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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Todos com o feijão...

...o feijão com todos.


Durante o ano inteiro, mas em especial no mês de outubro, com a mostra gastronómica "Todos com o feijão.... O feijão com todos", em 24 restaurantes aderentes. Basta procurar nos cardápios de grande parte dos restaurantes do concelho e lá está ele, nas suas múltiplas apresentações: o feijão reina em Tomar durante o mês de outubro, quando os primeiros frios começam a dar vontade de acalentar o estômago com pratos mais aconchegantes. De há muito que assim é, e desde há mais de uma década que tem direito a registo no calendário gastronómico local com a mostra “Todos com o feijão… o feijão com todos”. E assim será, mais uma vez, em 2012. Ao longo do mês, aos fins-de-semana e no feriado, 24 restaurantes apresentam pratos cujo ingrediente base é a mais versátil das leguminosas, capaz de brilhar de igual modo numa sumptuosa sopa, num delicioso prato principal ou numa delicada sobremesa.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Se mais sopa houvesse…

A XIX edição do Congresso da Sopa de Tomar decorreu no passado Sábado, no Mouchão Parque, e contou com a presença de centenas e centenas de congressistas. O ambiente que se vivia era animado, com música, famílias inteiras a confraternizar, tomarenses, gentes oriundas da região, turistas e curiosos que apesar da crise e da chuva não quiseram perder este evento delicioso onde as sopas foram rainhas. 
O certame, criado em 1994, procura incentivar o consumo das sopas como forma de promoção de uma alimentação mais saudável. 
 “As sopas estão óptimas”, “tenho que ir repetir”, “assim vale a pena”, “esta é uma maravilha” eram comentários que ecoavam na tenda do Congresso da Sopa o que denotava, juntamente com os sorrisos e o ambiente animado, a satisfação dos congressistas presentes. 
Não resistimos em transcrever o comentário de um congressista: “Se outras razões não houvesse para vir ao Congresso da Sopa, bastava o facto de as sopas serem completamente confeccionadas com produtos nacionais. Devemos consumir produtos de origem portuguesa, de forma a diminuir as importações e desta forma ajudar Portugal a sair da crise.” 
A Delegação de Tomar da Entidade Regional de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo marcou também presença com “O Mercado da Sopa” através da oferta de material promocional e venda de produtos regionais, biológicos, artesanato, livros, entre outros, que cativaram os visitantes.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Congresso da Sopa 2012

A Câmara Municipal de Tomar e a Delegação Norte do Turismo de Lisboa e Vale do Tejo decidiram organizar conjuntamente o próximo Congresso da Sopa que vai ter lugar em Tomar, no dia 5 de Maio, Sábado, no Mouchão Parque, com abertura às 12h30. Este protocolo abrangerá também outros eventos que tenham lugar durante o corrente ano e que pela sua importância assumem carácter regional e nacional.

À entrada do recinto poderá adquirir o seu bilhete (5 € para maiores de doze anos, 2 para menores de doze ou 12 € bilhete familiar para dois adultos e duas crianças) que lhe dará direito a degustar as diferentes sopas do Congresso, pão, água e café. Para quem quiser será ainda disponibilizado pelo preço de 3 € o "kit" de congressista que inclui tigela, colher, copo e guardanapo. No Congresso vão estar representados cerca de 40 restaurantes e 80 tipos de sopas disponíveis e vinhos provenientes das adegas da região. Além das habituais sopas de peixe e sopa da pedra, são de destacar algumas novidades como a sopa de lampreia, sopa de corno, sopa à Convento de Cristo, caldo de enguias, caldo de leitão na caçoila, sopa do Espírito Santo e sopa de queijo com bolinhas de carne.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

De Tomar e dos Conventos - Doçaria Tomarense

Já decorre desde ontem, 1 de Abril, a mais adocicada das iniciativas que Tomar acolhe ao longo do ano. Durante um mês inteiro, as pastelarias esmeram-se ainda mais na sua oferta habitualmente já bem tentadora para os olhos e para a boca, mostrando o melhor das suas especialidades no evento De Tomar e dos Conventos – Doçaria Tomarense.
Se a mostra decorre nos espaços próprios de cada um dos estabelecimentos aderentes, também mais uma vez, como já aconteceu o ano passado, o sábado de Páscoa dará oportunidade a que os doces saiam (literalmente) à rua. É o Doce Passeio Doce, a decorrer dia 7 de abril, das 15 às 18h30, no passeio ribeirinho entre a Casa dos Cubos e a Ponte do Flecheiro, em que pastelarias, restaurantes e outras entidades dão a provar pastelaria e outros tipos de doçaria de fabrico próprio.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Mercado Biológico em Tomar

