quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Aposta no turismo – a saga continua

Tomar, município que se quer autodenominar cidade turística e que se diz apostar fortemente no turismo está ainda muito aquém de atingir tais objetivos, embora reconheçamos que nada é realizado num único dia, mas em marcha lenta (para não dizer marcha-a-ré) tal a realidade tomarense que assim nunca chegará a lado nenhum.

Abordando os casos deficientes ou mesmo nulos em Tomar, casos como a sinalização, ou falta dela ou deficiente a indicar os monumentos tomarenses, o estacionamento, ou falta dele, para autocarros, o desleixo para algum do património, ou até mesmo a sua destruição e principalmente uma base estrutural com alicerces fortes e coesos, não deteriorados nem subterrados como se sucede atualmente, que relance Tomar novamente no caminho a seguir.

Mas falta também algo que aparentemente se trata de um pormenor, mas deveras importante para um município que se quer turístico, as boas-vindas. Exato. Quem chega por exemplo a Tomar via IC3, saindo no nó da Zona Industrial, apanhando a estrada Nacional 110, logo à saída desta via rápida depara-se com uma rotunda que mais se assemelha a uma floresta, tal como se constata nas imagens.

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Esta não é certamente a melhor receção de uma cidade que aposta no turismo para acolher visitantes ou turistas, é necessário um pouco melhor, no mínimo, uma rotunda limpa, uma rotunda condigna.

Publicado no jornal "Cidade de Tomar" - edição nº 3987 de 4 de Novembro de 2011 

Castelo de Gualdim Paes - 1883

Mais uma vez, a revista "O Occidente" destaca Tomar. Na edição nº179 de 11 de Dezembro de 1883, destaca o Castelo de Tomar, resume em poucas palavras a origem do Castelo. Ressalva ainda o ataque a que os portugueses foram submetidos pelo exército do Imperador de Marrocos, cercando o castelo, onde praticamente toda a população tomarense se recolheu, dando assim maior resistência obrigando os mouros a abandonar o cerco, vingando-se em saquear a vila e outras povoações.

Naquela data (Dezembro de 1883) o castelo "ainda estava de pé, apesar de bastante arruinado".

Neste mesmo artigo, refere-se a origem do nome "Tomar", que seria "Tamarmá", segundo a denominação árabe, que os portugueses depois chamaram Thomar.

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Evocação a Raul Lopes

Assinala-se hoje 42 anos após a morte do Fundador do Colégio Nun'Álvares de Tomar.

Recorde-se que Raul António Lopes é natural de Urjariça, freguesia de Alvorge, concelho de Ansião e nasceu a 27 de Setembro de 1901 e viria a falecer a 3 de Novembro de 1970 em Tomar.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Fonte de Marmelais de Baixo

Eis a Fonte de Marmelais de Baixo na Freguesia de Santa Maria dos Olivais, que nos delicia com uma quadra alusiva à Fonte da Prata:

"No monte da Corredoura do Mestre
Nasce a água da Fonte da Prata
A pessoa que dela bebe
Mostra quanto lhe está grata."


