa Maria dos Olivais - 1904

As árvores (já abatidas) eram nesta altura muito jovens
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