Será todos os últimos sábados de cada mês, sendo que a primeira edição está agendada para 25 de Fevereiro. Este mercado decorrerá na Rua Serpa Pinto (Corredoura) e conta já com cerca de uma dezena de vendedores inscritos, onde não faltará frutas e hortaliças frescas, mas também vinho, doces, ervas aromáticas, entre outros.

Para além de ser mais uma forma de contribuir para a animação do centro histórico da cidade, o Mercado Biológico terá também um importante contributo para fomentar práticas de alimentação mais saudáveis, uma vez que todos os produtos ali vendidos são obrigatoriamente produzidos de acordo com os critérios da agricultura biológica, ou seja, sem recurso a pesticidas ou produtos químicos.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

XIII Mostra da Lampreia - Tomar

De 18 de Fevereiro a 11 de Março de 2012
Esta iniciativa marca o início do Ciclo Gastronómico de Tomar e visa contribuir para a divulgação do património gastronómico da cidade.
Durante o seu período de realização, os restaurantes e pastelarias aderentes têm pratos confecionados com lampreia à disposição dos seus clientes.

Restaurantes aderentes:
Almourol, Baía, Bela Vista, Brazinha, Chico Elias, Convento do Leitão, Estalagem de Santa Iria, Ginginha, Infante, Lúria, Manjar dos Templários, Marisqueira Sereia do Nabão, Mister Grill, Nabão, Picadeiro e Tasca da Mitas.

Pastelarias:
Pastelaria Estrelas de Tomar, Pastelaria Pimpinela, Pastelaria Tropical (1, 2 e 3) e Pastelaria Templária.

Entretanto foi criado um website da Rota Nacional da Lampreia resultante de uma parceria com as entidades regionais de Turismo do Centro, Porto e Norte.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

“Todos com o feijão… o feijão com todos”

A décima edição da mostra gastronómica “Todos com o feijão… o feijão com todos” já decorre em Tomar desde o início mês de Outubro e mantém-se até final.
29 restaurantes demonstram como uma modesta leguminosa pode dar origem a uma panóplia de saborosas propostas culinárias, tão versáteis que vão das sopas aos doces, passando pelas incontornáveis feijoadas. E como é um ingrediente barato, é também uma boa opção para uma escapadinha gastronómica a preços em conta mas com sabores gourmet.

A lista dos restaurantes aderentes:

Clique na imagem para ampliar

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Ribatejo Norte fora das "7 Maravilhas da Gastronomia"

O único prato sobrevivente do distrito de Santarém é a "Sopa da Pedra", prato típico de Almeirim que atrai milhares de visitantes à cidade. Os pratos de Alcanena, Ourém, Torres Novas, Tomar e Vila Nova da Barquinha, referentes ao Ribatejo Norte ficaram assim excluídos da final.

Os 21 pratos seleccionados são apresentados por sete categorias – entradas, sopas, marisco, peixe, carne, caça e doces -, cada uma das quais com três iguarias da gastronomia portuguesa, mas os votantes são convidados a escolher, até 07 de Setembro, os sete pratos que mais lhe agradam, independentemente da categoria.

Para a categoria “entradas”, a escolha recaiu na alheira de Mirandela (Trás-os-Montes e Alto Douro), pastel de bacalhau (Lisboa e Setúbal) e queijo da Serra da Estrela (Beira Interior/Beira Litoral).

As “sopas” escolhidas são açorda à alentejana (Alentejo), caldo verde (Entre Douro e Minho) e sopa da pedra (Ribatejo/Estremadura).

Os “mariscos” colocados a votação são amêijoas à Bulhão Pato (Lisboa e Setúbal), arroz de marisco (Estremadura e Ribatejo) e xarém com conquilhas (Algarve).

Já no “peixe”, as opções são bacalhau à Gomes de Sá (Entre Douro e Minho), polvo assado no forno (Açores) ou a popular sardinha assada (Lisboa e Setúbal).