Formosa Lusitânia

Imagem:José Artur Leitão Bárcia
Chegamos a Píalvo (Paialvo) estação da interessantissima cidadesinha de Thomar.
Os arrabaldes são bonitos, com graciosas estradas enverdecidas, e toda a campina em redor ás ondulações graciosas. O arvoredo é magnifico.
Como os olhos se refrigeram n’aquellas copas de folhagens!
A terra faz muita differença do que é lá para Santarem. Aqui não ha aquelle faiscar cauzado pelas scintillações do saibro branco tão incommodas para a vista. Feracissima vegetação, flores e fructos por toda a parte em abundância.
Desejava que visse os esplendidos cachos de uvas que comprei n’esta estação, a uma rapariga rozada, de ollios ardentes e chapéu desabado e empennachado de
murtha e cravos.
O cacho estava mais perto de pesar dous arráteis que um. Os bagos todos perfeitos e grandes, verdes e levemente tintos de azul. «Quanto é?» perguntei eu quando ella m’o chegou a portinhola da carruagem, «é uma pataca, minha senhora». Uma pataca é quarenta reis.
Eu poderia obte-lo por trinta, se regateasse, mas apenas encolhi os hombros, a la portugaise, e respondi: «Caro, muito caro». Ao que ella redarguiu com razão: « Porém, é tão boa».
Estufa nenhuma ainda produziu mais perfeita pintura, nem mais delicioso sabor.
Tencionara eu, n’esta direcção, estender a minha viagem a Thomar, que contém diversos edifícios antigos, e outras relíquias do passado. Em uma das suas eminências está o convento de Christo, outrora habitado pelos cavalleiros d’aquella ordem militar.
É uma caza immensa com um templo notável por copiosas esculpturas no imaginoso estylo manuelino.
Porção d’este grande senhorio monacal foi comprado pelo conde de Thomar, que actualmente rezide no castello de Gualdim Paes, primeiro mestre do Templo, que o arrancou aos mouros.
Ha aqui fabricas de fíação, e uma de papel.
O tortuozo rio Nabão deriva por meio da cidade, dividindo-a quazi a meio e dando-lhe um aspecto de Veneza em miniatura, com o seu largo canal.
Os moradores passam em botes, de um lado para o outro, e abordam ás ilhotas que estanceam na corrente.
O canal forma onde quer que seja uma catarata, que se despenha sobre uma açude resvaladia.
Estas estradas aquosas são uma delicia no verão, quer a gente se vá de passeio por aquellas margens floridas, quer deslize em barco na limpida corrente.
O Nabão no inverno sobrepuja as margens e inunda ruas e cazas, mas, nos mezes estivos, é sitio lindo onde se pode viver, quazi de graça, do néctar e ambrozia dos seus fructos e flores. No frescor da manhã, póde-se subir em peregrinação até á Piedade, linda ermida no topo de uma montanha, para onde se sobe por duzentos e cincoenta degráos. De dez em dez, ha um patamar e um banco de pedra onde a gente pôde descançar e dar graças a « Nossa Senhora» que nos permitte ir chegando mais perto do seu relicário. Chegar lá acima não é medíocre proeza com tal clima; porém, quem o consegue é liberalmente recompensado com a belleza da capella e o magnifico ponto de vista.
Que aprazível me seria, deter-me ali!
Catherine Charlotte Jackson
IN:
A Formosa Lusitania / por Catharina Carlota Lady Jackson ; versão do inglez, prefaciada e annotada por Camillo Castello Branco . – Porto : Livraria Portuense, 1877 . – 448 p., [20] grav. ; 25 cm.


Igreja São João Baptista - 1883

Eis o destaque dado pela revista "O Occidente" à Igreja são Baptista decorria o ano de 1883.

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Real Fábrica de Fiação de Thomar - o Incêndio

A 11 de Setembro de 1883 a Revista "O Occidente" relatava o incêndio que deflagrou na Real Fábrica de Fiação de Thomar, ocorrido a 29 de Agosto do mesmo ano.
O fogo teve início cerca das 21 horas e logo se fez soar o sino da Fábrica, seguido pelo da Igreja de São João Baptista tocando a rebate.
O incêndio foi causado pelo aquecimento de uma peça ligada às urdideiras do tear. Segundo a notícia desta revista, não existiu vítimas a lamentar.

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Autarcas da Barquinha criticam sistema de pórticos colocados no IC3

Clique aqui para ver a reportagem
Autarcas de Vila Nova da Barquinha assumem a luta contra as portagens da IC3/A13 e unem-se ao povo. Nuno Gameiro, Presidente da Junta da Atalaia, afirma até a possibilidade de avançar para os tribunais. O presidente da câmara de Vila Nova da Barquinha considera que o sistema de pórticos colocados no IC3/A13 para cobrança de portagens "não faz sentido nenhum", já que cria um regime de isenção diferente do resto do país.

Já os autarcas de Tomar, estão confortavelmente sentados às suas secretárias e até ao momento ainda não se pronunciaram, salvo excepção do vereador da Protecção Civil, Luís Ferreira, que no seu blogue nos esclarece as isenções no IC3/A13.

Fonte dos Namorados

À entrada dos Pavilhões da FAI, Algarvias, São João Baptista, está a Fonte dos Namorados.

A água é imprópria para consumo, mas pode lavar as mãos, pés, chapinhar e até namorar!

Esta fonte tem "as mãos" de Leonel António, funcionário camarário e autor de um Museu em Miniatura nos mesmos Pavilhões.








terça-feira, 1 de novembro de 2011

Justo reconhecimento

Imagem: Rádio Hertz
Domingo, 30 de Outubro, ficou marcado pela realização de um almoço de reconhecimento a Custódio Ferreira, ex-presidente da Junta de Freguesia de Paialvo e também com passado recente ligado à condição de membro da Assembleia Municipal de Tomar. A iniciativa foi preparada por uma Comissão Organizadora e decorreu na Sede da Sociedade Vilanovense, na localidade de Vila Nova (Paialvo). A Hertz marcou presença e ouviu o ex-presidente da Junta local. Custódio Ferreira, emocionado, agradeceu o apreço dos presentes. In: "Rádio Hertz"

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