Na categoria “carne”, os pratos colocados a votação são chanfana (Beira Litoral), leitão da Bairrada (Beira Litoral) e tripas à moda do Porto (Entre Douro e Minho).

Para “caça”, os 21 especialistas convidados pela organização do evento, escolheram coelho à caçador (Beira Litoral), coelho à Porto Santo à caçador (Madeira) e perdiz de escabeche de Alpedrinha (Beira Interior).

Os “doces” seleccionados foram pastel de Belém (Lisboa e Setúbal), pastel de Tentúgal (Beira Litoral) e pudim Abade Priscos (Entre Douro e Minho).

A selecção dos 21 finalistas culmina um processo iniciado a 07 de Fevereiro último e que passou pela apresentação de candidaturas (433 ao todo) e um primeiro processo de selecção, por um painel de 70 especialistas, cujo resultado (70 pré finalistas) foi anunciado a 07 de Abril.

Os 21 pratos seleccionados são apresentados hoje em Santarém, cidade escolhida como “anfitriã” da iniciativa.

Os interessados podem votar por telefone, SMS ou via Internet, neste caso no site do evento (www.7maravilhas.pt) ou através do Facebook (www.facebook.com/7MGastronomia), usando os códigos relativos ao prato da sua preferência.

In: Jornal "O Mirante"

segunda-feira, 4 de abril de 2011

XVIII Congresso da Sopa - Tomar

Numa época em que se fala de gastronomia, onde ocorre neste momento a 3ª edição "De Tomar e dos Conventos" e onde as célebres e doces "Fatias de Tomar" foram anunciadas como certas nas "7 Maravilhas da Gastronomia", informa-se que está já agendado o XVIII Congresso da Sopa em Tomar. Será mais uma vez no Mouchão Parque a 7 de Maio de 2011.

Brevemente mais informações.

terça-feira, 29 de março de 2011

De Tomar e dos Conventos - Doçaria Tomarense

A partir de 1 de Abril e até 30 do mesmo mês, decorrerá a 3ª edição "De Tomar e dos Conventos" nas pastelarias aderentes.


Venha provar o que há de doce em Tomar!

Alcanena - Participação nas "7 Maravilhas da Gastronomia"

Alcanena concorreu às "7 Maravilhas da Gastronomia" com 4 pratos distintos. Dois de peixe, um de carne e um de doces.

Na categoria "peixe" concorreu com Massa de Bacalhau e Migas de Bacalhau. No primeiro trata-se de um prato que tem origem numa zona muito pobre a zona serrana do Ribatejo em que as pessoas tinham muita dificuldade e viviam para o trabalho e comer o que aparecesse. De vez em quando lá aparecia o bacalhau, sobretudo à 6ª feira pois eram pessoas muito religiosas e não comiam carne neste dia da semana; o peixe, que vinha da praia da Nazaré, nem sempre havia devido à distância das praias. Uma vez que as famílias eram na sua maioria numerosas e pobres, uma posta de bacalhau teria de dar para 4 pessoas, sendo utilizado o bacalhau com postas mais baixas pois também era o mais barato. Usava-se a massa de meada (massa tipo esparguete) que não ficava cara com batatas e por vezes ovo escalfado. O prato data de acerca 70 anos ou mais. Este prato, como dito anteriormente, era sobretudo confeccionado à sexta-feira, independentemente se era sexta-feira de quaresma ou não. Como obra de referência existe o livro “Sabores da nossa Infância” , e existem registos etnográficos do Rancho Folclórico do Covão do Coelho. Ingredientes: Bacalhau, massa de meada, azeite, cebola, alho, louro, colorau ou tomate, água e por vezes ovo. Nos tempos mais antigos eram utilizados as panelas de ferro, no entanto acerca de 60 anos, o prato passou a ser cozinhado em panelas de alumínio ou esmalte, em qualquer um dos casos o prato era cozinhado na lareira.
No segundo prato de peixe, prato tem origem numa zona pobre, a zona serrana do Ribatejo, em que as pessoas tinham muita dificuldade e viviam para o trabalho e comer o que aparecesse. Como o peixe era escasso devido à distância da zona litoral, o que mais abundava era o bacalhau. Este prato vem de geração em geração A história deste prato vem de geração em geração, nomeadamente da geração dos agricultores, em que pelas 5 da manhã as mulheres preparavam este prato, que posteriormente era embrulhado em serapilheira e ao meio dia era degustado pelo rancho da apanha da azeitona. Ingredientes: Bacalhau, batatas, azeite, alho, louro, ovos, coentros, broa de milho Nos tempos mais antigos eram utilizados as panelas de ferro, no entanto à uns anos a esta parte o prato passou a ser cozinhado em tacho de barro, com excepção da cozedura das batatas e do bacalhau que é feita em panela de alumínio e depois envolto nos restantes ingredientes.

O prato em que concorre à categoria "carne" são as favas guisadas com carne de porco. A importância histórica deste prato, está relacionada com o cultivo de favas e sobretudo com a criação e matança de porcos. A matança do porco constituía um momento alto na  região- era motivo de festa e reunião de familiares e amigos. O período da matança começava pouco antes do Natal e prolongava-se por todo o mês de Janeiro. O dia da matança era fixado com antecedência. A matança realizava-se na rua ou nos quintais, pelo método da faca directa ao coração, obtendo-se assim maior quantidade de sangue para os enchidos e menor sofrimento para o animal. O sangue era recolhido num recipiente e posteriormente, após a limpeza da
carne procedia-se à desmancha de acordo com o saber transmitido pelos mais velhos.
Separavam-se as carnes pelos alguidares, para as morcelas, os chouriços, as farinheiras e os negritos. A restante carne era guardada na salgadeira. Este prato e sobretudo a criação e matança do porco, era de extrema importância para a subsistência das famílias ao longo de todo o ano, pois a carne que provinha desta tradição era consumida pela família durante todo o ano. Por volta do dia 8 de Dezembro eram semeadas as favas, em que ainda hoje se segue o provérbio “Pela Senhora da Conceição favas ao chão”. Estas eram colhidas em meados de Abril e Maio. Era nessa altura que o prato de favas com carne de porco era mais confeccionado, pois não era necessário comprar nada para a sua confecção, tudo provinha do trabalho das famílias. Este prato deverá ter mais de 80 anos. Como obras de referência tem-se as recolhas etnográficas do Rancho Folclórico do Covão do Coelho e o livro “Sabores da nossa Infância”, da comissão de festas dos 50 anos do ano de 2002. O Prato era consumido em meados de Abril, Maio e Junho. Ingredientes usados nas favas eram: as favas descascadas, cebola, dentes de alho ou ramo de alho fresco, azeite, negrito, chouriço, um ramo de cheiros de salsa e hortelã, colorau, sal, toucinho de entremeada e carne de porco. Os recipientes
utilizados para a confecção deste prato eram sobretudo de barro. A fonte de calor provinha da lareira.

Por fim, a categoria "doces" em que participa com  as Rocas. Nos tempos antigos, os doces e bolos não apareciam nas mesas com a frequência como nos dias de hoje. Assinalavam, sobretudo, épocas festivas ou dias especiais como os " Santos ", o Natal, os casamentos e baptizados. Nos casamentos era hábito os pais dos noivos providenciarem, com dois ou três dias de antecedência, a confecção rocas. Na véspera do casamento, os noivos distribuíam um prato de arroz-doce e outro de rocas aos convidados, sendo os padrinhos contemplados com uma travessa de arroz-doce e um tabuleiro com uma torta e rocas. Semelhante uso seguiam os pais na véspera do baptizado dos seus filhos. No dia do baptizado davam igualmente um prato de arroz-doce e de rocas a quem tivesse oferecido uma prenda à criança. Actualmente, algumas pessoas ainda seguem esta tradição. Este prato não era confeccionado com frequência pois era muito dispendioso, para as famílias, e também trabalhoso. Este prato terá provavelmente mais de 100 anos. Como obras de referência tem-se as recolhas etnográficas do Rancho Folclórico do Covão do Coelho e o livro “Sabores da nossa Infância”, da comissão de festas dos 50 anos do ano de 2002. O Prato era consumido em alturas de festividades, como casamentos, baptizados, Natal e dias de festa a honra da padroeira. Ingredientes usados nas rocas eram: farinha, ovos, aguardente, azeite, manteiga, açúcar, laranjas, sal e água. As rocas eram amaçadas em alguidares de barro, a massa formada é posteriormente batida numa mesa em cima de uma toalha branca polvilhada de farinha, como que se de uma peça de roupa se tivesse a lavar. Hoje trabalha-se a massa em pedra mármore. A massa é estendida finamente, com rolo de massa, e cortada com uma recortilha. Vai a fritar em azeite quente até ficar estaladiça, polvilhando-se no final com açúcar. 

Torres Novas também marca presença nas "7 Maravilhas da Gastronomia"

Depois de ter apresentado as candidaturas de Vila Nova da Barquinha, Tomar e Ourém, chegou a vez de Torres Novas. Este município concorre às "7 Maravilhas da Gastronomia" com um prato carne e um peixe.

Na categoria "carne" está presente o Cabrito assado no forno com batatas e grelos, onde é nas características únicas da flora, que comporta espécies de reconhecido interesse aromático e condimentar, do clima e do solo do Parque Natural da Serra D’Aire que pastam os exemplares de raça Serrana que servem de base à confecção deste prato e que, pelo distinto sabor da sua carne, conferem características ímpares a esta especialidade gastronómica torrejana. A escolha e a combinação de condimentos traduzem igualmente o esmero na confecção deste prato. Delicadamente envolvida numa pasta de tempero aromatizada, e salpicada de salsa, a carne de cabrito é levada a assar no forno num tacho de barro elaborado por um dos oleiros mais antigos do Concelho e, por isso, uma peça representativa do artesanato genuíno torrejano. A carne, caramelizada e suculenta, é acompanhada por batata nova loura e por grelos levemente cozidos, num trio perfeito para a degustação dos sabores mais rústicos. O sabor deste prato de cabrito reflecte o “saber-fazer” tradicional torrejano e ganha o seu verdadeiro significado quando é conhecido o contexto cultural que o configurou.

Relativamente à categoria "peixe", participa com Miga à Manuel Pescador com enguias no espeto, que se trata de migas de bacalhau desfiado com pão de trigo e pão de milho, cobertas com molho de refogado, servidas em alguidar de barro e acompanhadas com enguias grelhadas no espeto. Remonta esta receita do Mestre Manuel Pescador já a quatro gerações, mantendo-se sempre na família. Este prato já fez parte da ementa de inúmeros eventos de destaque, tanto a nível nacional como internacional representando sempre com distinção a nossa região e o país.

Ourém também participa nas "7 Maravilhas da Gastronomia"


 Como já referido num "post" anterior, Ourém também participa no evento "7 Maravilhas da Gastronomia". Concorre à categoria "Sopa" com Sopas de Verde, numa filosofia de provento máximo dos parcos recursos disponíveis, aquando da morte do carneiro, o sangue derramado era vertido para um recipiente e cozido em água com sal.

Segundo a oralidade, foi, de resto, o sangue - «o verde» - que apelidou a receita. Entretanto, as carnes da fressura eram despejadas, em pequenos pedaços, num tacho e revigoradas com alho, azeite, vinho, cebola, salsa, pimenta (ou piripiri), e louro. Ficavam a marinar durante algum tempo. O sangue cozido, cortado em cubos, era revolvido para absorver os condimentos. À parte, numa sopeira, eram estendidas «sopas» de pão de trigo - “sabia melhor com o pão de trigo comprado no padeiro. Em casa não conseguíamos fazer pão tão macio”, apaladadas com ramos de hortelã e regadas fartamente com o molho do guisado. O abandono crescente da criação de ovinos levou a que hoje os festeiros comprem as carnes aos talhantes, que por vezes lhes propõem fressura e sangue de vaca como opção. Mas a prática mantém-se acesa e ciclicamente dinamizada nas festividades religiosas, captando para as mesas corridas e comensais paroquianos e «estrangeiros», com o propósito de saborearem as tais sopas de verde, que não fazem em casa porque “sabem muito melhor quando são feitas para muita gente”.



Concorre ainda à categoria "carne" com Friginada,que após uma pesquisa ao termo friginada na Internet remete-nos invariavelmente para Ourém, onde aparece como especialidade «típica» local. Com efeito, é um ícone da identidade oureense ao acarretar referências económicas e culturais. Morto e chamuscado o porco, seguiam-se a lavagem e a esfola. Enquanto os homens executavam estas empreitadas, as mulheres, na cozinha, cortavam as «miudezas» do animal, como o fígado, os pulmões, conhecidos no vulgo por bofe, e algumas carnes gordas; depois temperavam as carnes com sal, pimenta, louro,  colorau, cominhos, cravinho e alho picado e deixavam-nas em repouso durante poucas horas, para apurarem o gosto. Assente numa trempe pesada, sob a qual estalava a fogueira, um tacho de barro recebia a banha da gordura do porco; à mesma, já derretida, juntava-se o preparado. Com evoluir da cozedura era acrescentado vinho que condimentava as carnes e evitava que se queimassem, derivando num molho espesso e condimentado, no qual os comensais embebiam a broa quando chegava a hora de se servirem. Este mantimento reunia toda a família e demais participantes no ritual, contribuindo para eventuais atenuamentos de tensões e de conflitos familiares e vicinais, além de que regularizava a reafirmação anual da conduta rural dos núcleos domésticos e comunais, que prezavam designadamente o valor da auto-suficiência. A entrada em vigor de nova legislação e transformações económicas e sociais decretaram a extinção dos rituais inerentes à matança do porco, salvo casos residuais e com uma morte aparentemente anunciada, bem como induziram à alteração parcial de preceitos na confecção. A proibição do abate deste animal em casa, além de enfraquecer a assiduidade da tachada, implica a compra das carnes no talho; passaram a ser somadas carnes magras às demais, na mira de captarem novos apreciadores; finalmente, regista-se uma diversificação dos acompanhamentos, embora continue a ser mais comum a broa, a batata e os grelos de nabo por a sua fase de colheita, no Inverno, coincidir com o período habitualmente escolhido para a matança do porco.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Participações de municípios do Ribatejo Norte nas "7 Maravilhas da Gastronomia"

Para a primeira fase, cujo prazo para inscrição de receitas terminou no dia 27 de Março, segue uma lista de algumas candidaturas nas "7 Maravilhas da Gastronomia", aqui bem perto de Tomar.

A saber:

Alcanena - Massa de Bacalhau e Migas de Bacalhau na Categoria "peixe"; Favas guisadas com carne de porco na categoria "carne e Rocas na categoria "doces".

Ourém - Sopas de Verde na categoria "sopas" e Friginada na categoria "carne".

Tomar - Fatias de Tomar na categoria "doces".

Torres Novas - Cabrito assado no forno com batatas e grelos na categoria "carne" e Miga à Manuel Pescador com enguias no espeto na categoria "peixe.

Vila Nova da Barquinha - Pirilau do Frade Ambrósio na categoria "doces" e Sopa de peixes do rio na categoria "peixes.

Estas são as 11 receitas inscritas pela ADIRN referentes ao Ribatejo Norte

Município de Tomar nas "7 Maravilhas da Gastronomia"

Tomar também concorreu às "7 Maravilhas da Gastronomia", participando com o seu doce "Fatias de Tomar".
As fatias de Tomar que são feitas apenas com ovos e açúcar, como era frequente na doçaria conventual. Diz a lenda que as Fatias de Tomar eram o doce preferido dos freires do Convento de Cristo. Certo é que hoje são um ex-libris da cidade e procuradas por gente de toda a parte.
Apesar de os ingredientes serem semelhantes a muita doçaria conventual, o processo de confecção torna-as completamente distintas e com uma textura única a que a calda confere sublime doçura. Mas o que as torna igualmente únicas entre todos os doces portugueses é o utensílio usado para a sua cozedura, uma panela de folha, de características peculiares, só produzida pelos latoeiros tomarenses e que permite uma cozedura em banho-maria a temperatura constante. 
Doçaria típica - Encontra-se durante todos o ano nas pastelarias tomarenses. 
Receita: 24 gemas de ovos ; 1 kg de açúcar 
Separam-se as gemas das claras só quando se vão bater. Batem-se as gemas durante 1 hora à mão ou 20 minutos na máquina. Deita-se a massa numa forma oval com tampo, especifica para o efeito, muito bem untada. Introduz-se a forma em banho-maria, já a ferver, e deixa-se cozer durante 1 hora sem nunca parar a fervura da água. Desenforma-se e corta-se às fatias. Tem-se já o açúcar ao lume a ferver com 1 litro de água e com um ponto muito baixo. Introduzem-se as fatias nesta calda, deixando-as ferver e virando-as. Colocam-se as fatias numa travessa e regam-se com a calda.

Município de Vila Nova da Barquinha participa nas "7 Maravilhas da Gastronomia"

Vila Nova da Barquinha vai concorrer ao evento gastronómico "7 Maravilhas da Gastronomia", que está já em fase de candidaturas, onde de 7 de Maio a 7 de Setembro as 21 finalistas irão a votação.

Vila Nova da Barquinha candidatou-se em duas categorias "Doces" e "Sopas".
Na categoria "Doces" será representado o famoso "Pirilau do Frade Ambrósio", doce de tradição conventual, do século XVII, oriundo do antigo convento do Loreto, sito junto do Castelo de Almourol, muito procurado pelos turistas e pela população residente.

Pela sua raridade, particularidade e designação apresenta excelente viabilidade económica pelo que serve, frequentemente, de oferenda. É muito procurado pelos turistas. A fabricação deste produto de pastelaria gera actividade económica sendo um produto turístico local a preservar. Este produto, ao que se tem conhecimento, é preparado e confeccionado, exclusivamente, nesta Vila.
No Século XVII, os frades do Convento do Loreto dedicavam-se à agricultura e, obviamente, à doçaria. Este doce, apesar de algumas dificuldades conseguiu chegar aos nossos dias.


Os Pirilaus do Frade Ambrósio, segundo a lenda, é uma homenagem às gentes do Tejo. Foi o primeiro bolo a fazer-se no Convento do Loreto, à data com nome do “barquinho”. Também, segundo a lenda, nas suas regulares visitas ao Convento de Odivelas, não se esquecia o Frade Ambrósio de levar um bolinho para cada residente. Quando transpunha o portal de cerca do Convento e a sineta anunciava a chegada do Frade, logo aumentava a ansiedade. Como o bolo se apresentava de uma forma cilíndrica, as Freiras não tardaram a chamar-lhe o Pirilau do Frade Ambrósio, nome que se perpetuou no tempo. Foi referência, por exemplo, no Jornal Público, fls 50, local, Domingo, 17 de Fevereiro de 2002, no Jornal de Notícias, fls 32, pa´s, Quarta-feira 13 de Março de 2002. É mencionado em trabalhos do Instituto Politécnico de Tomar.


A receita foi sempre um segredo bem guardado. Os ingredientes usados são diversos mas, essencialmente, farinha, açúcar, ovos, leite, mel, pinhões, amêndoas, vinho, canela, erva doce, banha de porco, etc.
A preparação da massa e do recheio demora mais de uma hora. A massa forma pequenos cilindros que depois são pincelados com ovo e vão ao forno a cozer pouco mais de 10 minutos.


Na categoria "Sopas" entrará a "Sopa de Peixe do Rio", sendo este prato é um dos cartões de visita do Concelho de Vila Nova da Barquinha, terra ribatejana pertence ao Distrito de Santarém, cujo território se caracteriza essencialmente pela presença de diversos cursos de água - Nabão, Zêzere e Tejo - que o enquadram e o delimitam. É o seu carácter ribeirinho que diferencia este concelho, uma vez que, das suas cinco freguesias, três têm a sua sede junto ao Tejo - Vila Nova da Barquinha, Tancos e Praia do Ribatejo.

Vila Nova da Barquinha constitui mais um local de excelentes ligações com o Rio, pois inicialmente o aglomerado surgiu próximo de um local onde uma Barca efectuava a travessia para a outra margem.
Assim não constitui dúvida que a economia deste Concelho foi marcada desde sempre pelo tráfego fluvial não se tornando estranho que a cozinha seja dominada pelo rio, encontrando-se nele a principal fonte de sabores da gastronomia típica da região.
As caldeiradas, a sopa de peixe do rio, os barbos de molhata, a fataça na telha, a açorda de sável, e as enguias, são paladares inesquecíveis.

Trata-se de prato único na gastronomia portuguesa é resultante de um vasto conhecimento gastronómico que remonta aos princípios da constituição da nacionalidade.
É confeccionado com peixes do rio Tejo, e consumido todo o ano.
Os seus ingredientes são: Fataça, Barbo, Enguia, Carpa, Tomate, Cebola, Alho, Louro, Agua, Pão Torrado, Coentros, Sal, Azeite.

Informação cedida gentilmente por Fernando Freire

Organismo responsável pela candidatura: ADIRN - Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Norte

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Barquinha: 1.º Grande Prémio do Sável e da Lampreia

O Jornal Abarca, em associação com a Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha, organiza pela primeira vez um concurso cujo objectivo é avaliar e premiar os melhores pratos de Sável e Lampreia durante o ‘17º. Mês do Sável e da Lampreia’, que decorre de 19 de Fevereiro a 3 de Abril nos restaurantes do município.
Para este ‘Grande Prémio’ gastronómico serão nomeados três jurados que visitarão os restaurantes aderentes à iniciativa e que através de uma tabela com vários itens de avaliação escolherão os melhores pratos, um de Sável e um de Lampreia.
Os jurados não terão visita marcada, actuando como clientes mistério que apenas no fim se identificarão junto dos proprietários. Os parâmetros de avaliação terão em conta a apresentação do prato, a inovação, a degustação, o serviço e o preço.
O jornal Abarca acompanhará todo o processo e o leitor poderá descobrir nas nossas páginas os vencedores do concurso, que serão anunciados após o fim do certame gastronómico. Os restaurantes aderentes ao ‘Grande Prémio do Sável e da Lampreia’ são: ‘Restaurante Almourol’ (Tancos), ‘Restaurante a Palmeira’ (V.N. Barquinha), ‘Tasquinha da Adélia’ (V.N. Barquinha), ‘Restaurante O Chico’ (Praia do Ribatejo), ‘Restaurante STOP’ (Atalaia) e ‘Tasquinha da Adélia’ (V.N. Barquinha).

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

7 maravilhas da gastronomia em Santarém


A gastronomia portuguesa foi o tema escolhido para a edição deste ano da iniciativa “7 Maravilhas”, apresentada esta segunda-feira em Santarém.

Luís Segadães, da “7 Maravilhas”, definiu a gastronomia como um dos marcos da identidade nacional – “comer é um desporto mais popular que o futebol em Portugal”, revelou -, pelo que, depois “dos caminhos da história e do património natural”, foi o tema escolhido para uma iniciativa que tem vindo a conquistar o interesse dos portugueses, disse.
Com o arranque da iniciativa hoje em Santarém, cidade que vai funcionar como sede do evento, começa o levantamento a nível nacional de todas as receitas que podem ser representativas da gastronomia nacional para, em março, um painel de 70 especialistas escolher os 70 pratos “pré finalistas”.
Desses, 21 figuras serão convidadas a escolherem as “21 maravilhas” da gastronomia nacional que, a partir de março, serão colocadas à votação dos portugueses, em Portugal e no estrangeiro, para, em setembro serem conhecidos os eleitos em sete categorias: entradas, sopas, marisco, peixe, carne, caça e doces.

Será que as "nossas" Fatias de Tomar estarão presentes nesta iniciativa?

In: Jornal "O Ribatejo"

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Concertinas com Queijos

Queijinhos de Tomar, queijos de Areias de Ferreira do Zêzere, Flor do Campo de Ourém e Saloio do Pego - Abrantes estarão em prova no próximo Sábado, 5 de Fevereiro, pelas 16h, na Galeria Templários, sita na Rua Serpa Pinto nº 1 (Corredoura), em Tomar.
Também não faltarão os queijinhos doces do Sr. Henrique das Estrelas de Tomar e o requeijão do Corujo com doce de abóbora do Chico Elias.
A sessão terá a direcção técnico-científica do Professor Doutor Nuno Bartolomeu Mendes Godinho de Alvarenga, membro do Departamento de Ciência e Tecnologia dos Alimentos, do Instituto Politécnico de Beja.
O evento conta ainda com a actuação do Grupo de Concertinas da Barrenta.
A entrada é livre mas está limitada à capacidade da sala.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

12ª Edição Mostra da Lampreia

De 26 de Fevereiro a 13 de Março realiza-se a 12ª edição Mostra da Lampreia em Tomar, onde os restaurantes do concelho aderentes à iniciativa voltam a mostrar porque é que cada vez mais pessoas se deslocam propositadamente a Tomar para comer lampreia.

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